2011 foi um ano complicado, assim como havia sido 2010. Porém, 2011 já começou meio complicado. Eu estava numa relação com o dentista de sempre, aquela mesma relação enjoativa, exaustiva e tediosa de anos, em que a gente percebe que não vai nunca fazer o outro feliz, sabem? Terminei e resolvi não fazer mais tentativas inúteis de gostar de alguém sem afinidades comigo. Eu estava completamente exausta.
Pessoas exaustas acabam não se importando muito com o coração alheio e eu estava nesta vibe. Acreditem, eu mal me importava com o meu próprio sentimento, como iria pensar no sentimento de outrém. E foi nesta levada que eu conheci o Doido em questão. Doido Insistente.
Nós nos conhecemos no pátio da PUC, numa tarde ensolarada em que eu vestia um shortinho jeans com bota de camurça e regatinha. Estava lá para obter informações sobre o bendito mestrado em "Quiproquó Rococolado" que eu tanto queria desde o ano passado, mas que eu não encontrava em lugar nenhum. Ele estava sentadinho em um dos bancos, compenetrado numa leitura misteriosa e eu, claro, estava perdida, procurando a tal da Secretaria de Pós-Graduação ou algo do tipo. Parei em frente a ele, pedi licença e disse:
- Oi, desculpa, mas você estuda aqui?
Antes que ele dissesse "não, eu gosto de entrar aqui para ficar lendo, e fingir que sou um deles", eu me adiantei e perguntei onde ficava a tal da secretaria secreta. Neste instante, ele levantou os olhos, me olhou de cima a baixo, parou no meu rosto e sorriu. Não sei se eu estava meio xarope por causa do sol ou whatever, só sei que eu parei nos olhos dele também e reparei nos cílios da criatura. Pessoas, sem brincadeira, eram os cílios mais lindos que eu já tinha visto na vida. Longos, emoldurando uns olhos divertidos e tal.
- Vou com você até lá. (ele disse, e levantou-se prontamente, fazendo com que eu reparasse nos seus 1,90m.)
Perguntou meu nome, perguntou minhas intenções lá, perguntou sobre o que eu estudava, perguntou se eu gostava de música, perguntou se eu tinha namorado e, por fim, perguntou se poderia me esperar. Respondi que sim; mais pela indelicadeza que seria se eu dissesse não, mediante a gentileza do rapaz, do que por "interesse" mesmo, confesso. Ele era legal, mas eu sabia que eu não era. Eu sou um problema e não queria causar problemas a mais ninguém por algum tempo.
Depois de pegar todas as informações que eu precisava, ele estava li, me esperando. Lembro-me de ter ficado sem graça, agradeci e disse que meu pai passaria para me pegar, assim que eu ligasse. Ofereceu-me carona (o que neguei veementemente, afinal, não sou destas) Ele perguntou se poderia me ligar um dia destes.
Pausa para reflexão:
Não, não poderia. Tal e qual Amy Winehouse, maconha com orégano, Coca Cola com Menthos e paçoquinha com Dolly, eu causo problemas. Quase cantei "I’m troube and you will know that I’m no good" para ele, mas ainda não sabia se ele gostava de meninas vocalistas (gosta). Não sou saudável para as pessoas e a questão é que eu só iria deixar acontecer se insistissem muito, mas saberiam sempre os danos que eu causo. Como numa embalagem de cigarros, onde você paga sabendo os males a que está sujeito.
Fim da pausa para reflexão.
Dei meu telefone mas disse que eu era confusa e ele não iria gostar de me conhecer melhor. Achei que ele não iria ligar.
Ele ligou.
Chamou para tomar café. Eu disse não.
Chamou para tomar um vinho. Eu disse não.
Chamou para ouvir um CD na casa dele. Eu disse não, mas perguntei que tipo de musica ele curtia. Ficamos algumas horas no telefone falando de música. Só isso. Música.
Chamou para comer profiterole de Nutella no Ruella Café & Bistrô. Como negar? Como negar, meu povo? Como negar, oh Jeovah? Fui.
