domingo, 9 de outubro de 2011

O caso do doido vício


O que acontece quando a gente espera muito tempo por alguém? 

Eu desenvolvi um tipo de dependência durante a longa espera. Ele parecia uma droga, um vício que eu precisava tirar de mim e não conseguia. Eu tinha necessidade de falar com ele e de sempre buscar alternativas para saciar essa vontade, apesar da distância entre nós.

Fiz algumas loucuras por conta dessa dependência, algumas boas e outras que eu considero grandes bobagens, mas meu impulso não podia ser contido. Isso já demonstrava que eu estava numa espécie de dependência psicológica. Eu precisava dele para não me sentir mal. Dos meus hábitos, ele fazia parte. Meu organismo tinha se adaptado à presença dele na minha vida.

Nos períodos ruins, quando nos afastávamos, eu tinha aquela fase de “delirium tremens”. Com a abstinência, eu entrava num profundo estado de angústia, que demorava a passar. Em todas as vezes que me reergui, meu vício voltava a aparecer na minha vida e tudo recomeçava.

Tive pouquíssimos momentos bons com ele. E, considerando que nossa história durou anos, só dá pra concluir que os momentos ruins dominavam nosso relacionamento. Assim como uma droga que te dá aqueles segundos de euforia e bem-estar e depois te deixa devastado.

Nunca tive overdose dele porque ele se escondida de mim algumas vezes, por mais que eu o procurasse. Ainda assim, ele era meu vício latente.

Durante anos, tentei fazer com que ele se apaixonasse por mim e, a cada negativa que a vida me dava, eu ficava mais forte e mais determinada a lutar pelo que eu queria. Mas a longa espera por ele ao meu lado foi minando a minha vontade e o meu desejo, ainda que eu tenha lutado tanto tempo por aquele relacionamento.

Nos últimos meses, fui me tratando sozinha. Aceitei os nãos, aprendi a não idealizar ninguém e parei de procurá-lo. O tempo me tratou e, felizmente, não precisei de ajuda para sair dessa dependência.

Já no final desse tratamento, ele me ligou. Escutei, pelo telefone, ele dizer pela primeira vez que me amava e que sentia minha falta. Só que já tinha passado tempo demais desde que nossa história tinha começado. Então, depois que ele se apaixonou por mim, desisti dele. E, juro, não foi de propósito.

Não desisti porque tinha, enfim, conseguido meu objetivo, mas porque passei a enxergar os defeitos dele de outra maneira. Tudo aquilo que não me incomodava antes, começou a me dar ojeriza. Saí do mundo dos meus sonhos, no qual eu construí uma imagem dele que era exatamente tudo o que eu buscava num homem, e passei a ver como ele realmente era: um vício.

Quem não tem defeitos, não é mesmo? Tenho muitos. Sou um ser humano completo, com a parte boa e com a parte ruim. Talvez meus defeitos sejam toleráveis para alguns homens e insuportáveis para outros, mas eles têm a liberdade de escolher se ficam comigo ou não.

Eu tenho essa liberdade também. Percebi que os defeitos dele eram insuportáveis para mim. Eu não conseguia lidar com um menino de 32 anos e não tinha a menor vontade de ensiná-lo a ser adulto. Meu impulso em direção a ele virou repulsa.

Como uma droga, ele continuou a me procurar e a me tentar, mas hoje eu tenho certeza de que não o quero mais. Ele não cabe na minha vida, ele não é a pessoa que me estimula a viver e a fazer planos. Gostei de uma pessoa que só existiu na minha imaginação.

Já me disseram aquela frase clássica: “todas as experiências são válidas”. Bullshit. Ele é apenas alguém que eu nunca deveria ter conhecido. Só isso.

*****
Para ler, ouvindo “Breaking the girl”, do RHCP: aqui.

36 psicanalistas diagnosticaram:

Nessa disse...

Meu Deus,

sempre li o blog, mas nunca deixei comentário. Hoje não pude. O grand final do texto (e bota grand nisso)é uma frase de compreensão que sempre quis escutar, mas que meus ouvidos não tiveram sorte até então. E a imprensão (aos olhos dos outros) era de que o que eu tinha era dor de cotovelo. Oh not.

