domingo, 28 de março de 2010

O caso do doido manipulador

Este é um texto de devaneios. Leiam esses pensamentos confusos cientes disso.
Caso clínico:

Homem, trinta e poucos anos. Já passou por aqui algumas vezes, mas minha autocensura me impede de identificá-lo novamente. Sim, eu tenho vergonha de ele ainda estar presente na minha vida depois de ter dito tantas vezes que a história havia acabado.
Fiquei meses sem falar com ele. Até que um dia meu celular tocou e eu atendi sem ver quem era. Quando ouvi a voz, meu coração saiu do peito por alguns segundos. Conversamos longamente sobre assuntos que tinham ficado pendentes. Ele falou coisas que fizeram com que algumas lágrimas insistentes brotassem. Tive a impressão de que ele também chorava entre uma frase e outra. Rimos de uns mal-entendidos que só são possíveis graças à internet e depois de alguns minutos eu já não o odiava mais. E se fosse só não odiá-lo mais, eu estaria aliviada e este post nem existiria.
No dia seguinte à conversa, eu já tinha aquela estranha sensação de nunca ter odiado o doido. Passei a me questionar por que eu tinha me afastado, já que ele era tão legal comigo e entendia tão bem meus momentos de insanidade.
Acho que já disse por aqui que eu nunca substituo pessoas. Vou acumulando meus doidos, deixando-os escondidos lá no fundo da caixinha de lembranças. Quando eles resolvem aparecer, eu vou tirando cada momento bom e deixando na caixinha do momento presente. Os acontecimentos ruins eu não guardo e talvez por isso meu sentimento de raiva seja tão passageiro e tão fácil de ser transformado em um sentimento bom. E isso, sinceramente, acho que não é nada bom.
Assim, cada “não” que eu recebi dele, cada decepção que eu vivi e cada minuto de espera por algo que nunca aconteceu foram pensamentos que diminuíram após aquela conversa ao telefone. E relevar tudo isso por causa de alguns minutos de conversa, pra mim, é muito maluco. Eu me assusto com essa facilidade que eu tenho de esquecer. Não só de esquecer, mas de reviver uma coisa em que eu não acreditava mais. E, inevitavelmente, após a conversa, eu tive um rompante de querer fazer dar certo um caso que já tinha sido dado como perdido e arquivado.
Conversando com um amigo, eu me dei conta do tipo de comportamento desse doido. Meu amigo disse algo que me fez pensar muito: “você sabe que essas pessoas psico são extremamente carismáticas e manipuladoras, né?” Sim, eu sei que isso acontece, mas apesar de esse meu doido ter realmente alguns problemas, eu nunca associei a maneira encantadora de falar comigo com o fato de ele ser dodói da cabeça. Seria uma associação muito simples se eu não gostasse do doido, mas gostando dele tudo fica muito mais complicado. Sempre quis acreditar que ele me amava e que as fantasias que tínhamos juntos seriam vividas um dia. Nunca cheguei a pensar realmente que o discurso carismático dele era fruto de um problema sério.
Como meu amigo disse, o Doido Manipulador deste post, com seu discurso carismático, me seduz com uma fantasia, com uma ideia que ele ama, mas que ele nunca viveu. Pior: com uma ideia que eu também amava e que ele nunca me deixou viver.
Diagnóstico:

Manipulação Carismática (MC) resultante de Doença Mental Não Totalmente Diagnosticada (DMNTD).
Tratamento recomendado para Dra. Lee:

Em vez de acreditar no discurso do Doido Manipulador “eu te amo e peço, por favor, pra você me deixar te fazer bem pelo menos uma vez”, eu deveria acreditar no sonho que tive, em que ele me dizia que não sabia gostar de ninguém. Pensando assim, tudo faria mais sentido neste momento.
Não entrar na loucura dele de novo, é o que as pessoas que me querem bem recomendam.
Além do mais, não sou psico nem doente como ele. Errr... Sou?
[to be continued]
Anotações posteriores:

O amigo que me deu um chacoalhão essa semana não deve ler este blog. De qualquer forma, se estiver lendo, peço desculpas por usar nossa conversa neste post. Mas ela foi importante pra mim e eu precisava falar sobre isso hoje. ;-)
************
Para ler ouvindo “Outsiders” (aqui), do Franz Ferdinand, que tocou aqui em São Paulo na semana passada. O vídeo não é da apresentação no Via Funchal porque nós não tivemos condições físicas de gravar nada. No entanto, o show com a Brid, a Dolores Haze, dois amigos anônimos e o queridíssimo Paulo, do blog Num cantinho escuro (aqui) foi incrível!