Expliquei para ele toda a minha inépcia. Não nasci para ser mãe, não serei boa esposa, tenho queda de cabelo, duas restaurações de amálgama muito feias, gosto de uma banda maluca chamada "We are from Barcelona" (que ele conhecia), enfim. Fiz o que pude. Ele riu e fez com que eu me sentisse "apropriada". Eu não fiz promessas, eu apenas deixei que ele entrasse na minha vida, sem precisar fazer parte dela. Só para estar por perto. Foi este o trato. Eu não queria ninguém na minha vida. Não ainda.
Ficamos amigos, nos beijamos, transamos, saímos muitas vezes e eu nunca fiz promessas, repito. Era bom tê-lo ali. Era bom ser considerada "apta" para um cargo de confiança, porém, eu sabia que não era apta. Eu não estava pronta. Eu ainda precisava de tempo.
Conheci mãe, pai e a iguana. Conheci a irmã mais velha, conheci o sobrinho, conheci todo mundo. Nunca, em momento algum eu disse a palavra tão temida: "namorada". Algumas vezes, discutimos (feio) sobre o lance de "exclusividade". Eu não queria estar com outras pessoas, mas também não queria ser privada do direito de estar com outras pessoas se eu quisesse e a pior forma de querer me manter por perto é me prendendo.
Eis que uma sexta-feira qualquer, o Doido Remanescente me liga. Com toda a confusão que pairava na minha mente, eu nem pensei duas vezes. Saímos e passamos praticamente toda a noite conversando. Meu telefone tocava desesperadamente, mas eu havia avisado o Doido Insistente que eu passaria a noite fora. Antes que venham me crucificar, não houve nada nesta noite que passei com Doido Remanescente. Não houve beijo, não houve troca de olhares, não houve sequer intenção de nada. Houve apenas cumplicidade. Eu o entendi, ele me entendeu. Doido Remanescente estava de volta na minha vida e eu não tinha como fugir daquilo.
O problema veio no dia seguinte.
Doido Insistente: Onde você foi ontem.
Eu: Saí.
Doido Insistente: Com quem?
Eu não ia esconder nada dele. Ele sabia de toda a história anterior a ele, e não merecia que eu mentisse ali, naquela altura do campeonato. Contei toda a verdade, inclusive o fato de que talvez eu fosse ver o Doido Remanescente de novo. Afinal de contas, era o Doido Remanescente. Tudo bem que ele voltava ao jogo com um par de gêmeos (redundância) de 4 anos, um maiorzinho de 5, e uma caçula de 1 ano e 8 meses (e uma ex-mulher de bônus), mas não era esse o caso. O caso é que eu tinha que fazer uma escolha e minha escolha foi ser honesta, e jogar limpo.
Ele terminou comigo.
Não xinguei, não pedi para reconsiderar, não contestei. Aliás, eu sequer entendi o termo "terminar", afinal, não estávamos namorando. Mas enfim, amigavelmente combinamos que não sairíamos mais juntos.
(o post está longo e admito que sem muitos pontos de enfoque cômico, mas de qualquer forma, não vejo ainda muitas coisas engraçadas nesta história – pelo menos, não ainda. Quem tiver fôlego, que siga!)
Mas a vida é uma caixinha de surpresas e tal e qual como fez com Joseph Klimber, o destino quis rir da minha cara. Doido Insistente e eu tínhamos comprado ingressos para o Festival Planeta Terra. Eu iria ver os Strokes, minha gente! Só que agora, não havia sentido ele e eu irmos juntos ao evento, concordam? Pois é. O que eu não imaginava é que o Playcenter estivesse tão drásticamente diminuto. Pessoas, é impossível se esconder de alguém ali. Não que eu quisesse me esconder, mas nem preciso dizer que antes das dez da noite eu já tinha topado com o Doido Insistente umas 30 vezes, né? Na primeira vez, cumprimentei. Na segunda sorri. Na terceira aceno de cabeça e dali em diante, ignorei porque né? Desnecessário.
