domingo, 28 de fevereiro de 2010

O caso do Doido Quietinho

Estes dias, Lee e eu estávamos conversando sobre nossas preferências na vida. Eu gosto de Neruda, ela adora a LINSpector (/Big Brother), eu gosto de chupetinha (ui!) de morango, ela gosta de pirulito (ui!) do Chaves, eu gosto do Tornatore e ela gosta do Pasolini – até que chegamos nas preferências menos ortodoxas (já um tanto de fogo, admito). Aí, lembrei de Doido Quietinho.

CASO CLINICO: Homem, caucasiano, 1,85m, olhos verdes (Ah, que olhos!), cabelos castanhos muito claros, dentes da frente levemente tortos (porém, ele dispunha de todos, o que eu considero importante), publicitário (sempre eles – adoro!). Não era o "Beauty Standard of the Year", mas até aí, eu também não sou a Katherine Zheta Jones. Sou Jones, mas sou Bridget e isso faz toda a diferença neste caso.

Conhecemo-nos num evento da empresa em que ele trabalhava. Eu estava, como sempre, de bicão, acompanhando "Amigo Jornalista", que já tinha me deixado sozinha 10 minutos após chegarmos. Doido Quietinho chegou com sua conversinha mole, apresentando-se e tal. Caí na conversinha mole, obviamente porque eu queria cair na conversinha mole. Aliás, a gente só cai na conversinha mole quando quer, viu, meninos? Do contrário, é necessário preparo e repertório. Mas também, estou falando por mim. Não condeno quem cai na conversinha mole com certa freqüência. Ingenuidade, dizem, é uma qualidade. Voltemos...

Engatamos (ui!) um namoro cerca de duas semanas depois, quando percebemos que nos dávamos muito bem, obrigada! Tudo era incrivelmente perfeito. Gostávamos das mesmas músicas e ele era um brilhante crítico quando discordava de mim (boa argumentação e retórica são características que eu admiro, mas também falo apenas por mim), tínhamos amigos em comum (o que nem sempre é um facilitador) e o sexo era muito bom.

Pelo menos para mim. O que acontece é que Doido Quietinho era um tanto "quietinho" demais. Sexualmente falando.

Antes que venham me achincalhar, já aviso: Não, eu não sou destas que gostam de grunhidos descontrolados, urros que acordam o quarteirão todo ou gritos ensurdecedores durante a relação-prazerosa-sem-fins-reprodutivos. Mas vocês hão de concordar comigo que um gemido sussurrado no ouvido, que evolui para um ruído mais forte, e torna-se um som característico e arfante, aí sim, quase um urro... bem, vocês hão de concordar – é excitante, porra!

Mas o Doido não emitia um som sequer. Nenhum. Não chamava meu nome. Não dizia palavras picantes devidamente contextualizadas. Não gemia alto. Nem baixo. Não gemia. Nada. Juro para vocês. E não, ele não era inglês. Dizem que eles são bem contidos. Mas só estou esclarecendo a dúvida, claro! Caso perguntem...

A única reação dele era morder os lábios e fechar os olhos apertadamente, de modo que parecia estar fazendo força, sabem? Comecei a transar olhando para a cara dele, só para ter certeza do momento exato do ápice da relação-prazerosa-sem-fins-reprodutivos, já que era difícil saber tendo por base as reações de praxe. Depois de quase 4 meses, comecei a achar que aquilo REALMENTE me incomodava.

DIAGNÓSTICO: Libiduum Contidus ou Síndrome do Tesão Retido (STR). Comecei achando que fosse (FASM) – Falta de Atração Sexual por Mim. Mas todos os outros sintomas me fizeram ver que que não era este o caso. Agradeci a Santa Madonna Ciconne e parti para o que achei ser uma solução, afinal – vocês tem de concordar comigo - em alguns nichos, essa "quietude" do rapaz, não seria considerada um problema.

TRATAMENTO EFETUADO: Primeiro eu perguntei se EU tinha algum problema (é sempre bom descartar esta possibilidade). Diante da negativa do moço, perguntei a razão pela qual ele era tão "quietinho". Ele não soube me responder. Disse que sempre foi "silencioso" (palavras dele). Expliquei com todo jeitinho, que ele poderia se soltar mais, ser mais "ruidoso" e que aquilo era uma espécie de termômetro, para que eu soubesse o quanto ele estava curtindo o momento e blá, blá, blá. Eu sei que esta conversa pareceu ridícula, mas atire a primeira pedra quem nunca puxou uma "DR" desnecessária!

