Oi, eu sou a Lee. Lembram de mim?
Estou ensaiando há semanas um post de retorno, mas, usando sempre a desculpa do tempo, não consegui. E nem foi somente por culpa da falta de tempo.
Muitos dizem que escrevem só quando têm inspiração. Pra mim, é outra coisa. Eu só escrevo quando tenho vontade de dizer algo. E, às vezes, demora para que eu consiga verbalizar coisas que eu senti e vivi.
Mas hoje fiquei pensando nas coisas que me aconteceram nesse último ano e de repente eu me vi correndo atrás do meu caderno de anotações e escrevendo frases soltas. Não teve nenhum acontecimento importante hoje, então não fui subitamente inspirada por nada. Eu tive, simplesmente, vontade de falar daqueles pensamentos para alguém.
Acho que isso se deve muito à leitura do livro clássico do Milan Kundera, A insustentável leveza do ser, que a Brid me recomendou. Vocês já leram? Se não leram ainda, aceitem essa dica. O livro me fez analisar melhor os meus relacionamentos e a minha maneira de lidar com os homens. Passei a entender melhor minha eterna insatisfação com a vida.
Acho que, hoje, não tenho tantas histórias engraçadas pra contar. Não sei se isso é sinal de amadurecimento. De qualquer forma, é bom perceber que alguma coisa mudou desde que este blog foi criado.
Pensei em voltar a este consultório com um caso clínico polêmico, mas achei que não seria bom assustar vocês neste retorno. Fica para a próxima vez em que eu aparecer por aqui. O texto desta semana, prometo, postarei amanhã à noite.
Beijos,
Lee
14 psicanalistas diagnosticaram:
Quando eu fazia faculdade, morava com uma grande amiga. Uma vez ela estava comprando livros e perguntou se eu tinha alguma sugestão. Minha sugestão foi justamente "A insustentável leveza do ser". Ela perguntou sobre o que era, e eu disse que era difícil explicar, que ela precisava ler e me contar. Os livros que ela estava comprando eram da estante virtual, por isso usados. Quando chegou, ela abriu e viu que havia uma dedicatória na contra-capa. Era uma dedicatória para alguém que fazia aniversário. A data daquele aniversário da dedicatória era o exato dia, mês e ano em que minha amiga nasceu. Daí ela me mostrou e eu disse que, entre muitas coisas, o livro tratava sobre isso.
Aí, esses dias atrás, escrevi sobre um trechinho dele no meu blog. Entrei aqui hoje para ver se tinha novidades e me deparei com seu post. Não consegui não contar essa história.
Acho que o livro fala sobre insatisfação sim, mas também fala sobre encontros e sobre o sofrimento decorrentes deles. Por todo encontro, em algum lugar de nós, gera um tipo de sofrimento.
O trecho sobre o qual eu escrevi é esse daqui: "Tinha mais ou menos doze anos quando um dia se viu só, tendo sido abandonada subitamente pelo pai de Franz. Franz suspeitava que alguma coisa de grave havia acontecido, mas sua mãe simulava o drama com palavras neutras e medidas para não traumatizá-lo. Foi nesse dia, quando saía do apartamento para juntos darem um passeio pela cidade, que Franz notou que sua mãe estava com sapatos descasados. Ficou confuso, quis avisá-la, temendo ao mesmo tempo magoá-la. Ficou com ela duas horas pelas ruas sem poder despregar os olhos dos seus pés. Foi então que começou a ter uma vaga idéia do que significava sofrer".
Desculpa o megacomentário.
essa dica vale para homens ou é coisa só de calcinhas?
Bom retorno.
Beijos.
LEE: "A insustentável leveza do ser" mudou minha vida, justamente pela parte do "Muss es sein? Es muss ein." O que tem de ser, é. Não adianta tentarmos forçar o destino a estar do nosso favor, pois o destino está a favor da lógica vital, que nem sempre é coerente (mas, na maioria das vezes, é).
Eu, sinceramente não sei se não ter histórias engraçadas é sinal de amadurecimento. Acredite, eu queria não rir com as minhas.
Acredito que este período tenha sido calmo. E calmaria é sinal de sensatez.
Eu sou meio Sabina, mas em as tintas e sem o desapego.
Eu sou meio Tereza, mas sem a incondicionalidade do amor.
Eu sou meio Tomaz, mas sem a essência da infidelidade posta a prova.
Eu sou meio Franz, mas sem a coragem.
Bom retorno, minha linda! E que todasa as suas histórias sejam apenas suas histórias. Sem precisarem ser engraçadas, sequer coerentes.
Beijo
Bem vinda novamente moçoila, agora sim este espaço tão bom esta completissimo.
Resolvi seguir seu conselho e eis que estou aqui, agorinha, agarradinha no livro, como diz meu namorado, eu devoro livros, daqui a pouco divido o que achei.
Mais uma vez, bem vinda.
Beijokas
Noh
Ahhhh
ótimo retorno Lee!
ADORO vcs!
Lee!!Que bom vc voltou,nao nos abandone maisss!!!! rsrsrs beijoss!
GE:
Adorei seu comentário e essa história de “coincidências” com sua amiga.
O livro abre muitas possibilidades de interpretação, como essa do sofrimento. Mas traz, também, múltiplas situações. E nós, leitores, aplicamos cada análise feita pelo Kundera em nossas próprias vidas, nas nossas situações.
Vc tem razão. Todo encontro gera um tipo de sofrimento. E é incrível como cada pessoa reage de uma maneira quando sofre. Pode parecer meio óbvio isso, mas as possibilidades de vida e de histórias que isso traz impressionam.
Obrigada pela visita!
Beijo!
DÊCO:
Vale muito pra homens! Leia e depois conte pra gente. Só não vale curtir demais o estilo de vida do Tomas. ;-)
BRID:
O que tem de ser é, embora seja difícil aceitar isso. E já que é pra falar dos personagens, eu sou muito, muito Teresa pela maneira como ela ama e releva. Sou um pouco Franz pela impulsividade. Eu queria ser Sabina, mas, confesso, queria muuuuuito mais ser Tomas e sair por aí procurando a dessemelhança. Acho que só você consegue me entender quando digo isso.
NOH:
Obrigada!
Divida mesmo com a gente suas impressões! Sendo devoradora de livros, acho que você vai acabar rapidinho. ;-)
Beijo-beijo!
LUCIANA:
Obrigada! Espero que goste dos textos.
Beijos!
NA:
Ah, não abandono, não! Sempre acabo voltando... rs
Beijocas!
BEM VINDA DE VOLTA LEE!!!
Como a Brid disse no comentário dela:
" E que todas a as suas histórias sejam apenas suas histórias. Sem precisarem ser engraçadas, sequer coerentes. "
Fiquei muito feliz por você ter voltado a escrever no blog! BOM RETORNO!
bjs
GUSTA:
Awn, obrigada! Mesmo.
Beijo!
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