CASO CLINICO: Homem, 29 anos, cabelos castanhos, usava uns óculos com armação quadradinha que lhe davam um ar de nerd e tinha uns dentes completamente simétricos que me deixavam sem ar a cada sorriso. Parecidíssimo com o Olivier Sitruk, o ator francês, sabem? Um dos doidos que eu mais apreciei fisicamente, mas acreditem, ele não era padronizadamente bonito. Ele era o meu tipo de homem bonito, simples assim.
Nós nos conhecíamos de vista, pois ele era amigo de um dos meus primos. Sabia que ele namorava uma garota e que eles estavam juntos desde que mundo é mundo. Também sabia que ela era chata, possessiva e que tinha "queixo de ganso" (palavras do meu primo). Nós nos encontrávamos sempre na casa dos meus primos, mas nunca conversávamos muito, afinal, daquele mato nunca sairia coelho algum e eu sou destas que evitam constrangimentos (quase) sempre. Foi assim por anos. Eu namorava um ou outro e ele sempre com a tal da namorada (eles namoraram uns quatro ou cinco anos, nunca soube ao certo).
Era Natal e eu estava terminando um período sabático em que eu tinha dito que não ficaria com ninguém nos próximos 20 anos, então estava feliz da vida, porém cautelosa. Festinha anual na casa dos meus primos. O doido sempre passava lá para cumprimentar meus tios e ficava lá um tempinho, antes de rumar para a casa dos pais da namorada (os pais dele são de Portugal). Ele chegou, cumprimentou todo mundo (inclusive eu), pegou um copo de qualquer coisa e ficou andando pela casa.
Serei breve com o relato: lá pelas tantas, ele sentou ao meu lado no sofá, disse que tinha terminado com a tal da namorada, que tava tudo uma bosta, que a vida dele tava um saco, que ele era muito jovem para se casar, que eles eram muito diferentes, que ele precisava mudar isso e tudo o mais.
Eu, apenas ouvi.
Sei que no final das contas eu dormi ao lado dele no sofá da casa da minha tia, os dois sentados e um tanto altos devido as bebidas natalinas. Acordamos, passamos o dia juntos e acreditem ou não, ficamos uns 2 meses no esquema FNAC, chocolate quente, cinema, até que numa noite de garoa, ele decidiu me beijar, dentro do carro, no estacionamento de uma casa de fondue. Retribuí o beijo e tudo transcorreu como deveria. Foi legal porque estávamos à vontade um com o outro e esperávamos por aquele momento. Imagino que ele, tanto quanto eu.
Começamos a ficar, nos falávamos todos os dias e eu dormia lá nos fins de semana. Era uma relação praticamente perfeita, mas "quando tudo está perfeito, nada está perfeito", já dizia Nick Hornby.
A tal ex-namorada sempre ligava. Quando éramos apenas amigos, quando começamos a nos beijar por brincadeira e quando dormimos juntinhos pela primeira vez... Ela sempre ligava para chorar, dizer que estava mal por causa dele e ele sempre falava coisas apaziguadoras como "um dia você vai me agradecer por termos terminado, nunca daria certo" e tralalá. Depois, argumentava comigo que "eram sei lá quantos anos, ele se sentia responsável por ela, ela era frágil" e tralalá. Eu entendia. Gostava dele, gostava muito.
Certa noite, umas três e meia da manhã, ela liga no telefone fixo da casa dele. Acordei assustada, mas estava tão atordoada de sono que nem me dei conta de que o Doido levantou da cama, foi até a sala atender o telefone e quando voltou, foi para dizer:
- Brid, é a (insira aqui o nome de alguma neurótica que já tirou a sua paz). Ela está meio deprimida e precisa de mim. Tá chorando feito uma criança no telefone, disse que precisa conversar comigo. Eu vou até lá, você se importa?
