terça-feira, 4 de janeiro de 2011

O caso do Doido Covarde


Nem vou perguntar como vocês passaram de final de ano, porque já deu (ui), né? Meu feriadão foi destes, regado a sol, praia, Banana Boat e uma bebida estranha mas deliciosa chamada "Meladinha". Recomendo. Sõ não me sentia muito a vontade para pedir ao moço do quiosque para me dar uma "meladinha" no capricho, então eu pedia para a irmã dele, a Lurdinha! Beijo, Lu!

Este caso clínico é longo e exige método para ler, viu? Já aviso.

CASO CLINICO: Homem, alto, grande, másculo, gigante (deu para sacar que ele era Extra Large, né?), cabelos castanhos claros, olhos castanhos, pele alva mais que a neve (com sardas nos ombros) e dentes no lugar. Não eram perfeitos, mas quem o é? Lembro das mãos do rapaz. Pareciam raquetes de Squash. Ai, ai...

Mas, voltando, ele e eu nos conhecemos no aniversário do meu primo. Ele era irmão de uma amiga. Estudava engenharia, gostava de música e naquele dia, estava com uma camiseta dos Strokes. Sabe-se que eu sou um tanto quanto fanática por Strokes, então puxei conversa e a coisa foi instantânea. Falamos sobre música, falamos sobre filmes, falamos sobre bebidas, falamos sobre carros e, até que enfim, ele falou sobre um segundo encontro.

Topei, lógico.

Dia seguinte, e no outro e no outro e no outro. Estávamos namorando. Éramos jovens, felizes, queríamos mudar o mundo, queríamos 5 filhos adotados, queríamos dois labradores, uma casa no campo do tamanho ideal, queríamos que a autoestima do outro fosse baixa e que ele ficasse careca e perdesse os dentes da frente para nenhuma mulher olhar para ele, essas coisas que a gente quer quando está apaixonado. Até que ele decide me apresentar para a mãe dele.

Apresentar para a mãe.

Estas palavras pareceram muito singelas no momento. Senti-me importante. Por mais que a gente fuja de compromissos sérios, tem sempre aquele que parece legal e perfeito e que você simplesmente aceita sem medo. Entra sem alarde e é tudo bem tranquilo. Minha relação com esse doido era assim. Uma das poucas vezes que eu acreditei ter encontrado a pessoa certa. Como sempre, eu estava errada.

Dia marcado, hora marcada, estávamos lá, na casa do Doido, para pegar sua mãe (dele) e leva-la para jantar. Tudo aconteceu nesta ordem:

1) Ela e eu, após apresentações informais (era como ele tinha dito que seria), tivemos um rápido e implícito "desentendimento" sobre quem sentaria no banco da frente. Não houve palavras, mas as duas tentaram abrir a porta da frente. Ela, solícita (e de bom senso), cedeu-me o regalo. Agora imaginem: eu sentadona no banco de trás enquanto meu namorado "Édipo" dirige ao lado de sua mãe "Jocasta".

2) Meu namorado Doido, com toda sua genialidade, sugeriu que fôssemos comer num restaurante específico. O problema é que como este meu Doido morava com a mãe, nós "frequentávamos" uma Bat Caverna muito próxima ao tal restaurante e naquela semana já tínhamos ido lá (tanto na Bat Caverna quanto no tal restaurante) umas... sete vezes (era domingo). Lógico que a frequência das minhas visitas ao tal estabelecimento não é relevante, mas acontece que eu na hora disse: "Ah, não! Vamos no Sbrubbles Gourmet!" E fomos. Mas eu não sabia que aquele era o restaurante preferido da véia, digo...da mãe do moço.

3) Na hora de ir embora "Eu vou sentar na frente II – A saga continua". Ela quase me empurrou quando o manobrista abriu a porta. Sorri. Apenas sorri.

Não foi um jantar tenso, apesar de tudo. Tudo correu bem, inclusive.

Dias depois ele terminou comigo.