"Já me disseram aquela frase clássica: “todas as experiências são válidas”. Bullshit. Ele é apenas alguém que eu nunca deveria ter conhecido. Só isso."

Esse trecho é lindo gente. Um dia envio para vocês o caso do doido vício malvado que tive. Dispenso total a incursão dele na minha vida.

Fico feliz por sempre encontrar nas histórias de vocês aquela cumplicidade, de quem tá escutando algo que conhece bem. E pelos comentários, de outros textos, vejo como isso é recorrente e reconhecido.

Mas fico mais feliz ainda em ver a coragem de vocês, Brid e Lee, de escreverem essas histórias loucas, com palavras exatas, e mostrando que insanidade mental tem tratamento (quando não, cura), e, principalmente, tem significado.

Ai gente....amo vocês!

Josyê disse...

"como uma droga que te dá aqueles segundos de euforia e bem-estar e depois te deixa devastado." Sei bem o que é isso, ainda vivo nisso, só não luto por ele, já estou convencida de que seria desgastante demais pra mim, mas sigo arrastando minhas correntes, até que um dia eu consiga ser como você, fazer com que os defeitos dele se tornem tão insuportáveis pra mim, que nem as qualidades dele me convenceriam a querê-lo denovo.
Mas fico feliz por sua libertação! ^^

Isabela Martinez Milanezzi disse...

Texto triste, Lee! Conheço uma história muito parecida (hm..) igualmente triste!
De verdade? Apesar de ser clássico, faz sentido: já que não dá pra voltar atrás (mundo injusto,beijos!) o melhor que se pode fazer é tentar ver o lado bom da experiência.

Beijos!
PS: tive que comentar sem loggar no blogger pq não estava indo :(

.Intense. disse...

Nunca entra na minha cabeça essa história de 'vale como experiência'. Francamente? Eu sofri tanto por algumas experiências que, pelo menos até agora eu nem entendi pra que passei, que eu abria mão delas facilmente.

Depois desse texto, me resta torcer pra que todas as pessoas que vivem isso consigam o mesmo grand finale. Nem que ele tenha que ser sem ele ligando e diz que ama, mas que seja ao menos a cura do vício. Tipo eu, assim. Que eu me livre disso, e não precisa que nada no universo mude - que tudo continue no lugar, só não quero depender mais mesmo

(esse post me lembrou 'Doth I protest too much', da Alanis *.*)

Lekkerding. disse...

Eu conheço essa história. Comecei a vivê-la há alguns anos. Não terminou bem.
Eu não queria tantas coisas. Veja, não acredito em amores eternos, companheiros ideais, relacionamentos tradicionais, ou whatever. Eu acredito em duas coisas, além da minha amada Constituição: a verdade, e a lealdade. Eu não defino amor, porque definir é aprisionar. Eu não exijo reciprocidade (posso até desejar um pouquinho, mas se não houver, não farei greve por isso). Não quero ser idolatrada o dia inteiro, não quero trilha sonora nas minhas caminhadas, e nem diálogos de Shonda Rhimes nas minhas brigas. Eu só exijo essas duas coisas: lealdade e verdade. E foram 3 anos acreditando em verdade e lealdade que nunca estiveram lá. Foram fases e fases. Às vezes amantes, às vezes irmãos, às vezes pai e mãe um do outro, às vezes inimigos, às vezes parceiros, às vezes, tudo junto. Tudo isso é amor, certo? It was fine by me. Eu só queria verdade. E lealdade. E lá fui eu. Ele disse que era verdade, e disse que tinha lealdade. Eu acreditei, e em cima dessa fé absoluta, movi cruzadas. Só eu pereci nelas.
No fim, o que realmente dói é ver que você secou. Eu sequei. Late fruit from a withered tree, a breath away from dying. Esta sou eu hoje. Eu dei tudo que eu tinha, e pra quê? Não era verdade. E não havia lealdade. Pouco a pouco, a cortina se abriu, e mostrou todas as máscaras usadas, todas as navalhas cravadas fundo na minha carne. Cada qual com sua função, seu corte específico. Eu dei tudo que eu tinha. E não tem mais volta, porque não dá pra colar os pedacinhos perdidos nas navalhas.
Acho que alguém devia criar um AA pra pessoas que acreditam demais no que o outro pode ser, e acabam despedaçadas pelo que o outro é - e faz - com a gente. Parabéns, Lee. Você conseguiu. Pra mim... Veio tarde demais.