Eu fiz que não com a cabeça, sorri complacente e o observei tirando o moletom, trocando a camiseta, com pressa, com medo, com preocupação. Naquele instante, eu percebi que ele nunca seria meu namorado. Ele era dela.
DIAGNÓSTICO: Não-identificado. Agradeço a quem tiver um palpite.
TRATAMENTO EFETUADO: Levantei, tomei um banho quente ouvindo "For No One" dos Beatles, chorei no chuveiro para que nem eu mesma percebesse as minhas lágrimas, me vesti e sentei no sofá. Acendi o último cigarro da minha vida (eu já tinha parado de fumar) e pensei no que fazer. Eu não ia lutar por ele, não é o meu perfil. Eu não ia dizer para que ele ficasse com ela, também não sou do tipo hipócrita que se martiriza pelo amor. Eu apenas iria embora. E fui.
No dia seguinte, ele foi me pegar no trabalho, queria se reconciliar e me disse as seguintes palavras que me fizeram tomar a decisão de não vê-lo mais. Ele disse:
- Ela precisa de mim, precisa de cuidados, sempre precisou. Voce é forte, você consegue superar tudo, não precisa de ninguém. Eu te admiro justamente por isso. Você não vai precisar de mim nunca, eu não preciso estar ao redor para que você esteja bem e isso é ótimo. Você vai ser feliz, independente de mim, ela não.
Não sei até hoje se ele estava me elogiando, se ele achou que estava dizendo a coisa certa ou se ele imaginou que eu ficaria feliz com aquele discurso embaralhado e confuso. Sei que na hora eu pensei que eu era forte, mas também precisava de cuidados. Logicamente que eu não os requeria a todo o momento, mas eu precisava, sim. Ele tinha uma imagem de mim que eu não era e talvez não conseguisse nunca ser. Ele queria alguém que não existia. Ele era tão preocupado com os sentimentos dela e achava que eu era inatingível, uma rocha! É cansativo ser uma rocha.
Ao mesmo tempo, me dei conta de que talvez ele gostasse de ser necessário para ela. Não sei ao certo.
Após ouvir as palavras dele, eu não consegui dizer nada. Eu chorei. Chorei sem lágrimas. Chorei para dentro. Ele nunca soube. Eu o abracei e pedi para que ele fosse feliz. Senti o rosto molhado dele no meu e ouvi uma voz baixinha no meu ouvido perguntando: Por quê?
Nós dois sabíamos que talvez pudesse dar certo, mas não naquele momento.
Isso aconteceu há muito tempo, eu ainda nem sabia direito o que era gostar de alguém e acho que ainda não sei. A única coisa que eu sei é que a gente pode passar por uma situação deste tipo um milhão de vezes na vida, mas nunca vai saber lidar com ela de forma coerente. A coerência não faz parte das paixões, nem dos amores, nem das decisões que envolvem estes dois sentimentos. A coerência entra em cena nas coisas práticas da vida. Eu poderia ter tentado. Ele poderia ter tentado. Mas preferimos ser coerentes.
... e nunca soubemos se daria certo.
Prólogo: Doido Indeciso não voltou com a ex-namorada. Ela se casou menos de um ano depois e hoje tem 2 filhos. Ela foi feliz, independente dele. O Doido Indeciso foi transferido pela empresa, para o Paraná, cerca de 3 meses após nosso rompimento. Eu nunca soube se fui a razão para tal transferência e acho que seria arrogância minha achar que sim. Nunca perguntei a ninguém e prefiro nunca saber.
Escrevi ouvindo "For No One" dos Beatles.
P.S.: Como sempre, agradecemos a todos aqueles que nos divulgarem em seus Twitters, Facebooks, sala de espera do terapeuta e outras redes sociais virtuais ou não. E agradecemos muito mais aqueles que comentarem, pois os comentaristas são a alma deste blog. É isso que nos motiva a continuar. Obrigada a todos aqueles que nos mandam e-mails contando suas histórias e pedindo conselhos. Tentarei responder um por um até sexta-feira, combinado?