Cada um para o seu lado, ele alegou estar cansado, provas, sou-muito-jovem-para-me-envolver-assim e blábláblá. Não costumo questionar a decisão alheia, aceitei e fui seguir minha vida. Óbvio que fiquei bem mal. A Lee lembra que eu chorava quando ouvia Strokes. Bem patético. Mas ele nunca soube e é isso que importa, não é mesmo, minha gente? Sofrer com dignidade é para poucos, fica a dica.

Só que ele continuava me procurando e a gente meio que saía escondido (/Kelly Key). Eu não saquei de início, mas achava estranho ele não me levar mais no tal restaurante, a gente só sair altas horas da noite, não nos vermos nos sábados. Ele alegava que não queria namorar e eu, apaixonada, aceitava. Uma hora ele ia se dar conta que "a vida não era só baderna" e tal.

Certa feita, a irmã dele (lembram-se que ele era irmão de uma amiga?), me falou, ingenuamente:

- Pena você e o Fulano não poderem ficar juntos, mas minha mãe é f#%&a! Ela te odeia! E o pior é que ele gosta pra caramba de você!

DIAGNÓSTICO: Cagão. CAGÃO! Covarde, cagão!

TRATAMENTO EFETUADO: Gente, eu nunca chorei tanto de ódio em toda a minha vida. Depois, peguei nojo dele. Juro, era asco mesmo! Saí pela última vez para dizer o quanto eu o achava ridículo, e nunca mais nos falamos. Nunca peguei tanto nojo de alguém de forma tão instantânea.

Podem me dizer que eu fui exagerada, que ele merecia uma chance, opiniões são opiniões. Eu também já fui covarde, mas quando gostei de alguém de verdade, eu fugia no meio da noite para ver um certo doido (Doido Pioneiro) tocar num bar todas as madrugadas de quarta. Sou destas. Ou era.

De qualquer forma, ensinou-me algo. Ser dissimulada ao conhecer futuras sogras.

Para ler ouvindo "Whatever Happened" do Strokes.

Feliz 2011 para todo mundo.

PS: Quem puder nos divulgar no Twitter, agradecemos. Mas só divulgue se gostar, combinado?




27 psicanalistas diagnosticaram:

Rick disse...

1)Cagão de merda!!!!!!

2)Então ele tinha que ficar careca pra ficar feio?
Putz!
Rs...

Bjs!
P.S.: Tava com saudades dos posts de vocês! E a Lee? Qdo irá nos brindar?

Bridget Jones disse...

RICK: Na verdade, ele tinha que ficar careca pq ostentava uma vasta cabeleira de que se orgulhava. Mas a verdade é que eu até curto carecas, viu?

Lee e eu escrevemos sempre com um intervalo teórico de uma semana, então, acho que tem post semana que vem.

Bjo

Marco disse...

Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão! Cagão!
(#alexescobarfeelings)

Não há melhor palavra pra definir. Ainda mais pra um homem desse tamanho. Ô, desperdício...

Pelo menos serviu a lição, né? Conquistar a sogra é TUDO!

Bjs.

disse...

E eu que nunca conheci as sogras. rs

Gusta Fernandes disse...

Um cagão de merda!!!

Reação exagerada?

Que nada! Dá nojo de saber que ainda existe gente que faz tudo que a mamãe quer!

Ps. Graças a Deus eu nunca conheci nenhuma sogra minha! haha

Beijo! Otimo 2011 para vocês [!!!]

Na Estrada disse...

Infantil até o ultimo segundo.
É nessas horas que a gente pensa se o cara realmente gosta, pq né? Quem gosta (na minha opinião) passa por cima até da mãe e pronto. Talvez o meu ideal de amor esteja errado e que hj em dia as pessoas não vão atras do amor e tals. Mas me seguro na ultima pontinha de esperança nesse sentimento maluco.
Brid, não sofra, só procure alguem que vá até a China para ficar com vc.
Bjs

Bridget Jones disse...