Gusta Fernandes disse...

Eu vivi algo assim, há algum tempo atrás, não gosto mais de recordar por que começo a me sentir um lixo.
Frases do tipo "Eu te amo por que você me ama" foi apenas algumas das coisas que tive me sujeitar durante essa época.

Eu me forçava a acreditar que isso era normal e que eu era amado, mas na verdade, eu era apenas um tapa vazio de coração.

Mas aceitava isso, era meu "vício".

Isso demorou cerca de 6 meses, eu estava exausto. Não recebia retorno de mensagens, e-mails e ligações.
Um dia eu resolvi me contrariar, e não entrar mais em contato.
A resposta foi simples... 5 dias depois recebi um mensagem dizendo que "oi sumido, saudade."

Pronto.
Acabou.

Liguei, e disse adeus. E expliquei que eu não poderia mais conviver com essa ausência (e minha dependência). Confesso que foram mais uns 5 meses pra tentar me convencer que era a pessoa errada.
Gradativamente os defeitos começaram a saltar a olhos nus, e aquilo tudo foi me causando repulsa...
apaguei numero, cartas, fotos e todos os vínculos em redes sociais.

E prometi que nunca mais viveria algo dessa forma tão destrutiva.

é isso...

Beijos, Lee and Brid.

Anônimo disse...

Então, já comentei no twitter, e TIVE que entrar aqui e comentar de novo...foi bom pq li os comentários e vi que tem uma caralhada de gente na mesma situação, então se #TODOSsofre , e ninguém morre disso (espero eu rs), mais um estímulo pra eu continuar tentando curar o meu vício e seguir em frente. Só tenho que discordar da parte final, sobre o aprendizado em se passar por isso. Não que eu não ache que em muitas ocasiões isso ocorra com muitas pessoas, mas não comigo, que tenho tendências psicanalíticas psicóticas E obssessivas...o que quer dizer que eu SEMPRE verei algo de bom em tudo o que eu vivo e inclusive nesse relacionamento (pseudo)-vício que estou enfrentando, afinal é inegável que me conheci melhor por causa dele e que logicamente sairei mais "gata escaldada" depois (ou não rs)...enfim, a minha conclusão, por ora, é a de que precisei viver isso pra ter consciência de várias coisas a meu respeito, e muitas vezes acho que isso não seria possível de outra forma. Valeu de novo pelo texto e pela iniciativa de vocês de montarem esse concultório coletivo de terapia pra galera, fica muito mais fácil e divertido caminhar pela vida assim!

Beijos pra vcs Lee e Brid,

@M_DEMIAN

Edu Deruki disse...

Nossa. Acho que todo mundo vive um relacionamento assim, não é?

De qualquer forma, esse texto me inspirou a fazer uma música. ♥

Vocês são lindas!
Acho que a simplicidade de como vocês abordam os seus relacionamentos, toda a sutileza, ajuda quem lê a crescer, um pouco, junto com vocês.

Eu meio que abandonei meu blog pra escrever meu livro, mas sempre entro pra ver se tem coisa nova de vocês. Acho lindo quando entro aqui e vejo atualização de vocês, vale meu dia!

Um beijo, cem beijos!

Ge disse...

nossa, acho tão difícil dizer isso, de que uma pessoa pode ser apenas alguém que a gente não deveria ter conhecido. esses dias, eu falei sobre isso na minha análise, me referindo a uma pessoa. e o que ela me disse tinha a ver com isso, de que eu aprendi alguma coisa. mas de verdade, aprendi coisa nenhuma. a gente repete. assim a vida segue.

Lee Holloway disse...