P.S. II: Sorry pela história meio tristinha...
P.S. III: Desculpem não colocar o link das músicas (é tudo meio bloqueado aqui), mas eu faço qustão que vocês ouçam "For No One". Vai fazer todo o sentido.
36 psicanalistas diagnosticaram:
Me parece que o doido estava habituado a dependência da ex. Ele precisava disso e de tão doido, não se deu conta do que estava perdendo, quando foi cuidar da criatura e te deixou ali... No fundo ele gostava de ser o centro da atenção da guria. Gostava mesmo. Vaidade talvez, ego...
Beijo, guria.
Tô vivendo algo parecido... Estamos (ou estavamos) namorando ha dois meses. Mas o fantasma da ex sempre presente.. E ele me disse ha uma semana mais ou menos que esta indeciso. Quer ficar comigo, mas tem essa barreira (que eu mesma disse q havia) e ele precisava resolver isso.
Ele ia viajar comigo pra cidade do meu pai no fds que vem. Mas a outra ligou e chamou ele pra ir pra cidade dela ficar la 3 dias. Ele disse q seria bom pq precisa conversar com ela, tentar botar um ponto final nessa história. Que pra ficar comigo (q é o que quer, pelo que diz) precisa disso.
Ja chorei, ja questionei, já falei tudo o que podia. Ele diz q n qr ficar com ela, ainda mais ela morando em outra cidade. Mas precisa sentar e cv e ver isso. Resolvi ir alguns dias antes pra cidade do meu pai. E deixei claro que estaria indo solteira e ele estaria tb. Pq n serei a "corna". O q tiver q rolar vai rolar. Tanto pra ele quanto pra mim. E depois que eu voltar (volto depois dele) a gente conversa e ve no que dá.
Ele está me mandando msg todos os dias, diz q ta com saudades, tem medo de eu ficar com outro e de me perder.
Mas ta sendo bom esse tempo. Ja vou me preparando pra um fim. Pq viver com o fantasma dela a vida inteira não vai rolar.
Gosto demais dele. Mais do que gostaria. Se fosse em outra situação, ja teria terminado de vez. Mas acho que vale a pena. Que de certa forma, ele sente algo por mim sim. Senao nem estariamos juntos, como ele mesmo diz. Eu seria so a diversão de uns 3 dias, depois me levaria pra cama. E pronto. Mas quis ficar comigo. Quis namorar.
Então ha uma chance.
Não digo mais nada. Agora deixei nas mãos de Deus e seja o que Ele quiser.
Se não for, ja estou acostumada mesmo...
Vai doer, mas passa. Sempre passou.
Bjão.
Tá deprimida? TOMA PROZAC ou vira alcoolatra, oras.
Mas eu tb não teria saco para essas coisas não. seguir adiante. sempre!
Tá deprimida? TOMA PROZAC ou vira alcoolatra, oras.
Mas eu tb não teria saco para essas coisas não. seguir adiante. sempre!
dois anos atrás, encontrei um doido que me contou que estava namorando fazia dois anos, mas que não via futuro no namoro, as coisas estavam mornas, ela dependente demais, etc, etc.
nos encontramos recentemente ele conta que continua com aquele namoro. quer dizer...daí fala que ela era importante pra ele, que eles chegaram juntos em são paulo, que o círculo de amigos era o mesmo. quer dizer...
eu ouvi tudo bem quietinha e no final eu só disse que já tinha tido um namoro como aquele, mas que chegou um momento que eu pensei que o melhor pra todo mundo era sacrificar o cachorro. ele não entendeu. daí eu expliquei que quando a gente tem um cachorro muito tempo é muito difícil pensar na morte dele, e que se ele fica doente, é difícil tomar a decisão de sacrificar, porque a gente sabe que, toda vez que a gente chamar o nome dele, o cachorro vai tentar levantar e abanar o rabo. só que o que a gente não percebe é que, fazer isso deixa a gente mais triste e o cachorro mais doente.
talvez, Brid, essa minha metáfora (não muito bonita, eu sei) sirva para a gente pensar que, tem vezes que você se encanta com um determinado cachorrinho, mas que ele não funciona na sua casa.
e só pra constar, o cachorro aqui faz metáfora para NAMORO e não para NAMORADO, hahaha.