MARCO: Sogras agora são sempre minhas BBF, gato! Levo presente, bajulo mesmo! Meu problema na atualidade são as cunhadas-exu. Ah, e ex mulher-exu tb ja esteve na minha lista marrom cocô.

FE: Agradeça, gata! Vc foi contemplada.

GUSTA: Falou tudo: "Dá Nojo!" Homem bom é homem dominadô. Ou pelo menos que não seja dominado pela mamãezinha. Ótimo 2011 pra vc tb!

NA ESTRADA: Imagina que seu ideal de amora tá errado! Errada tá a sociedade! Eu tb acho que quem gosta vai até a China, passa por cima da mãe chatonilda e tudo o mais! Thanks for the advices.

Mari - é como quero ser chamada. disse...

É pra acaba com o Piki de Goiás.

Bridget Jones disse...

MARI: épacabá!

Edu Deruki disse...

hahahaha! "Cagão, covarde, cagão" foi o melhor diagnóstico que eu já vi você fazer. Tão específico que me toca. HAHAHAHAHAHA

Heróico de sua parte, Brid. Essas crianças de hoje... Tão indefesas, não largam da saia da mãe, e se contrariam levam chinelada, mininu. No meu tempo não era assim. HAHAHAHA'

Beijo Brid! Passa lá em casa, gata. hahaha

André disse...

Pior eu, que namorei por um ano e meio e a balbúrdia terminou só porque a mãe da guria ficou braba que um dia eu fui visitar ela sem avisar nem pedir autorização antes. Mãe braba, filha capacho, namoro pro saco.

Mas essa história vocês já sabem.

Lara Sofia disse...

Seu post me fez lembrar: Lee e o doido mais antigo, Carrie e Big. Pq todo mundo tem um “doido covarde”. O problema é quando ele, depois de fazer o discurso de despedida, resolve dar uma (ui!) de Cazuza: “Tentar ficar amigos sem rancor”. Meu doido covarde me ligou esses dias. Não consegui atender. Como se diz por ai (risos) “dignidade é para poucos”.

Saudade imensa de vcs.
Bjos.

Bridget Jones disse...

EDU: Poizé. Moleque não merece consideração. Ja estou bem grandinha pra gostar de moleque, né? E atitude de moleque é broxante, acaba com qlq amor.

ANDRE: Poxa Dé, eu sei da sua história, mas o público não sabe, né? Prometo qlq dia, com a sua autorização contá-la pq é muito boa! E tem trechos memoráveis. Seria mágico AND esplendoroso.

LARA SOFIA: O Doido mais antigo da Lee tb é covarde, viu? Ai, que coisa, né? Gente que não tem disposiçao pra fazer o que tem vontade e se agarra as regras impostas por terceiros. Mas ces't la vie, né. Fazeruquê?

dra Bennet disse...

Oi Brid!!!

Adorei esse seu post. Diagnóstico perfeito. Eu conheço muito bem esse tipo, infelizmente:(
Preciso te contar o resto da história, rss.

Bjs

DE TUDO UM POUCO disse...

Nossa! Como tem homem manipulado por mãe!!! E o que eu conheço de mulheres que passam por isso...Quando eu vejo que um cara é "páu mandado" da mamãe,caio fora!É mesmo um idiota! Você se livrou de uma grande furada!

DE TUDO UM POUCO disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Homem Oco disse...

saga de sentar no banco da frente? pelamordedeus que isso é importante pra vc...

e vc acreditou no "minha mae te odeia mas ele gosta muito de você?"....vc acha que o cara é cagão?

pára mano (hehe, nem te conheço e já te chamo de mano..)..se liga né,vc deve ser gostosa..o cara te comeu a valer e depois enpapuçou..é assim mesmo...

acho que a lição é: pega mais leve...tente nao se apaixonar tao rapidamente..esqueça essa historia de "acho que achei a pessoa perfeita"...ops, desculpe, se vc tiver 16 anos, desconsidere esta sugestão...

nao fica brava comigo..juro que nao quero espinafrar, só estou colocando um pouco de visão masculina na estória..

espero que vc chore menos daqui pra frente..strokes é legal pra caramba...

bjos

Bridget Jones disse...