Deu-se que numa destas vezes, lá pelas tantas, ele (com sua turminha) passam por mim (com minha turminha) e ele me chama. Queria "conversar um minuto". Concordei. Eu usava o mesmo (sim, minhas roupas duram) shortinho jeans do dia em que o conheci no pátio da PUC. Nem mais longo, nem mais curto. Regatinha com camisete xadrez por cima e botinha. Cinquenta porcento das meninës naquele lugar estavam fazendo a linha indie-grunge e eu não destoava a não ser pelo corte de cabelo esquisito a lá Bettie Page. Ele disse as seguintes palavras doces, em tom inacreditavelmente alto:
(é bom que as crianças saiam da sala agora, porque contem palavras de baixo calão)
- Caralho BRID! Mal terminamos e você já sai por aí vestida feito uma vadia querendo caçar homem! Tá foda não olhar para você com esta roupa de menina fácil. Aliás, isto tá muito vulgar. Como eu pude gostar de você?
Calada estava. Calada fiquei. Virei as costas, tomei uma Neosaldina, um remédio para Labirintite e tal e qual Vanusa, fui! Fui cantar meu hino chamado "You only live once" no palco principal, já que Julian Casablancas não me julga.
Acham que já acabou? Tem a cereja do bolo, amigos!
No dia seguinte, meu telefone não pára de tocar e advinhem vocês quem era? O Casablancas perguntando se eu tinha gostado do show? O meu professor dizendo que eu tinha ganhado a bolsa integral na PUC? Minha cabeleireira adiando minha escova progressiva? Não. Era ele, Doido Insistente, dizendo que estava bêbado, e que havia falado todas aquelas coisas apenas para que eu "reagisse de alguma forma, nem que fosse dando um tapa na cara dele". Atendi porque queria entendê-lo. Eu sempre quero entender as pessoas. Meu mal é querer analisar o mundo inteiro, sendo eu a mais propensa à loucura. BRID, teu nome é Van Gogh e aqui está minha orelha cortada!
Não sei analisá-lo. Não sei ME analisar. Foi complicado fazê-lo entender que não havia desculpa para aquele comportamento infantil. Também não há desculpa pelo meu comportamento irresponsável, já que de certa forma, eu não me importei se ele se apaixonaria. Mas eu entendo que somos responsáveis pelos nossos sentimentos. Saint Exupéry nunca teve alguém na cola dele, por isso que disse que somos responsáveis por aquilo que cativamos. Cada um sabe do seu próprio sentimento, nunca responsabilizei ninguém pelo meu sofrimento e sempre encarei cada desafio amoroso sabendo onde estava me metendo (ui!).
Podem me julgar, eu não sou a pessoa mais certa deste mundo. Estou longe de ser sequer aceitavelmente correta. Eu ainda causo danos e continuo não escondendo isso de quem quiser pagar para ver.
Sei que este é o fim da minha pequena história com o Doido Insistente e o começo da minha saga com o Doido Remanescente. Aqui começa uma história que já tinha um começo, não teve nem meio e nem fim. Ou será que tem fim?
Vamos acompanhar?
32 psicanalistas diagnosticaram:
Dá próxima vez, trate de fazer um texto levemente maior, muito bom como sempre!
Masculinamente falando, entendo o lado do Doido, obviamente, não a reação. Sagaz Freud já dizia sobre o alcool, que se fala e faz o que sente vontade e não faria quando sóbrio, então, precauções de praxe devem ser redobradas rs.
Bom, pelas características, achou um sociopata, rs.
Beijos!
Poxa, essa dele, hein? Não acho que foi enganação, agora se as pessoas "querem acreditar" nas coisas de acordo com o seu desejo, vc não pode fazer nada, gata. Não vou crucifica-lo aqui também, sendo que a maioria de nós já fizemos isso, mas bom senso, sempre faz bem.
Vc foi muito fina. Gostei!
Posso falar ? Detesto cara sem critério. Quando te conheceu vc tava fofa de shortinho, depois no show virou puta com a mesma roupa ? Paporra, neam ?
Até entendo que o doido insistente tava puto e tals mas o que ele fez não ajudou ninguém.
