segunda-feira, 6 de junho de 2011

O caso do Doido Mirim

Descobri este final de semana que "amores são efêmeros". Nem me perguntem a razão exata, mas de qualquer forma, um pouquinho de filosofia de botequim não faz mal a ninguém.


Gostaria muito de agradecer a nossa leitora "Cacá" que não deixou nenhum link para podermos identificá-la, mas que leu TODO o "Sou Para-Raio de Doido" e deixou comentários em vários textos. Lee e eu ficamos muito felizes que você tenha gostado do nosso espaço, Cacá! Volte sempre e divulgue para as amigas.


Hoje eu vou contar um caso diferente. As vezes, nós nos deparamos com atitudes de terceiros na nossa vida, que provavelmente tiveram uma raiz lá no passado distante, quando perdemos o primeiro dentinho, ou até mesmo antes disso.


Pouca gente sabe, mas eu tenho um afilhado, filho de um dos meus primos mais próximos, que tem a mesma idade que eu. Fomos criados juntos e, quando ele decidiu que não era maduro o suficiente para ser pai, era um pouco tarde, e ele já era pai. Ele adora ser pai, mas em algumas ocasiões, em que é necessário levar o guri em alguma festividade da escola, prestigiar o evento, e discutir marca de guaches atóxicos com outros pais, ele falha miseravelmente. Não o culpo, eu também falharia.


Deu-se que, neste fim de semana seria a primeira festa junina do garoto, que, recém chegado de outro estado, precisa fazer vínculos no colégio novo e a designada para este grande evento foi nada menos do que eu, Bridget Jones, 30 anos e experiência ZERO em festinhas escolares como acompanhante de discente com menos de 16 anos. Você pode me dizer que eu poderia ter negado, dito que ia passar henna no cabelo e o diabo aquático, mas o guri parecia animado. Tive pena. Encarei de frente e fui.


CASO CLINICO: Indivíduo do sexo masculino, 4 anos e onze meses, olhos verdes, cabelos loirinhos, lisinhos, quase toda a primeira dentição completa (sem cáries), um metro e pouquinho de altura, cursando o pré-primário de uma tradicional escola paulistana.


Dilema - A Fantasia: Ele não queria colocar a tal roupa de caipira e me disse que poderia ser "qualquer fantasia". Acreditei. Deixei de lado a idéia de fazer-lhe um cavanhaque falso com delineador para olhos e decidimos juntos que ele iria de Obi Wan Kenobi. Até achei melhor, já que estava frio e o capuz o protegeria.


Chegando lá, senti-me um pouco desconfortável no começo, mas logo fui puxada por uma roda de pais alegres e orgulhosos que apontavam seus rebentos correndo pelo elegante pátio da escola, decorado com originais bandeirinhas em papel de seda. No momento em que eles entabularam uma discussão acalorada sobre marcas de guache atóxico eu entendi o desespero do meu primo em freqüentar tais eventos (a filha de um deles COMIA guache e eles discutiam que as marcas poderiam colocar um "sabor" ruim nas tintas para "desestimular" o "consumo". Eu sequer sabia que guache tinha gosto bom.).


Afastei-me e percebi os preparativos para a tal da Quadrilha. Perguntei docemente ao meu afilhado, aquele menino que eu julgava tão cheio de caráter infantil, se ele não iria dançar. Ele, secamente me respondeu: não! E voltou a correr com sua capa e seu sabre de luz.


Alguns minutos depois, aparece uma pobre mãe, com sua filha desamparada. A menina tinha um cabelinho preto brilhante, com duas trancinhas, rostinho rechonchudo, narizinho empinado, olhinhos molhados e as mãozinhas sujas de maquiagem por ter secado os olhos. A menina era linda, mas chorava com uma bocona gigantesca e uma amargura que eu só tinha visto em gente grande, viu? A mãe da mocinha disse:


- Olha, seu filho não quer dançar com a minha filha Sofia e ela quer muito dançar com ele. Você não teria como convencê-lo? Eles ensaiaram durante todo o mês e ele não se opôs a dançar com ela antes. Teria como você tentar falar com ele?


