Eu me apaixono o tempo todo. Adoro estar apaixonada e sempre achei que para curar paixões mal resolvidas, só mesmo outra paixão ainda mais mal resolvida, para que possamos ocupar nossas mentes com novos problemas. Não, óbvio que essa não é uma forma nem saudável, nem madura, nem racional de pensar, mas poxa, ou eu sou racional, ou eu estou apaixonada. As duas coisas, já é demais para mim. Quanto a maturidade, nem vou comentar nada.
É por isso que numa destas andanças da minha vida, deparei-me com este doido. O "Doido Compartilhador".
CASO CLÍNICO: Homem, 1,90m de altura (já repararam que adoro escalar picos? Eu disse PICOS!), cabelos castanhos, olhos também castanhos, na época, estudante de jornalismo numa faculdade bacanuda, filho de pais bacanudos e metido a bacanudão.
Ele e eu nos conhecemos numa "Quermesse" bacanuda, destas que só vai gente reeckah (estávamos lá pois eu morava perto da igreja e conhecia de vista, o padre organizador)! Eu estava com a minha turminha (incluindo Lee, que se me lembro bem, estava tentando pescar um Rolex na barraca de pescaria) e ele estava perto da barraca de Quentão (a mãe dele era uma das madames bacanudas que ajudavam o tal padre bacanudo que eu conhecia de vista), quando veio falar comigo. Juro que fiquei encabulada, pois eu não o estava paquerando. Eu estava sem óculos e, como boa míope, faço aquele olhar 43 quando estou tentando focalizar algo. Eu tentava "ler" o que estava escrito na barraca em que ele estava perto, mas ele deve ter interpretado como um olhar "te quero muito, gato!", tomou coragem e veio. Faceiro e Confiante.
Admito aqui que o rapaz era bonito (de perto enxergo bem, sou um lince!), tinha bons dentes, uns olhos de um castanho açambarcante (um beijo, Milton Ribeiro, seu lindo!) e eu tive que ar atenção ao que ele dizia. Ok, agora eu não lembro o que ele dizia, mas eu dei atenção. Beijamos ali mesmo (não MIM julguem), trocamos telefones (os corretos, diga-se de passagem – afinal, quem é que nunca deu um telefone inventado na hora de se despedir do moçoilo/moçoila da noite?) e começamos a sair regularmente.
Adivinhem o que aconteceu? Apaixonei-me. Que milagre, não?
Estávamos sempre juntos, eu, as vezes ia esperá-lo em frente à Faculdade Bacanuda, comecei a conhecer os amigos dele, frequentar eventos em que ele ia com os tais amigos e tudo o mais que um casal normal geralmente faz. Não éramos namorados, nem "ficantes oficiais". Éramos "companhias" um do outro, um posto que eu ocupava com dignidade, já que nunca fui de pressionar ninguém a assumir nada, e estávamos bem daquele jeito.
As vezes, achamos que tudo vai bem na nossa vida, não é amiguinhos? Lêdo engano.
Um certo dia, vem de uma cidade pequena do interior do Paraná, um primo do rapaz. O moço era educado, tímido, e eu, como toda boa anfitriã, fui educada, polida e atenciosa – nada além disso, juro pelo Van Gogh original que eu ainda hei de adquirir! Fazia uma semana que o tal primo estava lá, saía conosco, ia ao boliche conosco, ao cinema conosco e eu não ligava, afinal era primo do Doido Compartilhador e ele (o doido) era muito ligado à família. Até que numa hora em que eu e Doido Compartilhador estávamos sozinhos, ele diz as palavras mais surreais que já ouvi na vida:
- O meu primo gostou muito de você. Ele perguntou se eu não me importava dele te dar uns beijos antes de ir embora, só para sentir seu gosto (sic). Eu não vejo problemas. Você quer?
Não. Vê. Problemas.
Incrédula estava, incrédula fiquei.
DIAGNÓSTICO: Indefinido.
TRATAMENTO EFETUADO: Perguntei se ele estava falando sério. Ele respondeu que sim. Agradeci pelos elogios (sim, ele me elogiou e disse que "não culpava o primo de ter se sentido atraído"), mas não, eu não queria. E também achava melhor não nos vermos mais. Assim mesmo, com este sangue-frio que eu até hoje não sei de onde tirei naquele momento.
Ele tentou me procurar algumas vezes, ligou, tentou apelar para a Lee (o que as vezes funciona), mas não teve jeito. Afinal, fantasias sexuais doidinhas, perversões e coisas não-ortodoxas até me atraem. Mas ser emprestada como uma mercadoria completamente "consumível e retornável" não dá, né?
E tenho dito.
Nota: Não tenho como divulgar o post, então quem puder (e quiser) por favor, divulguem em seus "Twitters".
Nota 2: Meu contato (drabridgetjones@gmail.com) continua o mesmo, sim. E o da Lee (draleeholloway@gmail.com) também. Respondemos tudo, mesmo que demore um pouquinho!
Nota 3: Hoje não tem o "Para ler ouvindo", pois eu não posso linkar nada do Youtube. Mas eu leria ouvindo Dio. Ouvi Dio o fim de semana inteiro.
15 psicanalistas diagnosticaram:
Hahaha isso é coisa de doido mesmo.