NESSA:

Puxa, obrigada! Seu comentário me deixou muito feliz. Acho que a gente deve essa cumplicidade a vocês, que se dispõem a nos ler e a compartilhar o que pensam. Isso tudo ajuda muito a gente também.

Bem, a frase final não é fácil de ser dita nem de ser aceita. Já acreditei muito nessa frase que as pessoas dizem para nos consolar, mas refletindo sobre tudo o que me aconteceu, a única conclusão a que cheguei foi essa. Eu não precisava ter passado por tudo aquilo. E como não dá pra eu voltar no tempo, acabei escrevendo esse texto...

Beijo e obrigada mais uma vez!

;-)

Lee Holloway disse...

JOSYÊ:

Não foi fácil esse período de tentar bloqueá-lo da minha vida. Tentei muitas vezes. Fracassei em todas elas. Até que cheguei num ponto em que eu precisava fazer a minha vida caminhar. Pode demorar, mas espero que sua história seja menos longa do que a minha.

Beijos!

Lee Holloway disse...

ISABELA:

O texto ficou bem triste mesmo... Mas só consegui escrevê-lo porque eu pensei muito sobre essa história com um olhar já distante. Sabe quando a gente lembra de uma coisa que aconteceu um tempo atrás e tenta entender o que ficou daquilo? Foi mais ou menos isso o que pensei quando escrevi este post.

Acho que pra muitas pessoas é válido acreditar que houve algo de bom numa relação ruim. Se te faz bem, pense mesmo nas coisas positivas. Talvez seja a sua maneira de superar e tentar achar um sentido pra tudo. ;-)

Beijo!

Lee Holloway disse...

INTENSE:

Acho que o fato de ele ter dito que me amava fugiu totalmente à regra das relações sem sentido. Ou talvez tenha sido mais um elemento para que a relação fosse mesmo nonsense! rs.

Acredite: ouvir isso dele fez bem para o meu ego, mas só dificultou ainda mais as coisas pra mim.

Espero que vc fique bem. >.<

Beijinho!

P.S.: não conhecia essa música, mas vi a letra e, realmente, tem muita coisa a ver!

Lee Holloway disse...

LEKKERDING:

Adorei seu comentário, e é incrível como eu também me vi nele.

Você disse aquilo que eu não consegui colocar no texto. “Eu sequei”. Toda aquela dedicação que eu ofereci a ele foi embora. Hoje sou muito mais contida, mais realista, mais difícil de mostrar o que sinto. Sequei com essa história e, infelizmente, alguns vestígios dela ainda estão em mim. Como você colocou: não dá pra colar os pedacinhos e voltar ao que éramos. E é uma pena porque hoje eu poderia ser aquela Lee de antes com alguém que merece o que eu era. Só que não consigo.

Bem, você diz que não queria muitas coisas. De fato, não queria. Só queria as duas coisas mais importantes pra qualquer relacionamento. Coisas aparentemente simples, mas que, muitas vezes, o outro não enxerga. Ou não quer enxergar.

Se achar esse AA, conte pra gente.

Beijo!

Lee Holloway disse...

GUSTA:

A gente aguenta cada coisa, né? Não sei se é teu caso, mas eu era daquelas que viam num pequeno gesto (leia-se “migalha de afeto”) um sinal de que, lá no fundo, eu era importante pra ele. E acreditava que aquela minúscula demonstração de carinho podia significar muita coisa. Que grande bobagem...

Acho que nossas histórias mostram que nosso doidos gostavam mesmo era da nossa dependência. Deve ser bom ter alguém viciado na gente, não?

Bem, fico feliz que tenha se livrado desse vício, ainda que doa um pouquinho ainda. ;-)

Beijo, querido!

Lee Holloway disse...

@M_DEMIAN:

Vi teu comentário no Twitter também! Obrigada! Saber que vocês curtiram faz muito bem pra gente. ;-)

Como eu disse ali em cima, acho válido pensar na parte boa dessas relações quando existe algo de bom pra se tirar delas. No meu caso, não consegui chegar a nada de importante e positivo pra mim, sabe? Talvez você consiga ver as coisas melhor do que eu. Talvez a meu relacionamento tenha sido mesmo um grande equívoco.