Quanto ao doido remanescente, vamos acompanhar :)
Te adoro, nega.
Bjins da @fabiruiva
Brid, adoramos textos longos!!Continue essas historia, please!! Achei vc mt fina mesmo..e sabe uma qualidade q vc deixa transparecer aqui? Vc é mt transparente e sincera consigo mesma e isso é fundamental.Porem as vzs acho q é muito dura e auto crítica. Vc erra, todos erramos e vida que segue. Nao se julgue tanto..vivemos fases e fases na vida e não é por isso que vc é inapropriada ;) Mas tb me identifico demais com tudo q vc escreve..ja me achei inapropriada diversas vzs e hoje acho q to me aprumando rs coisas do tempo né? Ele sim sabe o que faz.Adoro vcs! Felicidades sempre!!
Não tem o que dizer. Cada um asbe de seus sentimentos, mas cada um sabe os efeitos de seus sentimentos (ou a falta deles) no outro. Concordo com o tio do Pequeno Príncipe: Você pode ser um problema. Pode ser o caos. Pode ser uma série de coisas, mas ainda assim, você cativa... E é responsável pelos efeitos disso...
Enfã. Quem sou eu pra falar? Ninguém.
Então né
ninguem melhor do que agente mesmo para saber o que se é, mas ainda acredito nas fases e mudanças constantes.
Você foi verdadeira e não acredito que somos responsaveis pelas paixões alheias, apartir do momento que sou honesta com o outro é cada um com seu coração.
Eu acredito em mim, sou fiel a mim e a tudo que sinto e quero tentar, e se você quer tentar, bora caminhar.
O que importa de verdade é so ser feliz, independente de como e com quem, é minha sincerita opinião.
Sorte moça bonita.
P.s: pode escrever um milhão de linhas que eu leio sempre viu.
Noh Gomes
Ouxee, não tem coisa pior do que gente que diz o que tem vontade e coloca a culpa na bebida.
BAN: Poxa, sério que não tá muito gigantesco? É que o padrão do blog é menorzinho. E Freud é sábio, viu? MUito sábio!
VAL: É verdade. Todo mundo já se enganou achando que o outro poderia se apaixonar também. Mas o caso é que sempre pode, não é? Tentar é tentar!
FÊ: Çophynna!
FABI: Foi exatamente isso que eu quis transmitir qdo enfatizei que estava com a mesma roupa. Não fazia sentido me agredir daquela forma, sendo que, ao me conhecer, era daquele jeito que eu estava vestida. O que ele fez, só me ajudou a pegar raivinha.
NA: Eu não gosto de me sentir responsável pelo sofrimento alheio, mas de uma forma ou de outra, eu acabo sempre magoando alguém, é impressionate. Vou tentar não ser tão critica comigo mesma. Bom conselho!
LEKKERDING: Eu continuo achando que cada um sabe do seu p´roprio sentimento. Somos o que somos e se cativamos alguém por sermos quem somos, não cabe a nós nos responsabilizarmos se por acaso não conseguirmos sentir o mesmo por esta pessoa. Tomo conta do meu sentimento e entro de cabeça qdo me dá na telha, mas isso nunca será culpa do outro. Mas enfim, quem sou eu? Ninguém. rs
NOH GOMES: exatamente. Ser verdadeira, ser honesta, falar o q tm de ser dito. Foi o que fiz. Magoar, magoa, mas é um jeito de não subestimar o sentimento do outro. Se é forte para amar, tem de ser forte para desamar também, pq a vida assim, c'est pas? Sorte pra vc tb!
PRI: O povo adora fazer isso, né? Quem disse isso foi a cachaça, não eu! Tá bom. O problema é q ele ainda disse depois que bebeu por MINHA CAUSA. Qué dizê...
Achei seu texto ótimo, talvez pela abstinência dos textos de vocês. E concordo quando vc diz que não posso ser responsavel pelos sentimentos das pessoas, até porque cabe a cada um como se sentir em relação ao outro.