O caso é que funcionou. Na medida do possível. Um mês depois, ele já murmurava meu nome, o que eu considerei um grande avanço. Percebi que na verdade, era o jeitinho dele (/Xuxa).

N. A.: Cada um tem a sua maneira peculiar de demonstrar prazer e quando a gente gosta, estas particularidades se tornam marcas registradas que as vezes divertem, as vezes excitam, as vezes excitam AND divertem. E eu adoro sexo divertido, vocês não?

N. A.: Obviamente que eu também tenho as minhas particularidades e que elas também devem ser ridículas (não, não vou citá-las aqui, beijos!). Lembrei-me também de um namorado que chamava pela mãe (Ai, mãe! Ai, mãe!) no meio da coisa. Ele jurou que não pensava na senhora mãe dele naquele exato momento e que era o "calor da sensação". Nunca pensei muito nisso, mas sinceramente, a explicação nunca me convenceu de verdade...

Para ler ouvindo Love is NOISE, do Verve. Eu amo Verve (Ficadica *pisc*), e esta musica tem tudo a ver com o post, não tem? Peço q deem uma olhadela no clipe (AQUI) e depois me contem se curtiram. A musica é perfeita!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O caso do doido carcereiro

Caso clínico:
Homem, 31 anos, moreno, alto, adEvogado. Fetichista e dominador. Eu o conheci por meio do meu perfil fake no Orkut, na comunidade “Dita Von Teese” (diva-rainha do burlesque! – aqui ). Ok, Orkut é muito last season, mas esta história também tem mais de dois anos. Então vamos lá.
Começamos a conversar sobre preferências e logo descobri que o doido curtia pés. Achei uma vantagem para ele, já que adoro carinhos nos meus. Por cerca de 2 meses nós conversamos por email, Orkut, MSN e similares. Ele demorou um tanto pra me mandar foto, mas até que era bonitinho e pegável. Só que na época eu estava solteira sem dever nada pra ninguém e mantinha contato com outro doido fetichista de São Paulo também. Como diz a Brid, “não me julguem, beijos!” Esse outro doido era bem mais rápido e decidido do que o primeiro, o que levei bastante em conta pra começar logo a sair com ele.
Assim, o doido adEvogado-dominador-podólatra acabou ficando de lado. Vez ou outra ele ainda me mandava um email pra manter contato. Até que seis meses depois o fluxo de emails começou a ser mais frequente. Notei que ele finalmente queria uma coisa mais objetiva e, estando desimpedida, investi na paquerinha.
Nós nos encontramos num pub muito aconchegante que fica na Vila Madalena, aqui em São Paulo. Fui de sandália para garantir que ele não demoraria tanto a se aproximar de fato. A conversa começou bem agradável e ele me pareceu ser bem tranquilo. Achei que, finalmente, eu teria uma sessão de podolatria bacaninha.
Porém, ele cometeu dois erros bem grandes. Vamos ao primeiro deles: ele começou a me contar que estava saindo também com outra menina. Submissa, escrava, whatever (jargão fetichista).
Nota: tudo bem que de vez em quando a gente acaba falando de outros relacionamentos em um primeiro encontro, aconteceu comigo já, mas, né? Vamos evitar. Pelo bem do bom primeiro encontro.

Ele ficou me contando as qualidades da sua “empregada” (palavras dele), da incrível capacidade que ela tinha de servi-lo, fazendo comida, lavando, passando e abrindo a cerveja pra ele. E, claro, de ser obediente na hora das relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos.
Nota: depois desse discurso eu tive uma crise de bocejos fulminante. Eu acho muito, mas muito chato mesmo essa coisa de usar a desculpa de ser fetichista pra tornar a mulher uma diarista não-remunerada. Acho dygno quem curte, mas essa história de submissão pra mim só rola no sexo ou devidamente contextualizada. Se extrapola, beijo-vai-ver-se-tô-na-esquina.