Mas no que vc precisar, a gente tá aqui pra dar uns tratamentos de choque. Posso te recomendar uns textos do blog mesmo. rs

Beijinhos!

Lee Holloway disse...

EDU:

Uma música? Mostra pra gente depois! >.<

Ah, tão lindo o que você escreveu! Não sei como agradecer, mas saber que a gente tá crescendo junto me faz bem. Obrigada mesmo, Edu!

Muitos, muitos beijos!

Lee Holloway disse...

GE:

É cruel dizer que o outro não precisava ter feito parte da nossa vida. A verdade é cruel, né?

Eu queria muito contar toda minha história para um analista pra ele me mostrar em que parte especificamente ela foi boa pra mim. Sozinha, não consigo.

Como vc disse, muitos dos nossos erros a gente continua cometendo mesmo já tendo “aprendido a lição” uma vez.

Beijos!

JUH disse...

Lee,
vc sempre com esses textos maravilhosos...acho q todos ja passaram ou passam por isso!!
e concordo com vc..tem umas "experiencias" q REALMENTE poderiam nao ter acontecido..pq nao sei o que aprendi com elas, só geraram falsas esperanças num relacionamento que não existiu, dores de cabeça e rios de lagrimas!!!a historia das migalhas de afeto...conheço bem..um simples "oi tudo bem?" acompanhado de um sorriso ja eram motivos pra sorrir o dia todo.. e qdo o dia acabava e nada mais restava...era isso...NADA MAIS RESTAVA!!
tratamento de choque..depois de um ano nessa historia..apaguei telefone, fotos, contatos, parei de frequentar os mesmos lugares..e deu certo!!!bola pra frente!!dizem q ele foi o meu maior amor..mas não..foi só um vicio..um vicio curável! =)
beijos pra vc e Brid!!!

ps:lendo lembrei daquela musica dos paralamas "Eu hoje joguei tanta coisa fora
Eu vi o meu passado passar por mim
Cartas e fotografias gente que foi embora
A casa fica bem melhor assim.."

Diane Lorde disse...

Incrível como a cada texto você consegue se expressar ainda melhor, parabéns.
Desejo de coração muita força de vontade para manter sua decisão, porque sei que não é fácil.

Marcella disse...

Eu tô curtindo muito os textos do blog e mais ainda os comentários bacanas da galera, dá vontade de sentar todo mundo num bar e bater papo..Gente, existe sim um AA disso,aliás tem 2: quem se interessar procura na net,vá a uma reunião,lá ninguém morde nem é doido: anota Grupo MADA E Grupo Coda(codepentes anônimos).O NA(NEURÓTICOS ANÔNIMOS) apesar do nome ser assustador,é uma sala fantástica, eu saí da depressão graças a eles,isto é uma sugestão, não é apologia.Abraços a todas(os).

Rachel disse...

Garotas, desta vez vocês se superaram! Basta ver a "caralhada" de gente na mesma situação, e os elogios à forma como você, Lee, nos descreveu.
NOS? Não sei se me encaixo exatamente no vício, mas não deixo de me identificar também. A diferença no meu caso é que, quando ambos fomos sinceros um com o outro e decidimos nos afastar, foi quando percebemos o quanto o nosso amor era real. E o mais complicado, recíproco.
Mas como diria Dr. Shepard, "se amar fosse o bastante..." e o transtorno dele foi maior que o nosso amor. Enough is enough, eu não posso lutar por ele mais do que luto por mim mesma e não adianta ele me amar se não SE ama. Não quer ir ao médico? Aqui eu saio de cena.
AA? Tamo dentro!
Beijos, meninas!

Na disse...

E quem nunca teve um "doido vício"?Eu tive por 10 anos e hj posso dizer que realmente,tudo passa!!E,com certeza, existem pessoas que jamais deveriam ter entrado em nossa vida...saudade dos casos da Lee,volte sempre!! hahaha beijos!

Rafa Kusznievicz disse...

Posso falar? Eu gostava de ter esses vícios, porque apesar de dar um grande trabalho para corpo, espírito, cérebro e cartão de crédito, eles nos proporcionam grandes descobertas. Mas muito melhor é quando eles acabam. Seria melhor, claro, se de vícios passassem a maridos modelos. O que é já é outra vibe.