Ah e se tem Doido Remanescente, quer dizer que vamos ter muitos textos, e isso sim é maravilhoso.
Eu sempre gosto de ser claro com essa coisa toda de relacionamento, mostro meu ponto de vista sobre, digo o que eu penso e sempre, digo SEMPRE, peço para deixar a coisa toda rolar sozinha, sem forçar a barra. Super admiro seu comportamento nesse caso, e principalmente invejo seu sangue frio com a chamada dele no show, se fosse comigo ia ser tenso.
Lendo seu texto me vi no contexto de pessoa inapropriada. Não nasci com a bonita missão de ser bom pai, marido e ter uma vida certinha [/comercial Margarina
Brid, tenho que começar a repensar a minha vida, e ver que realmente tenho um certo grau inapropriado no meu ser. (confesso)
Vamos ao post:
Colocar a culpa na bebida pra desabafar é coisa de gente fraca e sem coragem.
Seu doido insistente é muito doido, ou melhor muito cego... viu uma roupa curta demais onde não tinha mas, enfim, se você fosse de moletom ele iria te abordar novamente mudando "vadia" por "sapata" ou seja... ele ia te abordar com um adjetivo com qualquer roupa que você tivesse.
Doido Remanescente ainda não conquistou minha simpatia... e ainda me pego na torcida do Doido Monty Python, esse vai ser o cara!
Ps.¹ Saint Exupéry me deprime ao dizer que sou responsável pelo que cativo. É quase uma ironia dele com minha vida... esse cara não é meu amigo. rs
Ps.² Queremos posts maiores! HEHE texto muito bom, como sempre!!!
Beijos, Brid!!!
"Meu mal é querer analisar o mundo inteiro, sendo eu a mais propensa à loucura." = IDEM TOTALMENTE. E por ser assim, tenho uma empatia gigante que me causa muitas dores.
Mas o Doido Insistente me deu dó, entendo seu lado, mas sabe, ele queria uma reação sua, pq de certa forma enqto vcs estavam juntos, talvez ele tenha mesmo reparado que vc não estava ali COM ELE DE FATO durante a "relaçao". E tenho dó dele pq ele até poderia imaginar o perigo que estaria correndo, mas quis arriscar, sentimentos fazem dessas com a gente. Ficamos cegos aos sinais, acontece com quase todo mundo.
E sobre o Doido Remanescente, bora ver no que dá né? Tomara que dê tudo certo. :)
Fiquei passada em Jeová!! Foi bom que com essa resposta deu-se um ponto final!
Boa sooooorte!
Brid, não quero te julgar....mas peralá....porque este papo de não sei se vai dar certo? esse papo de eu sou encrenca, não se meta comigo?Para guria... vc tá se detonando, não interessa,a coisa pode rolar legal,mas vc já joga essa vibe em cima,putz.Tem que dar errado mesmo.O cara falou bosta no dia do show sabe porquê? Pq ele tava superdolorido de ter escutado a história com o outro doido, ele gosta de vc e se sentiu preterido, eu sei o que é isso,gata.Quando eu soube que meu amado tava com outra, varei madrugadas em chat gay espalhando o telefone e fotos do cara.É bonito isso? Não,é ridículo, é só pra te mostrar que pessoas centradas cometem loucuras qdo rejeitadas, por isso que ele falou merdinha no Playcenter.Sei lá gata,não pensa dessa forma, cuidado com revivals, se uma pessoa já te largou uma vez...e por favor, nunca mais diga:"eu sou encrenca".Beijo!
BRID, te entendo perfeitamente. To tão nessa fase de 'sou inapropriada' que falta muito pouco pra eu andar com uma plaquinha de DANGEROUS dipindurada no pescoço, mas to gostando tantoooo ...
Citando Nietzsche: Nunca é alto o preço a pagar pelo privilegio de pertencer a si mesmo.
Minha cara, se vc está bem é a unica coisa que importa.