UPDATE:

Aos que me perguntaram de Mr. Holloway (até mesmo por e-mail!), acho que devo esclarecer que a história com ele foi suspensa sem previsão de retorno. Muitas coisas aconteceram nos últimos meses e, no momento, não estamos juntos. Não, não estou feliz por isso. Ainda mais porque tenho uma parcela de culpa por esse término. Até pensei em escrever esta semana sobre ele, mas achei que o término da Brid (post da semana passada) com outro término meu seria carga dramática demais neste blog que tem o inuito de ser uma maneira divertida de enxergar nossas historias. Juro que quando eu conseguir escrever de uma maneira menos emotiva, conto pra vocês o que aconteceu.


segunda-feira, 22 de março de 2010

O caso do Fim (Doido Whatever)

Eu nunca fiz isso. Não aqui.
Um texto meu. Sem humor. Mas com tudo de mim. Espero que vocês curtam. Espero que vocês comentem o que acharam. Espero que vocês sintam cada palavra escrita, como eu as senti ao escrever. E espero que vocês me digam suas impressões, pois a interação é a coisa mais legal que este blog tem. Os leitores e a interação que nós temos com eles.
Grande beijo.
BRID
Para ler ouvindo The Hardest Part do Coldplay, que inspirou o post e todo o resto. Desde o começo, até o fim.

Algumas pessoas acham que a pior parte ao terminar uma relação é a hora de dizer que tudo acabou.


Não é.


A pior parte é quando você chega para buscar suas coisas, naquele lugar que era tão seu quanto dele. Meses depois. Meses que você ficou sem vê-lo, sabe-se lá porquê. A pior parte, é quando ele te diz para fazer isso: buscar suas coisas.


A pior parte é quando você tem de subir ao sétimo andar com a mala vazia e antes, pegar a chave com o porteiro, que silenciosamente lamenta e te chama de "moça". Ele não lembra mais seu nome. A pior parte é quando este mesmo porteiro diz que o "Seu Fulano" deixou avisado que você viria.


A pior parte é abrir a porta e sentir o cheiro dele. Um cheiro que agora você reconhece como "dele", mas que já foi o seu cheiro e você nem se dava conta. A pior parte é entrar no quarto e lembrar das noites mal dormidas e das manhãs bem acordadas. A pior parte é ver que a foto de vocês dois não está mais no mural, ao lado da bandeirinha do time dele. Porque é lógico que ele adora futebol e você odeia. E essa diferença fazia de você dois, um casal engraçado. A pior parte é lembrar.


A pior parte é abrir as gavetas e perceber que nada foi tocado. Sua camiseta dos Beatles, já surrada, enorme e cheia de furos onde ele brincava de colocar os dedos estava lavada, passada e guardada. Suas pequenas lingeries estavam do mesmo jeito que você havia deixado. Amontoadinhas, no canto direito daquela gaveta que era sua. Agora, será uma gaveta vazia. Será?


Uma gravura do Monet, o poster de "Laranja Mecânica". Meus cedês numa prateleira separada. Tudo meu. Tudo dele. Tudo nosso. Tudo ali. A pior parte seria levar tudo ou deixar lá? A pior parte foi achar meu Neruda que ele nunca leu. Abandonado num canto da estante, como numa música do Chico Buarque.


A pior parte á adormecer sentada no chão da sala, recostada no sofá, tomando a última Coca Cola da geladeira e acordar com ele ao seu lado, na mesma posição que você, fingindo assistir a televisão, desligada. A pior parte é olhar naqueles olhos tão familiares e perceber que seu único erro (e o dele) foi não ter tentado o suficiente. Ter desistido tão cedo, por quase nada.


A pior parte é aquele beijo com gosto de Coca Cola e saudade. A pior parte é o desespero do toque. A pior parte é o desespero dos toques que se seguem e da negação e da vontade, se contradizendo, dando vazão a uma libido nunca experimentada até o momento. A pior parte é o caminhar desengonçado, já sem camiseta, já sem vergonha, já sem limites até o quarto. A pior parte é a Coca Cola derramada no tapete.


A pior parte é o gosto daquela lágrima-solitária-clichê, que faz figuração no seu rosto, obviamente – nunca no dele. A pior parte é a certeza de que aquela foi a última vez. A pior parte é saber que outras pessoas entraram na vida de vocês dois, e as coisas caminham, mesmo que vocês estejam separados.


A pior parte é perceber que o fim foi um erro, mas erro maior ainda seria um recomeço.


A pior parte é recusar que ele te acompanhe até o térreo. Recusar veementemente.


A pior parte é fechar a porta e ter vontade de chorar sentada no hall, mas saber que esta seria uma cena cinematográfica demais para um término tão desgastado. Afinal, se você pertence ao Victor* – está tudo certo agora.

A pior parte do final é o fim.


