Vamos parar de tanto mimimi nos posts? Vamos falar de bobagens e rir um pouco da vida alheia? Vamos.
Para evitar o constrangimento e a fadiga, vamos dizer que o caso clínico de hoje pertence a uma amiga nossa, que chamaremos de Dra. Vivian Ward.
*Aviso: contém palavras de baixo calão.
Caso clínico:
Homem, 33 anos, moreno, olhos castanhos, estatura mediana, publicitário e marketólogo. Mas o importante mesmo é que ele tinha 33 anos, idade que já deveria ter trazido certo amadurecimento ao doido.
Vamos resumir o romance da Dra. Vivian, dizendo que ela tinha o mesmo problema que eu: foi gostar de alguém que morava muito longe e só se fodeu nesta vida. Desculpem os termos, mas se eu dissesse que ela “só se deu mal nesta vida”, eu estaria sendo pouco fiel à realidade.
Foram meses de relacionamento à distância e alguns encontros muito intensos – alguns poucos encontros aqui em São Paulo e outros vários na terra muito longe dele. Eles se gostavam muito e o doido, principalmente, fazia inúmeros planos de uma vida juntos. Sabem aqueles caras que tratam as mulheres pelas quais estão apaixonados como os seres mais incríveis do planeta? Ele era desses. Era.
Mas a distância, sempre ela, complicava muito o final feliz dos dois. Afinal, nem o doido nem a Dra. Vivian poderiam largar suas vidas e viver de amor. Assim, nunca assumiram de fato um namoro. Apesar de se gostarem muito, os longos períodos em que ficavam sem se ver eram cruéis para ambos. Eles decidiram, então, que enquanto eles não pudessem namorar, poderiam ficar, eventualmente, com outras pessoas.
Tudo ia bem entre eles. Até que um dia nossa doutora resolveu fuçar o perfil do doido no Facebook e descobriu que ele tinha acabado de iniciar um “relacionamento enrolado” com uma menina que tinha bochechas iguais às do Papa Burguer (um boneco antigo do McDonald’s - aqui -, lembram? ) e morava em Florianópolis, cidade bem mais distante da terra do doido do que São Paulo, vejam só.
Dra. Vivian não compreendeu bem esse namoro à distância do doido, porque, afinal de contas, o namoro deles nunca tinha dado certo apenas pelas centenas de quilômetros que os separavam. Daí, de um dia para o outro, a distância não era um problema para ele e para o Papa Burguer? Dra. Vivian achou melhor seguir sua vida no maior estilo “deixa que esses dois filhos duma égua se lasquem, beijos”.
Bem, mas doido que é doido sempre resolve aparecer cheio de saudade. Um dia, Dra. Vivian resolveu parar de evitá-lo do Gtalk e conversar um pouco pra saber como andavam as coisas. Segue, então, o diálogo surreal que tiveram:
Doido: Vivian, eu to com muita saudade de você. Sempre fico pensando numa maneira de a gente ficar junto, blá, blá, blá... Mas a distância é tão complicada, blá, blá, blá... Daí outro dia eu ouvi uma música que me deixou muito triste.
Dra. Vivian (já cheia de ternura no coração, imaginando que o doido estivesse ouvindo, sei lá, Adele, e lembrando dela): É mesmo, doido?
Doido: É, sim. Uma música que todo mundo já conhecia, menos eu.
Dra. Vivian (ansiosa pela resposta): Qual? ;-)
Doido: Acho que é do Velhas Virgens. Chama “Toda puta mora longe”.
Diagnóstico:
Acho que dizer que ele tinha Falta de Noção (FdN) não é muito preciso. O doido quis fazer o engraçadão num momento totalmente inapropriado.
Tratamento:
Depois de uma pausa dramática de alguns minutos para que os olhos de Dra. Vivian Ward se enchessem de ódio, ela disse:
Dra. Vivian: É... Não é fácil ter mulher em outro Estado, não é mesmo?
Doido: Outro Estado? Mas eu e você moramos em São Paulo!
Dra. Vivian: Mas tua namorada, aquela PUTA, mora em Santa Catarina. Esqueceu?
Anotações posteriores:
Não sejamos hipócritas: alguns xingamentozinhos são válidos quando há contexto (sexual). Mas quando eles surgem em situações totalmente inadequadas, é difícil compreender e relevar.
O doido ficou longos minutos sem responder. Até que percebeu a besteira que tinha falado e pediu milhões de desculpas e tentou explicar que a letra da música falava que as melhores mulheres do mundo moram longe e tal.
Dra. Vivian googleou, encontrou a letra da música e mandou o doido calar a boca pra não piorar as coisas.
****
E pra quem ficou com aquela mágoa de cabocla com a falta de noção do doido engraçadão, é só cantar o refrão com a gente e a fofa da Lily Allen: “Fuck you” (aqui).