Beijos.
Doutoras, eu adoro o blog de vocês. Até fico triste quando, por motivo ou outro, vocês precisam bloqueá-lo. Mas é supimpa quando vocês voltam. Eu curto ler e reler os posts antigos. E acho divertido a maneira com a qual vocês exorcizam os demônios de vocês. Porque todo rompimento, seja qual for o motivo, deixa uma marquinha, na hora pode doer pra caramba, e vocês pegam tudo isso e tornam em uma forma inteligente de superar. É incrível a forma com a qual vocês detonam os pacientes. Adoro! Estão de parabéns, espero que não continuem assim. Espero que melhorem e melhorem todos os dias, e eu vou continuar divulgando vocês, hehehe! Ah eh, e sobre o doido indeciso, bem. Acho eu que ele era o doido dependente, né não? Porque na real, ele era mais dependente de ser superman da mocréia jararaca empata-foda lá, do que ela dele... ^^
Eita. Achei triste a história. Mas, né, você fez a coisa certa, não vale a pena viver com alguém ainda tão ligado em uma pessoa do passado.
Adoro o blog, meninas! Escrevam sempre!
Bjo
VANESSA: "Vaidade" e "Ego"? É, quem sabe? Eu nunca parei direitinho para pensar nisso, sabe? Mas faz algum sentido, sim. Um beijo.
RaH: Vc está fazendo a coisa certa, acho. A gente tem que lutar pela pessoa qdo sente que ela lutaria pela gente, mas eu não sei se tenho energia para lutar, ainda que eu saiba que o guri gosta de mim. Preciso ver energia nele também... mas enfim, boa sorte com a sua história e espero que ele opete pelo novo e pela tentativa de ser feliz com vc.
DÊCO: Adorei. "Tá deprimida? Toma Prozac!" ja virou minha frase de ordem!
GE: Muitissimo pelo contrário. Sua metáfora foi perfeita, sabia? Nós não devemos ir levando uma coisa só por levar. Pode ser difícil a decisão de "terminar", pode ser trabalhoso e tal, mas é sempre melhor do que viver a vida toda numa relação em que há apenas afeto (sim, pois o afeto é um sentimento forte também). Admiro quem consegue isso, mas acho que ainda não evoluí a este ponto. Ainda sou daquela que acredita que paixão se renova a cada dia, amor existe sim e tralalá. Nem é romantismo, viu? Tô longe de ser romântica. É complexidade mesmo.
MIHPAESE: Fico extremamente feliz com comentários como o seu, gata! Vc tem toda a razão qdo diz q exorcozamos fantasmas aqui. É gostosos saber que existe uma identificação, e esta interação me comove as vezes. Continue sempre vindo e será sempre muitissimo bem vinda. Cada conselho deixado aqui por um leitor vale mil posts! Um beijo! E gostei da sua teoria de que ele era mais dependente dela do que ela dele.
ANA: Não sei se fiz a coisa certa, sabe? Se ele tivesse demosntrado mais "energia", eu teria agüentado e tentado com mais afinco, sim. Mas eu desisto quando desistem.
Rpz... Homem é tudo burro mesmo viu?? deixou de viver uma coisa boa com medo! Bem feito pra ele... Perdeu a Dra Brid e ainda deixou de ser a razão da existencia da ex!
Só matando viu??? rsrs
bjs
LANE: As vezes a gente perde tudo, né? Tentando manter algo que não dá pra manter, a gente perde tudo.
Às vezes, temos relações tão longas e tão intensas, que deixam de ser amorosas.