Bem, ele continuou me contando que estava com a escravinha há dois meses, mas que só agora estava adestrando a moça e que estavam tendo finalmente uma semana de 24/7 (quando a relação de dominação e submissão se dá 24 horas por dia em 7 dias da semana).
Para tentar tornar aquilo um diálogo e afastar o sono, perguntei:
- Adestramento em tempo integral? Como está sendo?

E ele cometeu, então, o segundo erro bem grande:
- Está sendo muito bom. Ela está presa no meu apartamento desde quarta-feira
(oi, era sábado). E eu vou te levar para fazer companhia a ela.
Diagnóstico:

Num primeiro momento, fiquei entre diagnosticá-lo como portador da Síndrome de Rick (SR), mas depois também pensei numa Síndrome de René (MR).
Explico: Rick é o personagem de Antonio Banderas em Ata-me! (aqui), do Almodóvar. Pra quem não viu, resumindo porcamente é assim: Rick sai de uma clínica psiquiátrica, vai atrás de uma atriz, por quem é apaixonado, e amarra a moça numa cama até que ela se apaixone por ele.
Já René é um personagem de um livro chamado “A história de O” (aqui), que é sadomasoquista. René é amante de O e a leva a um castelo próximo a Paris para fazer de O sua escrava por meio de práticas e adestramentos.
Tratamento aplicado:

Eu fiquei uns bons segundos pensando nas palavras “presa”, “apartamento” e “companhia”. E gastei outros longos segundos olhando para o doido, esperando que ele gritasse: “Rá! Pegadinha do Mallandro!”. Mas ele não gritou.
O que fazer,né?
Saio correndo?”, “digo que vou ao banheiro e vou embora?”, “faço algum tipo de ameaça?”, “peço para o garçom chamar a polícia?”, foram algumas das ideias que me passaram pela cabeça. Porque sou dessas, apocalíptica e drama queen.
No entanto, achei prudente terminar a história de uma maneira que ele não ficasse irado com minha recusa. Então me fiz de louca, loka, ALÔCA! Comecei o meu monólogo “vítima mode ON” sobre minha ojeriza a lugares fechados, sobre como aquele pub outrora aconchegante estava me sufocando e sobre o meu show quando fiquei presa no elevador da minha repartição pública. Eu superexagerei a história da claustrofobia e do número de cartelas de tarja preta que eu já tomei na vida. Emendei dizendo que eu teria um ataque de pânico se ficasse presa com a menina no apartamento dele. Ah! E que eu temia pelo bem-estar físico da moçoila.
Se ele eu fosse, não teria acreditado, é claro. Na verdade, não sei se ele acreditou, mas pelo menos mudou de ideia e me deixou ir embora. Ainda voltou a me mandar uns dois emails, mas deve ter percebido, no final das contas, que sua ideia não agradou.
Anotações posteriores:

- Ele tinha um apartamento na Grande São Paulo e não um castelo próximo a Paris, o que afeta substancialmente o efeito do tal adestramento e até mesmo do “convite” para o adestramento.
- Eu até acho a história de ficar presa num apartamento vivendo de relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos bem interessante. Mas com alguém interessante também. E que tenha propostas mais interessantes do que serviços domésticos também.
Para ler e depois assistir ao vídeo da leenda Dita Von Teese em Sanremo (aqui).
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Esclarecimento

Na semana passada, houve um episódio muito constrangedor envolvendo o Sou
Para-Raio de Doido. Muitos já devem saber, mas acho que é bom esclarecer aqui. Um texto da Brid (O caso do Doido Carnavalesco, leia abaixo) foi plagiado por outro blog, o que inicialmente poderia até confundir os leitores. Afinal, quem plagiou quem?
Acho que vale a pena dizer que nós NUNCA faríamos algo do gênero. Nossas
histórias são nossas, escritas somente por nós mesmas e toda vez que a história não é nossa, nós damos créditos. Ainda que sejamos personagens/fake, não usamos o anonimato para pegar ideias alheias para escrever os posts. Eu teria muita vergonha se isso acontecesse aqui. A Brid mais ainda. Acima de tudo, ética. E a ética pode ser usada pra tudo na vida, não é?
A situação já foi esclarecida com a responsável pelo blog, então demos um
voto de confiança a ela e não vamos dar continuidade a esse episódio. O post/plágio foi apagado e era isso o que a gente queria.
De qualquer forma, obrigada a quem denunciou o plágio e a todos que se
manifestaram no Twitter, aqui nos comentários e nos comentários do outro blog. Caso vocês percebam isso novamente, avisem-nos, por favor.
Brid e Lee