Lógico que naquele mesmo momento eu fiquei penalizada com a garotinha, chamei o garoto de lado e perguntei se ele queria dançar com ela. Houve o seguinte diálogo:


Obi Wan: Não queria e não quero. Ela é boba, desenha o sol pela metade (?) e pinta de azul (Leila Lopes, oi?). O sol não é azul. Ela não gosta de sentar na grama (?) e um dia mordeu o Juliano. Não quero que ela me morda.


Eu: E por que você não falou que não queria dançar?


Obi Wan: Não sei.


Ele não sabia.


Tão pequeno e já estava passando pelo primeiro dilema masculino da sua vida. Como dizer que não quer? Como dizer que não pode? Como dizer que não dá? Como? Falta de coragem? Talvez. Falta de certeza? Também é uma hipótese. Mas uma coisa é certa: com o tempo, ela se esquecerá do episódio, ele fará de conta que nada aconteceu e nenhum deles terá passado pelo constrangimento de ter sabido da verdade e nem do desconforto de ter dito claramente o que ela precisava ouvir.


Não, eu não acho que uma menininha de 5 anos precise ouvir da boca de um rapazinho metido a esperto que não quer ser o parzinho dela na Quadrilha. Ela ainda vai ter muito tempo para se iludir, chorar, ouvir verdades, dizer verdades e se decepcionar com a realidade dos fatos. Mas este fato isolado, me fez perceber, que nem sempre todas as coisas serão ditas.


As vezes, precisamos ouvir os fatos como eles são. Precisamos ouvir com todas as letras. Não dizer todas as palavras que precisam ser ditas, claramente, só obscurece a situação e torna aquilo maior, mais fundo, catártico algumas vezes. Não adianta apenas vestir uma fantasia de Obi Wan, é preciso deixar bem claro como são as coisas. As pessoas tem o direito de saber das coisas como elas são, inclusive para não tomar decisões equivocadas. Lembram do Kundera? "A vida é uma peça de teatro em que atuamos sem ensaio e sem chance de refazer as cenas."


Eu decidi que não vou mais deixar coisas para serem ditas e quero também ouvir tudo o que as pessoas tem para me dizer. Quero ter certeza da preferência dele por ela e não por mim. Quero estar ciente de que eu não causo mais o furor de antes. Quero saber quando ele não quer ir comigo ver um amigo tocar ou quando prefere um restaurante ao outro que eu sugeri. E o mais importante: quero tentar resolver estes problemas e, se não for possível, quero deixar o relacionamento na hora certa, sem forçar barras, com a certeza que eu tentei fazer direito. Com a certeza de que eu tentei.


Meu afilhado não dançou com a Sofia. Eu nunca o obrigaria a fazer o que não quer. Ele vai aprender sozinho que dizer o que sente, magoa menos do que ignorar. Mas uma coisa eu percebi e fiquei orgulhosa: Sem que ninguém dissesse nada, ele se sentiu imensamente incomodado com as lágrimas da garotinha e foi lá consolá-la com seu sabre de luz.




PS: Continuamos com a Campanha "Divulgue o Para-Raio em seu Twitter e Facebook". Ficamos gratas!

Update: Achei um jeito de responder os comentários, portanto: COMENTEM, meu povo!

33 psicanalistas diagnosticaram:

Z. disse...

Totalmente apropriado com o que eu penso e com recentes acontecimentos. O conhecimento ilumina e nos faz sofrer menos. Excelente texto! Bjsss

Renata de Oliveira disse...

Certeiro.
Valeria para todos, salvo que, como diz a minha amiga Borboleta nos Olhos, não entendemos quando nos falam, seja pq os q escutam tem ouvido seletivo, seja pq os que falamos, dizemos as verdades como se fossem mentira, talvez, pra que desacreditem.

Káh disse...

Primeiro de tudo: Menino genial esse.Pq é de criança que aprendemos a lidar com os nãos,o tão esperado sim e outras dificuldades que a vida nos impõe.E a maneira gatinha e gotosa demais que ele foi lá consolar a guria com seu saibre de luz.Sabedoria de criança,coisa de criança e que jamais deveriamos desaprender.