Sobre o post: pra falta de educação e grosseria sua atitude foi louvavel, apesar que o Doido merecia uns bons sopapos (vamôcombiná)! Na real, ele tava realmente disposto a tudo pra chamar sua atenção, só acho que se ele te chamasse de canto e falasse: essa roupa me lembra o dia que eu te conheci .... ia ser muito mais eficaz não é mesmo, e acredito que poderia, sim PODERIA, até mexer contigo, mas ....
texto sensacional (apesar de ser um adjetivo um tanto gay)!, mas eu sou menininha, eu posso não é mesmo?!
bjs
Manu
Brid minha linda.
Só posso te dizer uma frase:Eu te compreendo.
Digo isso pq não imagino ser fácil dar adeus ao que é remanecente,abrir a porta cantando " entra na minha casa,entra na minha vida" pro insistente.
E na minha humilde opinião, a verdade é que o remanecente não saiu de ti,do teu core, e assim é impossível qualquer novidade entrar na vida,por mais refrescante e linda que ela seja.
Mas essa do doido no Planeta Terra, eu acabei de passar a umas duas horas atrás e te pergunto: Como tu conseguiu só dar as costas?
É um trabalho,uma maturidade, que olha...É pra quem pode,não pra quem quer.
E o carma com o Doido Remanecente tem fim sim.Mas acho que mais do que finalizar isso externamente,é preciso terminar com ele no teu coração.Pra um dia vocês se verem e ele ser só aquele doido que um dia tu teve algo.Pra ele ser só mais um capitulo no teu livro,mas aquele que não dói,que não angustia,que não fere.
Vai terminar,mas como alguém que passa pela mesma saga, e tá aprendendo - e conseguindo,ui que orgulho- a ser indiferente, a palavra chave desse momento é paciencia.
Desculpa a extensão do comentário,mas tô amanhecida e pós mais um reencontro com o doido modelete sem vergonha.
Coragem madrinhaaa
Beijo
Ah,esqueci:
Desculpinha furada essa da bebida.Até a ciência já provou que essa não cola amiguinho.Qualquer atitude errada hj em dias,os pimposos saem colocando culpa nas tequilas e cevas que tomam noite afora.
Coisa de mirim , de homem froxo ^^
THAIS: A saga do Doido Remanescente está sendo uma descoberta até para mim, sabe? Tomara que vcs consigam me ajudar a tomar as decisõs certas. Um beijo!
GUSTA: Ser inapropriado não é algo ruim, viu? Essa coisa q a gente sente de ser completamente fora do padrão é somente algo inerente, que faz parte da gente e aprender a conviver com isso nos faz pessoas muito legais. Quanto ao Doido Monty Python, eu tb torço por ele. Todos torcemos. E imagino q os posts agora serão sempre gigantes, pq tem muita coisa pra contar!
JOSYE: Eu não fiquei indiferente ao Doido Insistente, mas de alguma forma fui mais fria do que deveria, admito esta falha. Mas eu sou uma pessoa que erra, e que erra MUITO, sabe? Eu arrisquei, mas não me abri pra ele, isso pode ter sido injusto. Mas eu não tenho conseguido me abrir, esta é uma verdade.
MARANA: Passadas em Jeovah fiquei tb.
MARCELLA: Não é questão de "ficar falando q eu sou encrenca". Acho que eu sou de fato uma pessoa confusa e eu gosto de deixar as pessoas que se aproximama avisadas deste meu "problema". Não sou uma pessoa fácil, mas ao mesmo tempo também me sinto mal ao perceber que alguém me dá mais do que eu posso retribuir. E eu não tenho retribuido muito nos ultimos tempos... Sad. De qlq forma, obrigada pelo toque (ui).
MANU: A frase do "Nitch" que vc colocou aí é tão coerente q eu vou toma-la pra a minha vida, gata! Sou uma pessoa meio diferente e minha liberdade não tem preço. Um dia, qdo a exclusividade for apenas uma opção (e não uma obrigação), eu vou optar por ela. É assim que eu vejo as coisas.
KAH: Obrigada pelas palavras, gata! Não sei se é maturidade, não. O fato é q sou um tanto apática quando o assunto é revidar palavras grosseiras, acho que não tenho muita energia. E sim, culpar o Jack Daniels pelas merdas q fala é no mínimo "coisa de mirim".