E fim.
* Referência ao filme Casablanca.

segunda-feira, 15 de março de 2010

O Caso do Doido Replicante


Decidi que deixaria meu preconceito de lado e passaria e ler Nora Roberts e Daniele Steel. Vocês sabem, para ficar menos realista e um pouco mais romântica. Parece-me que esta é a palavra de ordem hoje em dia, já que até o Hornby demonstrou-se "romântico" em seu último livro. E eu, com esse meu sarcasmo sexualmente transmissível sentia-me um tanto perdida.

Não sou romântica, mas sou ciumenta. Dito isto, sigamos.


Numa tarde ensolarada destas, a Lee, minha grande amiga, solta uma destas frases de efeito cataclismático:


- BRID, adivinhe quem eu encontrei lá no "Sbrubbles Bar"? Doido Replicante!


(Doido Replicante é meu ex-namorado. O importante é que saibam que ele e eu namoramos e terminamos – exatamente nesta ordem – de forma cordial, trocando apenas insultos de praxe como "Você é apenas uma pessoa ruim que não merece ser feliz". Estas coisas normais que dizemos quando terminamos um namoro sem saber exatamente a razão do término.)


Lee continuou, sem clemência. Esta é a minha Lee!


- Ele estava bonito, viu? Trocou de carro, está mudando para um apartamento maior, comprou um barco de pesca, colocou piercing nos testículos, está colecionando répteis e está de namorada nova! Ela é a sua cara.


Devo admitir que não sei exatamente se foram estas as palavras dela quanto aos répteis, o barco de pesca ou o piercing, mas tenho certeza que ela tinha dito "namorada nova" e "igualzinha a você", neste caso igualzinha a mim. Fiz uma cara questionadora, olhando por cima dos óculos, franzindo a testa. Ela sabe que esta cara significa "Prossiga!", e assim o fez:


- Ah, BRID, você sabe! Do tipo mignon, branquinha, franja, sorrisão, olhinhos redondos. Ela realmente lembra você. Até o Mr. Holloway achou!


Acreditem, eu nunca tinha sentido aquela sensação em toda a minha vida! Estava tudo meio misturado. Raiva (por ele ter arranjado uma namorada e eu não – já que prefiro um namorado, beijos), Ciúme (por me dar conta de que ele não gostava mais de mim), Posse (ele era MEU ex-namorado, oras!), e Vazio (não, não sei explicar).


Minha vontade era ligar para ele e dizer: "Ei, Doido! O que você pensa que está fazendo andando por aí com Another Version of Me? (/Alanis Morissette)" mas obviamente, eu (ainda) estava lúcida e não o fiz. O detalhe mórbido da coisa, era que eu tinha que ver a tal da menina. Questão de honra e de curiosidade felina, aquela mesma que matou o gato.


Deixei por isso mesmo, até que uma festa em comum na semana retrasada fez com que eu de fato me sentisse dúbia. Machado de Assis já dizia que todos nós temos um duplo, mas eu só acreditei quando ao cumprimentá-la, reparei nos dentes da moça. Depois no nariz, arrebitado. Os olhos grandes, redondos e o mesmo corte de cabelo (fiquei sabendo pela boca-pequena que era loirinha e, como eu, tinha mudado o cabelo recentemente, a pedido de Doido Replicante – amigos fofoqueiros sempre te dão mais informação do que o necessário!).


DIAGNÓSTICO: Saudade? Seria presunção demais achar que ele tem saudades de mim? Seria, lógico. Pensar que o "meu tipo" era o perfil preferido do rapaz, também não era a solução ideal para este questionamento, já que ele tem um histórico tão variado de namoradas quanto eu tenho de cortes de cabelo. Achei melhor pensar em coincidência. COINCIDÊNCIA. É.


TRATAMENTO EFETUADO: Educadamente fui até a mesa dos dois (já fazia um certo tempo que eu não o via, por motivos muito particulares que tem a ver com "ainda gostar dele" e "não suportar olhar na cara dele", tudo assim, meio misturado, sabe?), cumprimentei a garota e ela me lançou um olhar tão doce e admirador, que eu quase (eu disse QUASE) senti culpa. Durante a conversa, ela foi cordata, boazinha e solícita. Bem falante, sabe? A verdade é que achei a garota muito agradável, de qualquer forma. Era fato que ele havia me "replicado" na garota. Mas antes parecida, do que ser completamente o oposto de mim, não é (Não é?)?
Tenho convivido com encontros esporádicos que, de certa forma, aprecio. Eles formam um casal bonito.


Ele e eu não formávamos. E ainda hoje eu me pergunto: Onde foi que eu errei? Porque, sinceramente, não consigo ver muita diferença entre nós duas!
(A frase acima foi carregada de puro sarcasmo, gracta!)