Segundo, especial e genial a maneira como tu escreveste e analisaste todo o fato Brid musa.Pq pelo menos uma vez na vida passamos por isso,sobrevivemos,nos frustramos e vamos chorar para alguém lá como a menininha que levou um não.Dói,mas faz parte,e depois ,percebemos que sobrevivemos.E saímos melhores,mais fortes e mais bonitos de tudo isso.

Texto lindo,divertido e emocionante.
Beeeijo

Bridget Jones disse...

Z.: Obrigada, gata! Fico muito feliz que vc tenha gostado. Sábias palavras as suas também.

RENATA: Fiquei pensando no que vc disse. Acho que vou escrever algo sobre isso, pq é super válido.

KAH: Gata, fiquei super tocada com seu comentario! O guri é mesmo um menino muito sensivel, sim. Sabe, depois fiquei pensando que aquele seria a primeira desilusão da vida da guriazinha. Precoce, né? Tadinha!

Karla disse...

Texto muito bom, adoro como vocês escrevem.

Agora, diabo aquático foi de zoação, né Brid? Hehehehehe...

Na disse...

Oioioi!!!
Gostaria de deixar claro que eu também ja li TODOS os casos de vcs heinnnn!!!rsrsrs
E to adorando ver que toda 2f tem casos novinhosss,continuem assim!Beijosss

Luiz disse...

Caraca mané!! Sou fan do seu afilhado!! Porra, não saber desenhar o sol ainda é relevante, mas pintar ele de azul pra mim é demais...
Mas ainda bem que voce não forçou o pobre a dançar. Como diria o ObiWan Kenobi, "Nós apenas mantemos a paz, mas não somos soldados!" aheaehahhaeha

A vida ainda vai ensinar muito para os dois, o contrário ainda vai acontecer com ele cedo ou tarde. Até lá, deixe os sabres de luz consoladores sempre por perto.

Lua disse...

"Quero não, posso não, minha mulher não senta na grama não..." Crianças realmente fazem a gente enxergar umas coisas que a gente devia recuperar, como isso de falar o que se sente. Diferente dos pais de verdade, que muitas vezes obrigam seus filhos a dançar, você não o fez, e não está errada por isso não. Mas ia ser uma arraso ele dançando de Obi Wan...
Beijos, vou twittar o blog!

Camila disse...

Acho mesmo que começamos a dar mostras de nossa forma de encarar a vida já na infância. Desde pequena eu tenho uma dificuldade enorme de aceitar rejeição: o amiguinho que não queria brincar comigo era motivo para choro, a atenção de alguém negada era o fim do mundo... eu era uma pequena Sofia. Cresci e continuei do mesmo jeito.

Mas que bom que seu afilhado foi consolar a garotinha. Se ele não podia fazer algo que ela queria, pelo menos ofereceu sua atenção. Garoto esperto!

Beijos, Brid!

Lekkerding. disse...

Mas o garoto estava certo. Como assim, pôr o pobre pra dançar com a chorona raivosa? Os pais do guache atóxico deveriam banir a pequena pit bull junina desse tipo de evento. É questão de saúde pública!

Se bem que ela poderia ser útil para morder a língua da Garota Guache quando ela tivesse um surto de fome com Canvas.

(e como eu sempre digo, verdade nunca dói. Adorei o post.)

Tahiana disse...

As desilusões começam cedo... Adorei o post, beijo

Bridget Jones disse...

KARLA: Sim, Karlinha. Foi de zoação, sim. Assim como qdo eu falo "verde músico".

NA: Poxa, que bom que já leu todos! É tão gostoso saber q somos lidas e que causamos algum tipo de identificação! Obrigada, linda!

LUIZ: Os dons artisticos da guria fazem muita diferença para o meu afilhado. Ele deseha o Snoopy perfeitamente e pinta o sol de amarelo "queimado", pq o "sol é quente". E os ensinamentos de Obi-Wan são a bíblia do garoto, vc não tem idéia.

LUA: Eu nunca obrigaria. Qdo eu era pequena, eu odiava estas festividades e meu afilhado puxou a mim. De qlq forma, ele fica lindo de qlq jeito, aquele delícia!