Brid, acho que o mais importante é que tu foi sincera com o doido! E ele foi extremamente babaca atribuindo a culpa de sua própria infantilidade à bebida. Gostei muito do post, gostoso de ler, sabe? Vou aguardar sim pelos próximos posts...
Beijo
Brid sua linda!
Ele se mostrou inapropriado para vc, apesar da familia, da irmã da iguana e tudo o mais.
Nem sempre a sintonia é a mesma, talvez a historia seria diferente se não houvesse doido remanescente e vc estivesse em outra "vibe".
A vida continua sendo a arte do encontro, o que vale lembrar é que o lance não é só encontrar alguém legal é estar disponível e aberta para esta pessoa, mesmo que depois ele se mostre um babaca que acha que sua roupa é curta demais (e que vc não tem senso crítico).
Adoro textos longos!
Não importa o tamanho do texto, a leitura é sempre muito gostosa. Mas como você já deve ter recebido elogios de sobra sobre a escrita em si, sobre o caso do doido concordo com o que disseram: ser sincera com ele foi a melhor atitude, ele atribuir a culpa ddo comportamento infantil dele à bebida foi mais infantil ainda e no fim das contas, ele é que era inapropriado para você.
Beijos!
Brid, vc não sabe como me sinto próximo a você depois de um texto desses. Se não pela propensão a julgar possíveis as mais absurdas relações (doido remanescente com família a tira colo é coisa para poucos), ao menos pela capacidade de encontrar gente louca andando por esse mundo.
Antes de me casar (daquele jeito brasileiro de se entender um casamento gay), vivi um período terrível de entressafra em que tudo que queria era um homem pra chamar de meu. Nada aparecia. Aí resolvi fazer uma coisa que não era muito meu estilo: caçar na balada. E eis que lá na pista estava o loiro, de cavanhaque, pêlos nos antebraços e sorriso branco que me interessou logo de cara. Olhares retribuídos e pronto, nos pegamos no escuro.
O problema é o beijo era ruim. Muita língua. E em dois minutos o cara começou a falar que queria me levar pra casa dele, e que queria combinar um fim de semana... E eu falando que não queria compromisso (beijo ruim é sinal) e ele falando em férias na Bahia.
A carência era tanta e ele me elogiava tanto... Cedi naquela noite. No dia seguinte ele me ligou 15 vezes. Cedi dois dias depois, quando o meu doido remanescente me humilhou. Mas o sexo com o insistente foi tão ruim, que decidi segurar a onda. Então no dia seguinte ele ligou 20 vezes. No seguinte, ligou 30. Sério, 30! Atendi as cinco primeiras e as outras eu simplesmente ignorava. Na última vez, pedi que ele não ligasse mais.
Dois meses depois encontro o sujeito num barzinho. Dou um sorriso amarelo e ele retribui. Tento evitar o encontro, mas na fila do banheiro se dá a colisão. Ele simplesmente olha pra mim e diz: "nossa, engordou né? tá com uma barriguinha... o que houve?". Fiz a minha melhor cara de caneca e não respondi.
Sei que não faz muito sentido ficar escrevendo esses comments imensos, mas suas histórias me tornam estranhamente prolixo e promíscuo. Tenho vontade de compartilhar a loucura que me cerca. Até porque, no final das contas, me impressiona a analogia da vida.
VANESSA: Que bom que gostou. Eu realmente fiquei na duvida se deveria ou não escrever um post tão longo. E sim, eu acho que a sinceridade é importante. Adoraria que existisse essa sinceridade qdo a interessada sou eu, sabe?
LUCIANA: Concordo plenamente com vc. Se eu estivesse em outra vibe, talvz eu estivesse aberta para algo mais sólido. O caso é que eu ainda estou numa fase meio estranha, em que nem eu mesma saberia explicar o que quero. Difcícil, né?
