Para ler ouvindo Love is NOISE, do Verve. Eu amo Verve (Ficadica *pisc*), e esta musica tem tudo a ver com o post, não tem? Peço q deem uma olhadela no clipe (AQUI) e depois me contem se curtiram. A musica é perfeita!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
O caso do Doido Quietinho
Para ler ouvindo Love is NOISE, do Verve. Eu amo Verve (Ficadica *pisc*), e esta musica tem tudo a ver com o post, não tem? Peço q deem uma olhadela no clipe (AQUI) e depois me contem se curtiram. A musica é perfeita!
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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
O caso do doido carcereiro
Homem, 31 anos, moreno, alto, adEvogado. Fetichista e dominador. Eu o conheci por meio do meu perfil fake no Orkut, na comunidade “Dita Von Teese” (diva-rainha do burlesque! – aqui ). Ok, Orkut é muito last season, mas esta história também tem mais de dois anos. Então vamos lá.
Começamos a conversar sobre preferências e logo descobri que o doido curtia pés. Achei uma vantagem para ele, já que adoro carinhos nos meus. Por cerca de 2 meses nós conversamos por email, Orkut, MSN e similares. Ele demorou um tanto pra me mandar foto, mas até que era bonitinho e pegável. Só que na época eu estava solteira sem dever nada pra ninguém e mantinha contato com outro doido fetichista de São Paulo também. Como diz a Brid, “não me julguem, beijos!” Esse outro doido era bem mais rápido e decidido do que o primeiro, o que levei bastante em conta pra começar logo a sair com ele.
Assim, o doido adEvogado-dominador-podólatra acabou ficando de lado. Vez ou outra ele ainda me mandava um email pra manter contato. Até que seis meses depois o fluxo de emails começou a ser mais frequente. Notei que ele finalmente queria uma coisa mais objetiva e, estando desimpedida, investi na paquerinha.
Nós nos encontramos num pub muito aconchegante que fica na Vila Madalena, aqui em São Paulo. Fui de sandália para garantir que ele não demoraria tanto a se aproximar de fato. A conversa começou bem agradável e ele me pareceu ser bem tranquilo. Achei que, finalmente, eu teria uma sessão de podolatria bacaninha.
Porém, ele cometeu dois erros bem grandes. Vamos ao primeiro deles: ele começou a me contar que estava saindo também com outra menina. Submissa, escrava, whatever (jargão fetichista).
Nota: tudo bem que de vez em quando a gente acaba falando de outros relacionamentos em um primeiro encontro, aconteceu comigo já, mas, né? Vamos evitar. Pelo bem do bom primeiro encontro.
Ele ficou me contando as qualidades da sua “empregada” (palavras dele), da incrível capacidade que ela tinha de servi-lo, fazendo comida, lavando, passando e abrindo a cerveja pra ele. E, claro, de ser obediente na hora das relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos.
Nota: depois desse discurso eu tive uma crise de bocejos fulminante. Eu acho muito, mas muito chato mesmo essa coisa de usar a desculpa de ser fetichista pra tornar a mulher uma diarista não-remunerada. Acho dygno quem curte, mas essa história de submissão pra mim só rola no sexo ou devidamente contextualizada. Se extrapola, beijo-vai-ver-se-tô-na-esquina.
Bem, ele continuou me contando que estava com a escravinha há dois meses, mas que só agora estava adestrando a moça e que estavam tendo finalmente uma semana de 24/7 (quando a relação de dominação e submissão se dá 24 horas por dia em 7 dias da semana).
Para tentar tornar aquilo um diálogo e afastar o sono, perguntei:
- Adestramento em tempo integral? Como está sendo?
E ele cometeu, então, o segundo erro bem grande:
- Está sendo muito bom. Ela está presa no meu apartamento desde quarta-feira (oi, era sábado). E eu vou te levar para fazer companhia a ela.
Diagnóstico:
Num primeiro momento, fiquei entre diagnosticá-lo como portador da Síndrome de Rick (SR), mas depois também pensei numa Síndrome de René (MR).
Explico: Rick é o personagem de Antonio Banderas em Ata-me! (aqui), do Almodóvar. Pra quem não viu, resumindo porcamente é assim: Rick sai de uma clínica psiquiátrica, vai atrás de uma atriz, por quem é apaixonado, e amarra a moça numa cama até que ela se apaixone por ele.