A gente não vê isso. E também não vê o quanto isso estraga nossa vida.
A gente não vê que de namorado passou a pai, ou irmão mais velho (e as mulheres passam pela mesma coisa, e fica pior, porque uma mulher transformada em mãe... Nunca mais deixa de sê-lo).
É uma simbiose assassina. E não que as forças de Peter Parker valham alguma coisa pra esse Venom. Isso nunca vai embora. E quando a cria ganha asas e voa, não nos sentimos livres.
Ficamos inúteis como os velhos estenógrafos, nos fundos dos porões dos fóruns. E remoendo tudo que tivemos e perdemos - ou renunciamos - por conta desse "amor" maluco, que agora nem valor nos atribui. E isso dói. Ver tudo que você deixou na vida, por falha sua, ou falha dele(a)... Not the warmest feeling in this world...
Eu entendo o pobre doido, porque esse não é um papel bom de viver. Ele consome sua vida, sua essência, suas chances de felicidade, enfim. Esse papel que ele tinha consumiu o relacionamento de vocês. E nele, com certeza, se ele lembra, faz doer. Já dizia Tim Maia... E ele também deve ter tido algo parecido.
Bom... Vou indo.
LEKKERDING: Gata, juro pra você: tô sem o que dizer. Tua analise foi tão profunda, que eu sinceramente vou passar a tarde pensando nisso. Algumas coisas dóem por muito tempo, mas no meu caso, acabei enterrando pra não sentir. De alguma forma, seu comentario me fez pensar, me fez sentir de novo. De verdade, arrepiei.
... entendo tao bem esta coisa de parecer tão forte e independente, mas no fundo precisar dos mesmos cuidados que qualquer outra!
Adorei viu!
Ele gostava de você, mas a sombra da ex-namorada impediu que ele te conhecesse como você realmente é. Então ele gostava de você pela metade.
Se ele soubesse que você também precisava de cuidados, será que a história teria sido diferente? Será que ele teria gostado por inteiro? Vocês nunca saberão.
É engraçado e trágico pensar que as pessoas formam uma imagem a nosso respeito e tomam aquilo como uma verdade. Bem, fazemos isso frequentemente , não? Senão hoje não teríamos tantas histórias de relacionamentos equivocados.
Acho que você fez bem quando decidiu não lutar por ele, ainda que essa decisão tenha sido mais por sua natureza do que fruto de uma reflexão sobre tudo o que vocês viveram (ou quase viveram), porque é difícil gostar de alguém que está sempre disponível pra outra pessoa.
Você seriam sempre 3 até que alguém desistisse disso tudo. Você desistiu antes que ficasse mais sério. É triste, sim, porque você acha que tudo poderia ter sido diferente e que vocês teriam vivido uma história linda juntos. Só que essa história linda que você tem na cabeça é, assim como a imagem que ele tinha de você, resultado das suas expectativas e de tudo aquilo que você imaginou sobre ele. Mas teria sido linda de fato? Não saberemos.
Beijo!
P.S.: obrigada por me apresentar ao Olivier Sitruk. :)
Eu tenho sempre medo de interpretar as coisas de modo errado.
Mas se a maioria acha o mesmo que eu, talvez eu não esteja enganado, neh?
beijos
A Ge falou TUDO! Já mantive um relacionamento falido por anos. Ele não me queria mais como namorada, mas tambem não queria que eu namorasse outra pessoa. Era um fantasma... Quando eu conhecia alguem bacana, ele resurgia das cinzas... Até que um dia dei um ultimato: ou casa ou vaza. E claro, ele vazou (alias, graças a Deus! hehehe). Depois disso prometi a mim mesma seguir minha vida sem olhar para o passado. Mudei o numero do celular, apaguei facebook, msn, orkut e afins.
Sinto falta, mas um relacionamento como este traz mais tristeza do que felicidade. Tenho certeza que seu doido indeciso percebeu isso também.