Para ler ouvindo "You oughta Know" da Alanis Morissette. Não que eu esteja com mágoa de cabocla, como a Alanis está na música – longe de mim. Mas ah, toda história de ex-namorado fica bem com esta música, nem que seja só pra tirar sarrinho.



domingo, 7 de março de 2010

O caso do doido stalker

Caso clínico:
Homem, 32 anos, publicitário, moreno, baixinho e com uma bela barba eternamente por fazer. Eu o conheci na universidade quando ele começou a cursar Grego Clássico. Embora ele fosse pequenino, aqui poderia entrar aquele clichê básico “ah, ele era de fato um deus grego” devido a sua beleza e ao seu garbo.
Ele tinha, então, o requisito básico para eu me apaixonar (=baixa estatura). E foi o que aconteceu. Encarnei no rapaz, virei um encosto. Hoje, revendo as coisas que eu fiz pra me aproximar dele, fico com vergonha porque eu praticamente o perseguia. Não, não era “praticamente”. Eu o perseguia de fato, pois eu tinha técnicas pra isso. Eu cruzava informações de amigos, de Orkut, de blog e da minha intuição (já disse que minha intuição é incrível?) e, assim, eu conhecia a rotina dele, o que acontecia de diferente em sua vida e os seus gostos. Mulheres que nunca fizeram isso: podem começar a me enxovalhar.
Mas por mais que eu me esforçasse pra estar presente na vida dele, ser uma pessoa legal e disponível, ele nunca me deu nenhum tipo de feedback para que eu acreditasse que ele tinha interesse em mim. Então, depois de alguns meses como stalker, eu colei os caquinhos da minha dignidade e desisti.
Tempos depois, por coincidência, nós nos inscrevemos numa disciplina do curso de Ciências Sociais e retomamos o contato nas aulas. Ele ainda era baixinho e bonito, mas eu já nem o achava tão interessante como antes. Talvez porque na mesma época eu tenha conhecido meu caso clínico mais antigo (aqui) e dali em diante eu passei a pensar somente nesse outro baixinho.
Porém, o doido da faculdade começou a me procurar insistentemente e a me convidar para tomar um vinho, ouvir um CD e dormir no apartamento dele. Eu nem o condeno por ter sido tão direto, já que na época em que eu o perseguia era exatamente isso o que eu queria.
Bem, mas eu recusava todo e qualquer convite do doido com bastante elegância para que fossemos amiguenhos (leia-se: para deixá-lo em stand-by para qualquer situação emergencial). Porém, a insistência dele começou a ficar estranha e a presença dele na minha vida a não se limitar mais à universidade.
Eu o encontrava, “coincidentemente”, quando eu saía do trabalho, no parque onde eu caminhava nos fins de semana, no cinema, no meu restaurante japa favorito, na balada mais underground (a palavra “underground” é last season?) de São Paulo. Nossas vidas viraram uma grande coincidência!
Além disso, eu recebia diariamente ligações, que eu não conseguia identificar, de pessoas mudas. Ao mesmo tempo, ele deixava emails e recados identificados no meu Orkut (alguém conhece um uso saudável para o Orkut?). E tudo isso começou a me aborrecer de verdade. Além de me encher o saco, ele começou a me assustar. Vocês não achariam que ele era um maníaco? Ou só eu tenho esses pensamentos dramáticos?
Diagnóstico:
Talvez a intenção dele tenha sido me dar uma lição pelo meu comportamento de doida stalker quando nos conhecemos. Se foi isso o que aconteceu, ele foi elegante o suficiente pra não me contar. Mas eu adoraria dizer pra ele que a técnica dele pra afastar doidas funcionou comigo! Ha!
De qualquer forma, ainda acho que ele era um stalker. Maníaco. Insano. Eu até poderia pegar leve, dizendo que ele só estava gostando realmente da minha companhia e insistindo um pouco para que eu saísse com ele. Mas encontrá-lo, do nada, num canto escuro da balada underground me deixou realmente com medo.
Tratamento aplicado:
Liguei para ele e marquei uma cerveja num lugar bastante movimentado. Muita gente, muita luz, muita segurança.
Ele ficou um tanto assustado quando comecei a falar da perseguição dele. (Oi? Será que não era evidente que eu ia perceber as coincidências ridículas?). Ele se desculpou, mas saiu do bar jurando pela mãe que os encontros eram casuais mesmo.
Depois dessa conversa, eu o encontrei ainda diversas vezes nas aulas. Ele me olhava com cara de desconfiado, e eu com cara de vítima. Mas nem nos aproximávamos muito. Achei melhor assim.
Anotações posteriores:
Uma amiga, que ainda tem contato com ele, contou que ele perguntou esses dias sobre mim e meu namorado. Queria saber se tínhamos casado e tal. Minha amiga, sabendo do histórico do rapaz, respondeu: “Sim, ela casou e o marido é da máfia italiana. Da M-Á-F-I-A!”
Amo meus amigos.
Para ler ouvindo The Strokes, com Take it or leave it (aqui). Ok, o vídeo é do programa do Letterman (blé), mas eles estão leendos.