CAMILLA: Eu tb acho q estes acontecimentos acabam influenciando nossa maneira de ser qdo adultos. Assim como tb acrdito que caracteristicas permanentes da nossa personalidade aparecem muito cedo. Meu Petit Obi-Wan será um grande homem. Tenho certeza q ele vai saber nunca magoar de forma indelével.

LEKKERDING: "pit bull". Pobre Sofia! De qlq forma, eu tria medo de largar meu Petit Obi-Wan nas mãos desta garotinha. Como disse um amigo meu "ele ainda não sabe que mordida é bom demais!" E é a mais pura realidade: "A verdade nunca dói!"

TAHIANA: Começam, fia. As desilusões começam muito cedo. E parece q nunca terminam, né? Mas sejamos otimistas, a gente aprende a lidar com elas, mais cedo ou mais tarde.

Isabela disse...

Só tenho uma coisa a dizer: Esse menino vai dar trabalho! haha
Be prepared, Brid!

Agora, gostei do que você citou sobre dizer o que há pra dizer e ouvir também. Me lembra meu começo de namoro.. Meu namorado estava na fase de solteiro porra-louca, e meus namoros não duravam mais de 6 meses, resultado? Todo mundo que o relacionamento fosse durar 3 semanas. Solução? Combinamos que só ficaríamos juntos enquanto fizéssemos bem um ao outro, e se fosse preciso, terminaríamos sem mágoas. Além disso, renovamos um "contrato" a cada 6 meses, só pra lembrar e ter certeza de que estamos felizes (como se fosse preciso). Depois de 2 anos juntos posso dizer que funcionou, né?...
Ai como eu falo, perdoe-me!

Adorei o post Brid! E eu to tô vendo você e o @botafogoluiz falando de mim no twitter, han? haha
Boa semana,
Beijos!!

Fábio Alves disse...

Ainda não entendi a fantasia de Obi-Wan Kenobi na festa junina... rsrsrs...

Dolores Haze disse...

É melhor sofrer com a verdade por alguns dias do que ficar sofrendo meses (as vezes anos) com o abandono. Também não gosto de ser ignorada por pior que seja o motivo, até mesmo se eu desenhasse o sol pela metade. Ri muito na parte da Leila Lopes (rodando, rodando) hahaha.

Bridget Jones disse...

ISA: Gata, eu estou preparada. E olha, fico muito feliz que sua história tenha dado certo. Fica aí uma das receitinhas, né? Vou tomar nota! E nós falamos sim, de vc. Mas falamos bem. Somos destes!

FABIO: Releia o parágrafo Dilema - Fantasia. Eu acho (veja bem: "acho") que fui clara. Nunca se sabe. :-P

DOLORES HAZE: Senhorita Lolita (é por isso q amo meus leitores e suas referencias identificativas), que bom que gostou. Também acho q ser ignorada é o PIOR de todos os castigos. Me esculacha, mas não me deixa na ddúvida. Ah, ia me esquecendo...lá na festinha teve uma pessoa q teve de ser socorrida naquelas macas da Varig!

Daniela disse...

Eu pintava o sol de roxo. E a água de preto. E quer saber? Era porque a droga do giz de cera amarelo fica péssimo no sulfite branco.

Hamires Cristine disse...

Quer saber o que me encanta nesta história toda? Não é a menininha que pintava o Sol de azul, ou o menininho que se vezte de Obi Wan, e nem mesmo aquela terceira que come guache (a propósito, eu também não sabia que guache tinha gosto bom, mas enfim...). O que me encanta é a capacidade que alguém tem de ver além do que está exposto e aprender com isto.

Acho que você entende o que quero dizer. (É que não quero explicar, rs).

Um abraço carinhoso!

Hamires Cristine disse...

A propósito... Se você colocar links de compartilhamento nas postagens, ficarei muito feliz em compartilhá-las do Facebook. =)

Grata.

Bridget Jones disse...

HAMIRES: Poxa, claro que eu entendo. E fico imensamente feliz em saber que meus leitores são pessoas que também percebem estas sutilezas da vida. Porque a vida é assim, cheia de mensagens subliminares. Pode parecer um clichê dizer coisas deste tipo, mas eu vivo repetindo que acredito em clichês.

PS: compartilhar link? Miajuda com isso que sou leiga e não entendo nada destas coisas. Tem como?