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

O caso do Doido Carnavalesco


Lee e eu fizemos reunião de pauta e nos lembramos deste que não chegou a ser um "Doido Oficial" das "Pára-Raios", mas que teve seu lugar ao sol em nossas vidas. Ao menos pelo fato de até hoje, arrancar risadas em rodas de imprensa. Vamos ao caso:


CASO CLINICO: Homem, 24 anos (nós também tínhamos esta idade), cabelos pretos, olhos castanhos escuros, 1,80m, bom nível acadêmico (apesar de não nos lembrarmos a formação do moço) e boa aparência, o que, a priori, fez com que déssemos atenção ao rapaz.


Tínhamos ido passar o Carnaval bem longe das badalações, numa cidadezinha do interior paranaense chamada Telêmaco Borba. Imaginávamos que estaríamos salvas de "doidos-carnavalescos-sedentos-por-sexo", mas o que encontramos lá era uma versão bem parecida disso, com sotaque paranaense (que adoramos!).

Numa tarde, resolvemos chupar (ui!) um sorvetinho (o Carnaval de Telêmaco Borba não pode ser considerado um chamariz turístico, mas o sorvete, sim!) e o já citado rapaz estava na mesa ao lado da nossa, tomando uma Vaca Preta (êpa!). Olhou para nós duas e mais uma amiga que estava conosco. Tal amiga, até hoje é considerada uma "modernette", destas de cabeça aberta e coração bandido. Sentou-se (não sem antes pedir permisão) em nossa mesa (na verdade, sentou-se na cadeira, mas...ah, vocês entenderam!) despejou algumas perguntinhas bem básicas sobre de onde éramos, o que queríamos ser quando crescêssemos, nosso beatle favorito, e tal. A não ser pelo fato de sermos três e ele UM, achei que ele renderia uma história. Sigamos.

Após longa e agradável conversa, destemidamente, ele dispara a seguinte frase:


- Eu dou conta de vocês três,sabiam?


Assim, fora do contexto, fora da Nova Ordem Mundial, fora Collor, fora Sarney. Ele simplesmente largou a frase no meio da roda.

Reação Geral: (?!?)


LEE engasgou com o sorvete de pistache. Na verdade ela praticamente teve um acesso de tosse e quase convulsionou com o sorvete de pistache.


EU me recuperei no mesmo instante da culpa que estava sentindo por ter dito que meu nome era "Julia", que eu era poeta e que morava em Jacarezinho.


MODERNETTE ficou parada, olhando para a cara dele, acariciando (ui!) o canudo (ui, ui!) da Vaca Preta (êpa!) que tomava (ela também tomava uma Vaca Preta, é bom que fique claro.).


Neste instante, eu disse que tinha urgência em escrever alguns versos, que aquela cidade me inspirava muito e tal. Lee, percebeu a tática e já foi levantando, mas nossa amiga estava hipnotizada. Talvez pensando na capacidade do rapaz de "dar conta" de nós três. Juro que na hora, eu achei que tivesse ouvido "pagar a conta de vocês três", mas pela reação da Lee, eu percebi que tinha ouvido bem. O "telêmacoborbiano" realmente sugerira um Menáge a Catre.


DIAGNÓSTICO: FTM (Falta de Tato com Mulheres). Literalmente. Quem fala muito, pouco faz.


TRATAMENTO EFETUADO: É com revolta que temos de admitir que apesar de Lee e eu termos ido embora naquele instante, MODERNETTE ficou para comprovar as promessas de Terra Prometida que o rapaz havia feito. Ou seja, nosso tratamento não surtiu efeito e ele com certeza vai passar a vida jogando esta mesma conversa em rodinhas de moças, achando que estatiscamente, a margem de acerto é de 1 para 3.


NA: Segundo MODERNETTE, o rapaz não daria conta das três.


NA2: Eu, BRIDGET JONES não me chamo "Julia", não escrevo poesia e não moro em Jacarezinho. "Sópassabê!"