LUA: Eu costumo dizer que a infantil da relação só pode ser eu, então, tenho este direito adquirido. Comportamentos assim me deixam muito irritada, de verdade. E me tiram todo o tesão, esta é a grande verdade. Fico feliz que tenha gostado da estrutura do texto.
HENRIQUE: Eu simplesmente amo quando vc dá seus depoimentos aqui, deixando claro que estes casos, não são excusividade minha e da Lee. Como assim, beijo ruim? Como assim ligava 50 mil vezes? Aposto que se vc estivesse über com vontade, ele ia virar um bagre escorregadio, né? Pq é sempre assim! Beijo grande e continue sempre nos contando suas aventuras. Eu adoro e a Lee tb.
Hi Brid.
É fatídico que o destino seja oposto ao nossos desejos como foi com o Doido Insistente. Sinceramente, acho que ele não caiu bem na sua real, mas algum tempo e quem sabe não te pedisse até em casamento.
Uma vez eu vi um cara dizendo que mulher é que nem sombra (momento machista): Quando você corre atrás ela some, quando você some ela corre atrás. Pois é, quanto mais você corria...
ps: Ahh, vc viu Strokes ♥
Seus textos longos são perfeitinhos assim.
bye e beijo
STARDUST: Gata, esta sua frase machista fez o meu dia: Morri de rir! E se vc for parar pra pensar, nem é machista pq não são as mulheres que são assim e sim o SER HUMANO! Que bom que tenha gostado do blog, espero ver sua opinião por aqui muitas vezes ainda! Um super beijo!
Brid,
Os seus textos longos são sensacionais, pena que não é sempre que vc posta!!!
Agora tenho que concordar com a Marcella, indiferença é a pior coisa q existe, com certeza ele pagou de louco prq entrou em desespero...já fiz isso = /
Se vc puder contar esse seu segredo de se manter feliz longe de homens, por favor dedique algum tempo pra nos escrever, algumas desesperadas como eu precisa de bons conselhos!!!
Beijo Brid.
Execelente texto como sempre dona Brid, parabéns! A propósito, não que seja da minha conta, mas...vc é aquariana? hahahaha!!!! bjoooo
@M_DEMIAN (twitter)
BRID, sua linda! a frase do 'Ni' é nossa, pode usar como lema a vontade. Nesses dias, recebi o texto abaixo de uma amiga (não sabemos o autor), mas acho que você irá gostar:
(Eu viro a vida do avesso e chupo que nem laranja. Deixo escorrer entre os dedos pro tempo se deliciar e não me devorar. Porque quem eu quero que me coma mesmo é o acaso. E me olhando nos olhos.
Hipocrisia, dá licença que minha autenticidade vai passar.
Um salve à quem faz toda a diferença, uma incontinência de foda-se à quem não não faz falta nenhuma, e à leveza da vida, o meu ...muito obrigada.
Que falem, que julguem, que pensem e que sonhem. Porque eu estou ocupada sendo loucamente feliz, eternamente exagerada e delirantemente desesperada pela vida. Mais que tudo isso: me amando cada vez mais por ser assim.
E aos que desdenham, um beijo no cotovelo.
No mais, a vida me convida)
É isso minha cara ...
bjs
Manu
Nossa, já aconteceu isso comigo... Em época de escola, eu e o "desgramento" estavamos no onibus voltando para casa e o cretino começou a gritar falando que eu estava vestida como uma puta. Gente, eu estava de calça jeans, all star e regata!
Comecei a rir a principio, pq eu não estava acreditando que aquele filhodumaputa estava dando showlzinho...
Depois comecei a chorar... Mas expliquei que eram lagrimas de odio... Ki minha vontade mesmo era de dar um soco na boca dele!
(E eu so não dei, pq sou uma dama!)
São nestes momentos que entendo porque o porte de arma é ilegal! hehehehe
Gostei muito do texto. E até que não achei longo, se quer saber. Não sei se é porque estáa muito bom - é sério, não querendo parecer puxa-saco -, mas pareceu o suficiente.
PS: eu queria muito ter ido nesse show! Pena que tenho 17, e não permitiam entrada de menores.
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