Dolores disse...

Eu sempre pintei as nuvens de azul e o céu deixava branco mesmo (daria muito trabalho), era uma inversão de cores: céu branco e nuvens azuis. Agora sol azul é coisa de Leila Lopes mesmo. Ah mas eu adorava aquela canetinha que dava pra desenhar branco em cima de onde vc já tinha pintado, só que só dava certo no azul, no verde ficava amarelo... Algúem lembra dessa canetinha, como chamava?

Bridget Jones disse...

DANIELA (que eu esuqeci de responder pq não vi, sorry, gatona): AMEI muito sua justificativa. Eu tb achava aquele amarelo über apagado para a folha de sulfite. Eu acho que deveriam dar papel canson pra gente no pré, pq as cores ficam mais bonitas. E em vez daqueles crayons horrorosos, pastel. E em vez de guache, aquarela. Nunca ouvi falar de ninguém que comesse aquarela.

DOLORES: Gente, eu tb adorava! Puxa, eu não lembro o nome daquelas canetinhas (se é q tinha nome) mas vinham num estojo da Faber Castel. Era muito luxo e esplendor, magia e sedução desenhar com aquelas canetinhas!

Lee Holloway disse...

Como eu disse pra Brid, este é um dos melhores posts do blog. Consegui rir e me emocionar lendo. Não só pelo jeito que ela conta uma história, mas, principalmente, pela análise que ela consegue fazer a partir de um acontecimento, aparentemente, sem importância.

Por muito, muito tempo eu fui o menininho Obi-Wan Kenobi. Uma porção de coisas ficaram sem ser ditas. Felizmente, fui mudando e hoje eu já consigo dizer metade das coisas que eu sinto vontade de dizer. Mas, claro, nem sempre o doido da vez age da mesma forma. Acho que me relacionei com muitos menininhos Obi-Wan Kenobi, na verdade...

Ao mesmo tempo em que, às vezes, eu prefiro que mintam pra mim (em situações específicas), ouvir a verdade é sempre melhor pra gente, mesmo que ela seja difícil de ser digerida.

Brid, amei, amei, amei este post. Vou colocar como meu favorito também.

Tchiamo!

Anônimo disse...

BTW, as canetinhas que "coloriam e descoloriam" eram Playcolor. Me lembro até hoje do jingle...
Também tenho um afilhado e acompanho sempre suas festinhas, por mais doidos que sejam os pais dos amiguinhos. É tão gratificante ver o crescimento desses pequenos, ouvir "madrinha", e claro, aprender alguma coisa com eles, como no caso do mini Obi-Wan (essa fantasia foi emblemática, hein?). Agora estou me preparando, pois em setembro vem ao mundo meu primeiro crazy-baby.
Bjs, sempre acompanho, nunca comento...
Re

Atilas disse...

Crianças são cruéis. Não canso de repetir isso.

Não sei o que elas tem, mas a pureza que elas apresentam ao puxar das entranhas todo tipo de comportamento reprovável e vil com a maior inocência me assusta. Palavra de quem já teve que lidar com infinitas crianças ao longo da vida (que nem é tão longa assim, mas enfim...). Acho que a unica diferença delas para os adultos é que elas ainda não entendem muito as consequências que seus atos trazem. Mas os pais/tutores estão ai para isso.

E eu pintava o sol de verde hauahaua. Porque não?

Beijo Brid!

Gaudio disse...

Oi Brid! Adorei o post do doido mirim! Pior que eu já tive um histórico clínico igualzinho do Obi Wan. Eu sei como o Obi Wan se sentiu tadinho, mas ele se saiu muito bem no final.
Gente, esse menino é um gênio! Fez um teste psicotécnico aos 4 anos de idade pra descobrir a parceira ideal! Não é a toa que é um jedi!
Beijo, Brid!

Cecilia disse...

Sensacional o post! A citação do Kundera consegue elevar o nível, de algo que vc pensa que não poderia ser melhor! BRID, vc tem evoluido muito! Eu tenho a liberdade de falar isso pq como muitas das suas leitoras eu tb me vejo em vc e acho que tb tenho evoluido muito! Lindo demais o post! Nada como a sabedoria das crianças...pq a gente perde isso? bjos

Bridget Jones disse...