Gabriela Barbosa disse...

Eu me vi nesse texto!Há uns 4 meses atrás me libertei de um "vício" desses.A gente ficava,ele brigava por qualquer besteira e depois sumia.Dava uns 2 meses,me procurava,eu tinha recaída e isso se transformou em um círculo vicioso,até que um dia eu resolvi ser forte,dar um basta e ser feliz,pois aquilo não era vida! Beijos!

Lee Holloway disse...

JUH:

Obrigada pela elogio!

Felizmente, no teu caso, foi um vício curável. De fato, apagar a pessoa da sua vida é uma estratégia que costuma dar certo. Demora um tempo até a gente desacostumar, né? Mas acaba passando...

Ah, e adoro essa música dos Paralamas. Letra perfeita. E tem tudo a ver com o post. ;-)

Beijos!

Lee Holloway disse...

DIANE:

Awn, obrigada! ;-)

Não é fácil mesmo. Mas sigo com a mesma vontade de só ter pessoas na minha vida que me acrescentam algo de bom.

Beijos!

Lee Holloway disse...

MARCELLA:

Tá parecendo uma terapia de grupo, né? rs. Mas sempre dá pra aprender alguma coisa nessa troca de ideias.

Vou procurar me informar sobre esses AAs afetivos. E fica a dica aí pra quem quer apoio/ajuda.

Beijinhos!

Lee Holloway disse...

RACHEL:

Infelizmente, o que eu descrevi no texto acontece com muita gente, né?

O doido deste post tb não queria se ajudar. Ele tinha, sim, problemas sérios. Tentei do jeito que pude fazer com que ele percebesse isso. Mas ele escolheu ignorar. É triste, mas se ele não queria, eu não podia fazer nada.

Assim como você, que, apesar de tudo, fez o que pôde até o momento em que notou que aquilo não era bom pra vc.

Beijos!

Lee Holloway disse...

NA:

Dez anos? Ganhou de mim! rs

Volto, sim! >.<

Beijos!

Lee Holloway disse...

RAFA:

A gente gosta mesmo desses vícios! No meu caso, não foi pelas grandes descobertas, mas por gostar daqueles breves momentos bons e acreditar que eles poderiam se tornar longos um dia. Enfim. Mas melhor mesmo quando acabam...

Beijinho!

Lee Holloway disse...

GABRIELA:

E é horrível quando a gente só encontra o doido quando ELE quer, né? Eu me sujeitei muito a isso.

Fico feliz que vc tenha conseguido dar um basta tb.

Beijos!

Alee disse...

Vivi algo parecido, e a palavra que eu usava, na verdade ainda uso, é obsessão. Mas vicio é uma palavra interessante.
Esse texto fez eu pensar que preciso dar um basta nisso, não vale a pena ficar sofrendo. Já faz quase um ano, "Tive pouquíssimos momentos bons com ele" foi bem assim, mas foi tão fácil acreditar naquelas palavras, que foram diminuindo com o tempo até se tornarem nada.
Ele é apenas alguém que eu nunca deveria ter conhecido. Só isso. Exato.

Nessa disse...

Lee, esse desabafo tem a ver com o doido do Chuí, não tem?
Sendo ele ou não, espero que vc esteja bem. E que volte a escrever intensamente, pois suas analises sao impecáveis.
Vida longa ao consultório de Dr. Lee e Dr. Brid. Vcs sao fantásticas.

Lee Holloway disse...

ALEE:

Obsessão se encaixa bem tb, mas vício está ligado diretamente a droga, que é o que ele é. ;-)

Espero que vc esteja bem!

Beijos!

Lee Holloway disse...

NESSA:

É sobre ele mesmo. É que eu já falei tantas vezes dele que achei melhor omitir essa informação. rs

Eu estou bem, sim, querida! Só ando sumida pelas inúmeras obrigações com a faculdade. Mas espero postar daqui a poucas semanas.

Muito obrigada pelos elogios e pelo carinho, viu?

Beijo!