Seria cômico se não fosse trágico!
Me imaginei nessa situação, se viesse uma prima de uma menina que eu to gostando. Eu ficaria bem triste..
kkkkkkkkkkk juro, que rio sozinha aqui no meu trabalho e o povo não entende, mas adoro vcs, mesmo, muito e sentiiii muita, mas muita saudade desse canto bom meninas.
Tem que ser doido mesmo para querer emprestar e pegar de volta né, faria o mesmo, não com toda delicadeza sua, na qual muito me falta, mandaria-o pastar e beijar o primo rsrs, sou dessas doidas.
BEIJOSSSSSSSSSSS
Fazia tempo que não ouvia um caso engraçado assim, talvez o último parecido foi quando um amigo meu perguntou se eu queria ir com a namorada dele no cinema, sozinho, pra ele poder passear faceiro com a prima dele... Bons tempos... Mas que fique claro que eu avisei a garota da história toda antes dela terminar com ele e sair comigo por conta própria, que fique bem claro!
Divertida história Brid, mas o tratamento não foi dos melhores, faltou uma dose extra e diária de Semancol pro Playboy.
Um beijo, cem beijos!
Yeeey, as para raios voltando com causos... ahn... errr... estranhos. rsss Tá, eu confesso que fiquei abalado com a história. O_O Homem compartilhando mulher, não sei nem como nomear. hahahahahha
Num diagnóstico diferencial eu diria que se trata de um caso de objetivação! Com o objetivo de conquistar se aproximou, com o objetivo de ter uns amassos vez ou outra permaneceu e com o objetivo de dar "share" sua companhia ele a "objetivou". If you know what I mean. xP
Moças, quase não estou usando o Twitter, mas tudo bem se eu divulgar no facebook? xD
Ai, Brid, na pergunta dele "não quer ir lá dar uns cato no meu primo?", se fosse comigo eu teria rebatido da seguinte forma:
- Não, teu primo é feio. Posso dar uns rolê com o ___________ (colocaria aqui o nome de um homem lindo que o doido conhecesse).
Só pra ver até onde ia o fetiche dele. E se era fetiche mesmo ou outra coisa.
E olha... Cara que usa a expressão "sentir seu gosto" tem um gosto meio duvidoso. :-)
Só pra constar: adoro uma quermesse.
Beijinhos!
Uma vez, o NAMORADO de uma querida (namorado mesmo, de almoçar domingo com a sogra há anos) perguntou se ela não queria tirar a virgindade de seu (dele, óbvio) irmão mais novo. 0_0
Genteee! Como o rapaz vira e fala uma coisa dessas na cara dura?
Você fez bem.
Dava pra ser má nessa situação. Se o primo fosse bonitinho, seria legal ficar com ele e depois virar pro Doido Compartilhador e dizer "hum... não gostei. seus produtos são de péssima qualidade, vou trocar de fornecedor."
Kkkkkk. Se bem que isso é ser ainda mais doido. Foi só um devaneio meu.
Aaai, Hamires, sua Anta! (dizendo pra eu mesma)
O cara do TI da sua empresa está de mau humor? XD
Mas enfim. Acho que diante de uma situação dessa, eu riria. Muito. De gargalhar. E sairia andando sem olhar pra trás...
Nossa! Leio o blog há tanto tempo (desde 2008, eu acho), levei quase como um afronte pessoal a sumida de vcs...rsrs..
Muito bom, ler seus textos novamentes... mas tudo que pensei foi: que cara babaca! Fez bem de se livrar dele!
Mas sabe que sinto que amadureci tb na forma como leio os textos e as experiências vcs... Li que vcs apagaram alguns, espero que não seja nenhum dos meus preferidos... ;)
Beijos
ME MODERNIZA QUE EU TÔ BARROCO!
Como assim, cara? kkkkkkkkkkkkkk
Incrédula estava, incrédula fiquei. [2]
Também sou míope (das bem cegas) e sei bem como é esse olhar 43 hahahaha
Desculpe a demora pra vir, mas gostei muito que vocês tenham voltado. Seus posts fazem muita falta, adoro essas histórias, essa que foi triste, que homem desgraçado...
Bjos!
É... Acabo de constatar que a sanidade deste mundo foi pelo ralo. Que maluquice, meu Deus.
Dessa vez sem erros de digitação.
Já passei por situação muito parecida... (Aliás, eu super poderia me juntar ao time das Dras., já que tenho uma coleção variada de casos, inclusive com diagnóstico psiquiátrico - sério! Transtorno Obsessivo Compulsivo, entre outros!).
Mas no meu caso, pelo menos, o doido negou. O duro foi ele dizer que falou pro amigo que "não ia dividir o pão..." Broa de milho é a senhora sua genitora!
Enfim, fico feliz que vocês tenham voltado. Quando der passo uns casos pra vocês contarem...
Não me julguem, beijos!
HAHAHAHAHAHA...
O pior é que a proposta indecente vem acompanhada de um elogio.
Também acho super digno essa coisa de fantasias não-ortodoxas mas, quando acontecem por acontecer. A proposta no seu caso, foi FAIL.
E se o primo era feio, foi SUPER FAIL. rs
bjs!
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