ANONIMO(A): Muito obrigada pelos elogios e parabéns pela gravidez! Ser mamãe, quando é um desejo da mulher, deve ser a coisa mais legal do mundo! Um grande beijo! E a partir de agora, continue acompanhando e comentando. Quero saber news do crazy-baby.

ATILAS: Eu não tive que lidar com muitas crianças, não, mas as que lidei são todas high profile. Desde Obi-Wan até personagem da mitologia grega (um dia falo disso aqui). De qualquer forma, pintar o sol de verde não é assim tão grave. Verde é complementar do amarelo, não é? Tem um lance destes de "cores complementares", "auxiliares" e coisa e tal, não tem? Deve ter.

GAUDIO: Poxa, é sério? E vc? Saiu-se bem no final da sua história tb? Espero que sim. Olha, certeza que ele vai escolher alguma garotinha do "lado negro da força" pra se apaixonar, afinal, não é sempre assim? Que a Força esteja com vc, jedi!

CECILIA: Puxa, gata, parece que vc entendeu exatamente o que eu quis dizer no post, né? Kundera está aí sempre para acrescentar coisas que a gente não sabe como definir em palavras. Pegar emprestada uma citação dele é uma honra. Evoluir é preciso, navegar também. Beijoca. Comente sempre.

Bridget Jones disse...

LEE: Sua linda, quase me fez chorar aqui. Vc sabe bem todas as coisas que me aconteceram nestes ultimos meses e entende melhor do que qlq pessoa este post. Vc sabe o quanto é importante para mim esclarecer coisas, finalizar ciclos, saber exatamente o que se passa no coração do outro ou numa situação específica.

Existem coisas difíceis de entender no comportamento humano. Algumas vezes, temos que nos contentar em nunca saber exatamente o que o outro pensa e sente.

Mas que sejam o mínimo de vezes possives, já que é bem mais difícil conviver com os "talvezes" do que com a certeza do "não". O "não" dói na hora, mas passa. O "talvez" fica doendo eternamente.

Cecília B. disse...

1 - 'tá num amor com o kundera.... uma postagem nomeada insustentável-leveza e agora uma citação. Gosto muito =}
2 - Tão neném esse texto.... tens uma sensibilidade muito bem explorada, muito bonita. Lembrou o pequeno-príncipe e não milan porque sou clichê, beijos. Não me julgue.

Sixx disse...

#fiquei efusiva de novo
confesso que as vezes não sei lidar com crianças, mas enfim, elas muitas vezes tem um efeito terapeutico sobre a gente! É necessario.
Acho o Ó colocarem crianças muito pequenas para dançar Quadrilha, elas mal sabem o que estão fazendo e não gostam tanto assim disso. A criança é que tem que escolhar dançar ou não. As quadrilhas da escola foram meu pior trauma de infância, era só chegar junho e eu queria sumir!

Beijo Girls

Rubi disse...

Pobre menininha de nariz arrebitado e bochechas rechonchudas! Brid, garanto-lhe, o seu doidinho de quatro anos pode ter deixado marcas profundas na infanta! Eu mesma já fui largada, exatamente, numa quadrilha, aos seis anos (e olha que por muito menos, já que desenhava o sol completo, com direito a raios, nuvens companheiras e passarinhos voando, o coloria com tons tradicionais - nada contra sóis azuis-, e, definitivamente, não mordia ninguém!). Posso dizer-lhe q em mim sempre ficou uma sensação de abandono, de aversão ao apego, por medo de ser deixada outra vez. Enfim, tudo isso q disse também pode ser uma justificativa do meu perfil recatado. Não culpemos seu afilhado - nem meu parzinho de 18 anos atrás-, pelos possíveis fracassos na vida da fofinha, ou da fofona aqui! :)

Pri Dias disse...

Tão pequenininho e já apresenta sinais de que não vai saber dizer o que sente, e assim acaba machucando a outra. Cada vez mais acredito que esses sintomas que os doidos apresentam, já vem com eles desde o nascimento. Não tem jeito. Uns desenvolve mais, outros menos.
Mas todos os tem, está lá, na essência deles.

Gostei do post !!