Beijos
Nossa! Vocês ficaram um tempão paradas! Amei essa história! Beijos!Dá uma passadinha no meu blog!
DANIELA: Eu preciso dos cuidados de qualquer outra. Fato. Esperar do outro algo deste tipo (que ele seja uma fortaleza 100% do tempo), não é gostar. Quem gosta, quer cuidar. Acho que foi esse impasse que me deixou tão confusa na época. Se ele cuidava dela, era dela que ele gostava. Eu estava enganada, mas enfim, vivendo e aprendendo.
LEE: Não é a toa que vc é minha melhor amiga, irmã, companheira, parceira e conselheira. Tudo o que vc disse faz todo o sentido, mas a gente sabe (sim, vc também sabe) o quanto é difícil ter uma história deste tipo, que não se conclui por si só. Foi um final digno, mas triste. Sim, eu adoraria que ele tivesse me conhcido por inteiro e definitivamente não sei se ele teria gostado de mim se soubesse q eu precisava de cuidados também, mas tentar e falhar é sempre mais confortante do que desistir e não tentar nunca mais. Enfim, nunca saberei.
DÊCO: A voz da maioria é a voz de Deus. Amém. (Amei seu blog, viu?)
LISA: Também não tenho redes sociais faz um certo tempo, sábia decisão. E pressionar as vezes é a solução, sim. Ou vai ou não vai, né? Nunca pressionei ninguém, acho que não faria isso, mais por ser da minha índole do que por achar errado (eu odeio q me pressionem), mas se é foi pra acabar com o que te fazia mal, foi a escolha certa.
DE TUDO UM POUCO: É, ficamos paradas, mas voltamos a toda! Que bom que gostou, volte sempre! Um beijo.
Amei o texto, entendo perfeitamente, mulheres independentes passam a idéia de serem fortes e os homens (acho eu) gostem de se sentir necessários as mulheres. Lekkerding, vc descreveu como me senti e me sinto hoje após 7 anos de um casamento que se foi... Obrigada.
Beijos a todas!
Que post bonito!
Parabéns
Post ótimo!!! E a Brid tem razão: os comentários tb são tudo!! A metáfora do sacrifício do cão é ótima, vou levá-la pela vida a fora!! A da simbiose assassina tb!! Essas metáforas empurram a gente pra frente qdo ainda insistimos em empacar... Sim, porque já tive relações destas que nos prendem, amarram, paralisam e sendo assim não nos levam a lugar nenhum. Pelo menos não naquele momento, porque hj posso olhar pra trás e vejo que se não tivesse dado tais empacadas e CABEÇADAS, não saberia valorizar as relações saudáveis. Já amei, já chorei e sobrevivi pra poder amar de novo e de novo e de novo. E se chorar, tudo bem. Vai passar de novo!
Brid vc é linda!
Sem palavras. Acho que esse é um dos posts mais bonitos que já li aqui... Eu sou assim, gosto de histórias de amores tristes, acho que pra um amor ser bonito, ele precisa ser triste. Talvez não todo, mas o amar por si só é sofrer, então, um pouco da lágrimas pra afogar e soluçar faz bem, deixam as coisas mais bonitas.
Um beijo, mil beijos!
TAHIANA: Poxa, gata, fiquei triste pelo seu casamento. A gente sempre começa as coisas com o desejo que dê certo para sempre. Um beijo e boa sorte.
BRUNA COLLE: Obrigada, Bruninha!
CACA: A interação é o que mantém motivada a escrever, adoro muito. E as cabeçadas nos fazem aprender sempre, por mais que doam. Como eu disse, podemos passar por isso um zilhão de vezes, vai sempre machucar. Mas todo machucado sara, né? Um beijo.
LUCIANA: Lu, vc é linda também! Nossa, ganhei meu dia!