27 psicanalistas diagnosticaram:
Gargalhei tão alto que devo ter acordado os vizinhos!
Adorei!
Bjs
eurrialto! kkkkkkkkkkkk
Sem noção é elogio! O cara tem desvio de caráter! hehehe
Que loucura!
Mas achei que ela se saiu bem!
hahahaha
Só digo uma coisa sobre o cara: que tremendo filho da putaaaa!!!!
Não ri. Fiquei com raiva!
bjs!
Mariana
Lee, tô ainda não querendo entender, esse doido mal educado, pra não dizer outras coisas, q tipo dele, parece mais q ele quis tirar um sarrinho ainda da menina! Aff!!!! De fato minha amiga, existem mais homens covardes(nos níveis mais tristes do significado da palavra)do supõe nossa vã filosofia. FATO!(fato triste)
olha, na minha terra a gente mata por muito menos. onde que esse sujeito aprendeu as noções básicas de boa educação? de boa convivência? de bom senso?
olha, na minha terra a gente mata por muito menos. onde que esse sujeito aprendeu as noções básicas de boa educação? de boa convivência? de bom senso?
Estou passada até agora!
Faltou educação, faltou ser gentil, ter consideração e respeito, é impressionante como tem certos doidos que acham que estão por cima da carne seca pq tem mulher caindo matando...
E parabéns para a Dra Vivian pela incrível tirada, escreveu não leu é burro!
Bjs lindas
Minha tia olhou pra mim com uma cara meio louca de tanto que ri desse caso. Dra. Vivian, meus parabéns pela resposta, não podia ser melhor HAHA
VAMO CANTAR COM A LINDA DA LILY! ♥ \o/
Adorei a história por mais incoveniente que fosse o doido. Esse tipo de coisa trágica/cômica acaba fazendo parte das nossas vidas, independente da idade, é meio complexo um doido ouvir Adele e pensar numa garota.
Os caras que fazem isso não são os quais nos apaixonamos geralmente.
Um abraço
INACREDITÁVEL!!!
Adorei este blog! Que estilo fantástico! Descontraído, e muito bem escrito. Estou me divertindo à beça com os posts. Parabéns!
Adorei o blog! Muito bem escrito, o estilo é ótimo. Estou me divertindo à beça com os posts.
Meo Deos!!! O que foi isso????
Sem mais para o momento...
bjinhos
isso sim é presença de espírito, encarnado no momento exato pela dra. vivian! mais um caso em que idade não quer dizer nada... tenho uma história dessas, mas felizmente não foi amorosa, e sim no âmbito profissional.
bjs!
p.s.: ah, brid, o meu nome "chique" é do mesmo naipe de brid e lee, se é que me entende, rs.
Conheci o blog há pouco tempo e tou lendo, aos poucos, os post passados.
Olha, sem comentário pros "doidos". :D
USAHUSAHAUSHSAUASHUAS
Dra. Vivian, sua resposta não podia ter sido melhor...
eu ri da resposta!!!
AUSASHUHSAUASHUASHSU
FALTA DE NOÇÃO (fdn) existe... o que é pior acontece todo o momento, quem nunca passou por isso é por que não entendeu a piada alheia. FATO.
Bjs Brid e Lee!!!
Kkkkkkkkkkkkkk... Ri alto com essa!
Dra. Vivian, você não perdeu muita coisa! Nossa, que doido desagradavel!
Mas bah que eu ri (não muito alto porque estou no "selviço"), mas mandou muito bem minha cara Dra.Vivian.
Moço sem o minímo senso,antes tivesse ficado calado porque a emenda ficou pior que o soneto.
Pqp.
Cacete, véi (vou xingar muito no blog, haha).
Meu eu vivi algo parecido. Me envolvi com caras que moravam longe 3 vezes. O último fdp tb tinha mais de 30, e sendo assim eu jurava que fosse homem, tudo exatamente como discorre no texto. Sorte minha e principalmente dele que nao me disse nenhum absurdo tal e qual este ser de outro mundo aí, pq formiga tem que saber o pau que rói.
Parabéns pra mulher que soube se sair muito bem da jogada ;)
Adorei o comentário da Ge. Kkkkkkkk!
Eu tb mato por muito menos.
A Dra. Vivian Ward é mtoo parecida com vc Dayne Dantas, foi deste a história até o jeito de reagir- e vc sabe! bjoss
Né, prima? Kkkkkkkkkkkkkkkkk!
Bando de fdp!
Não preciso dizer nada, a classe da Dra. Vivian Ward fala por tudo e todos. Um VTNC que só Coco Chanel poderia inventar.
Nunca o vi, mas tenho ódio! Sem noção é pouco demais!
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