NA3: Quem puder em seus Twitters, divulgar que nós voltamos, ficamos gratas! Bloquearam (de novo) o meu aqui na empresa e a Lee não pode ficar entrando (ui!) toda hora. Mas só divulguem se gostarem, tá?

NA4: Não somos moralistas e não temos nada contra essa coisa de orgia e tal (eu mesma já tive a fantasia sexual de estar com TODOS os integrantes do Monty Python - quando jovens - claro!). Mas particularmente EU, sou egoísta. Não sei da Lee, qualquer coisa, perguntem para ela.


NA5: Comentem bastante, viu? Estamos super carentes de comments! Afinal, ficar todo esse tempo sem postar dá uma saudade danada!
NA5: Importantíssimo - Minha amiga Cintia está de aniversário (/Leila Lopes) e eu não poderei vê-la, pois ela esta na Argentina quebrando alguns corações maradônicos. Então, gostaria de dizer a ela (e lembrá-la) o quanto ela é especial! Queria lembrá-la de todas as vezes em que voltamos para casa morrendo de rir, todas as vezes que ficamos sentadas na mesa do bar morrendo de chorar e todas as vezes que ela riu do meu cabelo e eu ri dos casos dela (que são muitos, divertidos e servem de inspiração para que eu fuja de alguns doidos parecidos). Parabéns, gata. Esta homenagem não é muito (é quase nada), mas é o que eu poso te dar de mais valioso neste momento (fora o presentcheenho que está a caminho). É valioso porque não tem preço e nem prazo de validade. É para sempre, viu? Um beijo.

Para ler ouvindo: "I'll take you there" que faz parte da trilha sonora do filme "Threesome" que eu adoro e a Lee não gosta muito. Infelizmente, não achamos nada que fale de "Foursome", se é que existe este termo. Quem souber, pode sugerir nos comments, certo?


segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Só mais uma semaninha!

Quem nunca teve uma entrada (ui!) de ano complicada? Eu nunca, vou ser sincera. Mas 2010 começou complexo. Uma porção de planos, uma porção de dúvidas, mais um tantão de decisões adultas para tomar e falta de tempo.
Tal falta de tempo fez com que Lee e eu ficássemos sem nos ver, o que gerou um certo "delay" nas atualizações do blog, pois cada post é sempre avaliado por nós duas, num ritual maravilhoso regado a Sagatiba (Sagamojito para mim e Sagatropical para ela), em uma das mesinhas do bar Café Creme depois do trabalho, geralmente às quintas-feiras.
Isto não tem acontecido ja faz um tempo.
Mas apesar de não conseguirmos colocar no papel (nenhuma de nós duas rascunha direto no computador) as histórias que gostaríamos de contar a vocês neste ano, por algum motivo relativamente misterioso, tem se proliferado de forma espantosa!
É o ano dos Doidos!
Sim, com maiúscula. DOIDOS. Capitulado.
Engraçados, petulantes, sexies, inteligentes, encantadores, sedutores, litúrgicos, tendenciosos, mas sempre doidos.
Lee tem novidades. Acredito que boas, depende muito do ponto de vista do reclamante ou do reclamado.
Eu tenho plataformas de Planejamento Sentimental & Sexual (parece nome de livro feminino, né?). Não sei se as colocarei em prática, mas somente pelo simples fato de conseguir armazená-las ordenadamente na minha cabeça, já é um grande avanço.
Hoje, ainda não temos um caso escrito, revisado, teorizado e exposto. Temos divagações.
Vamos divagar muito este ano. É bom que saibam. E contamos com as divagações de vocês também.
O melhor de tudo é que voltar ao blog nos faz começar o ano de fato.
E semana que vem, estamos aí, voltando de verdade. Sim, porque agora, Lee e eu já reservamos o tempo necessário para nossas "reuniões de pauta". E tudo volta ao normal - antes do Carnaval, como imaginamos.
Ah, e feliz 2010! Atrasado, mas sincero.

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

O caso das Doidas Atrasadas

Este começo de ano não tem sido fácil.

Pedimos mil desculpas pelo atraso da nossa "volta" ao normal. Na verdade, não voltamos ao normal. Ainda não. Estamos organizando tudo (inclusive a nossa vida) e prometemos que a partir de semana que vem, toda semana haverá mais um caso.

Porque são muitos.

Não percam!