EDU: Obrigada, Edu. Vindo de vc (que escreve über bem), esse é um elogio high profile. Fico mesmo muito feliz que tenha gostado. Eu tb acho q um pouco de tristeza torna as relações mais bonitas. Nana Caymmy também acha, então estamos bem acompanhados.
Acho que uma das história que mais me tocaram,Brid...
Essa coisa de que não é fácil ser rocha,realmente é F...
Acham que a gente aguenta td...Acham que a armadura é indestrutível!!
Vc,cmo sempre,genial nos seus textos,nega...
bjao e td de bom pra vc!;-)
Mu
MU: Eu sempre digo e ninguém acredita, mas é nas horas em que eu pareço mais forte que eu estou fraquejando. É nos momentos em que eu sou rocha, que na verdade eu estou completamente indefesa. Ninguém nunca percebeu.
Desculpe a ousadia mas deu vontade de dizer isso agora,Brid: Se vc estiver se sentindo assim agora pode deixar que faço colo pra vc,nega...rs...;-)
bjao do Mu cara-de-pau! kkkkkk
Oi, Brid, oi, Lee.
meu comentário não é sobre esse post específico. Na verdade, é só para falar que eu curto muito o blog de vocês, que o leio há muito, muito tempo, que não, vocês não me conhecem de verdade, e nem lembro mais como o encontrei por aí. Também nunca tinha comentado antes, sou dessas, voyeur, heh.
Enfim, é só isso mesmo: parabéns, o blog é sensacional, adoro ler todas as histórias :D
Bom, eu não sei o que dizer. Talvez pq eu seja assim, uma rocha, vez ou outra, e pq já vivi isso.
Sempre achei que não saberia dizer pra alguém me escolher, seria ser pedinte e fraca ou sei lá o quê. Mas um dia, assistindo Grey's Anatomy, vi a Mer, uma das personagens, pedir pro cara escolhe-la, pra ficar com ela e decidi que seria assim que eu agiria.
Eu tenho o diagnóstico:
doido última bolachinha do saquinho.
Tratamento: 3 lorazepans e um pé na bunda.
Ah, se calhar, um bom esculacho na vadizazinha frágil também é auxiliar terpêutico.
Sorte e saúde pra todos!
Doidos indecisos às vezes também são pragmáticos. Agarram-se no passado, para não se comprometerem com o presente. Se possível, sugiro distância deles, sob pena de muito sofrimento.
Muito tristinha a história, tenho que concordar.
As vezes existem relacionamentos que não são pra ser... mesmo deixando a a impressão de que era pra ser.
Ex, ex relacionamentos longos... sempre são problema!
Ou seja: FUJAM PARA AS COLINAS! rs
Bjs Brid!
O que seria "esquema FNAC"?rsrs Adoro essas invenções de vocês!
Já passei por isso tb, ele largou ela, foi morar comigo, mas ela sempre estava ali, um dia ele me traiu com ela, na nossa cama, depois de comer e elogiar minha comida ela transou com ele na nossa cama...Eu nunca engoli o sapo, mesmo depois de dizer para ela no telefone quando ela tentou me humilhar me contando que eu já sabia e que aquilo era só caridade...Aquilo foi o veneno que envenenou meu relacionamento. Acabou acabando...
Estou caminhando para mesma situação. Tipo, exatamente a mesma. Mas não cheguei ainda ao ponto de me apegar tanto à menina (Eu sou o doido).
Acabei meu relacionamento há um tempo e tenho contato sempre com minha ex da mesma forma descrita. Ela liga chorando, dizendo que depende de mim, que quer voltar e eu sei que não é o certo. Mas não consigo "bater a real" com ela com medo de machucá-la, medo de que ela possa fazer besteira. Enfim, eu a protejo sempre. Me preocupo muito com ela.
Tenho saído com uma menina e tem tudo pra ficar na mesma situação do post. Nesse caso, o que deveria fazer?
Já li uns vinte posts e esse é de longe o mais triste de todos.
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