DRA BENNET: Preciso te ver e PRECISO saber do resto da sua saga, delicinha! Miligavamumarcaumapanqueca.

DE TUDO UM POUCO: Vc é sabia, gata! Pau mandado de mamaezinha me da engulhos! Blergh!

HOMEM OCO: Vamos por partes:

1) Saga de sentar no banco da frente: Não, não é importante, mas é um texto cômico, então achei legal usar o fato.

2) Olha, talvez ele tivesse se empapuçado de me "comer", mas se era isso, não devia ter continuado a me procurar para sairmos escondido. Lá no texto, inclusive eu digo q ele logrou exito nesta empreitada.

3) Não sei se ficou bem claro, mas o caso aconteceu uns anos atras. De fato a gente se apaixona com uma certa facilidade qdo é mais nova. De qlq forma, isso é relativo. Nos apaixonamos a medida q sente a reciprocidade do outro. Neste caso, ainda q fosse fingimento, ele parecia receptivo.

Não sei se eu consegui explicar todos os pontos, mas de qlq forma obrigada pelos conselhos e é legal ter uma opinião diferente da nossa. Volte sempre que puder.

Strokes é fantástico.

Bjo

nada complicada disse...

Tenho medo de 4 coisas: doença, cachorro, sogra e homem cagão kkkkk...

É sério, não tem nada mais sem graça :b

bjinhos

Lee Holloway disse...

Imaginei vc fazendo o Dunga e xingando o doido. Mas ao contrário do Dunga, que foi tão covarde quanto seu doido, vc o xingava em alto e bom som.

A covardia faz parte do ser humano, mas é mais presente em alguns tipos. E, dependendo da manifestação da covardia, é nojento.

Enfim, fez bem em mandar passear.

Comentário extra:

Eu ainda me assusto com o fato de algumas pessoas ainda nos levarem muito a sério. Mesmo depois de 3 anos de blog.

Beijo.

Fabianny disse...
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Káh disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Káh disse...

Eu bem atrasada,li o post só agora :x

Mas Brid,ele era um CAGÃO.Sem mais.

E eu já passei por essa.Namorava um mimosura,romance ideal.Até ele me dar um pé na bunda numa noite de domingo,por msn enquanto viajava.
Não entendi nada,meses depois descobri: O pai do lindeza era racista³ e teve urros de loucura ao descobrir que uma negra era a norinha tão sonhada e não atendia as normas de qualidade de nora pra ele se vangloriar para os amigos.
Agora tem uma alemoa lá,que atende aos padrões de qualidade do Inmetro,digo,do pai dele.

Mas cagões aprendem,e sentem a falta que a pessoa certa faz viu.Isso é o maior castig

Dayne Dantas disse...

Ooooooooooww, o bixinho, Bridget.
Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk!

Foda o que ele fez, mas concorrer com mãe é dose, né?!

;*

Tatiana BR disse...

hoje acabei conhecendo o blog de voces e confesso que adorei e me identifiquei com alguns casos eu também sou pára-raio de doido. segue meu blog http://tenhomaisoqfazer.blogspost.com
Nele conto de forma bastante divertida como superei um fim de um relacionamento, dicas de como passar por isso e fases que estão por vir1!!
beijos

Doida que nao pode dizer quem é. disse...

Meldels...

Sofro com isso ha mais de 6 anos.

Essa coisa de abrir a porta da frente do carro é classica.

Ah, como eu queria poder contar todas as minhas historias sobre a sogra, mas... deixa quieto.

Amo vocês meninas.

Mulherzinha Sim! disse...

Qual era a idade mental dele? Desistir de uma mulher que ele amava só por capricho da mamãe?! Afinal, não pareceu que ela tinha um motivo forte para te odiar.