Já René é um personagem de um livro chamado “A história de O” (aqui), que é sadomasoquista. René é amante de O e a leva a um castelo próximo a Paris para fazer de O sua escrava por meio de práticas e adestramentos.
Tratamento aplicado:
Eu fiquei uns bons segundos pensando nas palavras “presa”, “apartamento” e “companhia”. E gastei outros longos segundos olhando para o doido, esperando que ele gritasse: “Rá! Pegadinha do Mallandro!”. Mas ele não gritou.
O que fazer,né?
“Saio correndo?”, “digo que vou ao banheiro e vou embora?”, “faço algum tipo de ameaça?”, “peço para o garçom chamar a polícia?”, foram algumas das ideias que me passaram pela cabeça. Porque sou dessas, apocalíptica e drama queen.
No entanto, achei prudente terminar a história de uma maneira que ele não ficasse irado com minha recusa. Então me fiz de louca, loka, ALÔCA! Comecei o meu monólogo “vítima mode ON” sobre minha ojeriza a lugares fechados, sobre como aquele pub outrora aconchegante estava me sufocando e sobre o meu show quando fiquei presa no elevador da minha repartição pública. Eu superexagerei a história da claustrofobia e do número de cartelas de tarja preta que eu já tomei na vida. Emendei dizendo que eu teria um ataque de pânico se ficasse presa com a menina no apartamento dele. Ah! E que eu temia pelo bem-estar físico da moçoila.
Se ele eu fosse, não teria acreditado, é claro. Na verdade, não sei se ele acreditou, mas pelo menos mudou de ideia e me deixou ir embora. Ainda voltou a me mandar uns dois emails, mas deve ter percebido, no final das contas, que sua ideia não agradou.
Anotações posteriores:
- Ele tinha um apartamento na Grande São Paulo e não um castelo próximo a Paris, o que afeta substancialmente o efeito do tal adestramento e até mesmo do “convite” para o adestramento.
- Eu até acho a história de ficar presa num apartamento vivendo de relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos bem interessante. Mas com alguém interessante também. E que tenha propostas mais interessantes do que serviços domésticos também.
Para ler e depois assistir ao vídeo da leenda Dita Von Teese em Sanremo (aqui).
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Esclarecimento
Na semana passada, houve um episódio muito constrangedor envolvendo o Sou Para-Raio de Doido. Muitos já devem saber, mas acho que é bom esclarecer aqui. Um texto da Brid (O caso do Doido Carnavalesco, leia abaixo) foi plagiado por outro blog, o que inicialmente poderia até confundir os leitores. Afinal, quem plagiou quem?
Acho que vale a pena dizer que nós NUNCA faríamos algo do gênero. Nossas histórias são nossas, escritas somente por nós mesmas e toda vez que a história não é nossa, nós damos créditos. Ainda que sejamos personagens/fake, não usamos o anonimato para pegar ideias alheias para escrever os posts. Eu teria muita vergonha se isso acontecesse aqui. A Brid mais ainda. Acima de tudo, ética. E a ética pode ser usada pra tudo na vida, não é?
A situação já foi esclarecida com a responsável pelo blog, então demos um voto de confiança a ela e não vamos dar continuidade a esse episódio. O post/plágio foi apagado e era isso o que a gente queria.
De qualquer forma, obrigada a quem denunciou o plágio e a todos que se manifestaram no Twitter, aqui nos comentários e nos comentários do outro blog. Caso vocês percebam isso novamente, avisem-nos, por favor.
Brid e Lee
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
O caso do Doido Carnavalesco
Lee e eu fizemos reunião de pauta e nos lembramos deste que não chegou a ser um "Doido Oficial" das "Pára-Raios", mas que teve seu lugar ao sol em nossas vidas. Ao menos pelo fato de até hoje, arrancar risadas em rodas de imprensa. Vamos ao caso:
CASO CLINICO: Homem, 24 anos (nós também tínhamos esta idade), cabelos pretos, olhos castanhos escuros, 1,80m, bom nível acadêmico (apesar de não nos lembrarmos a formação do moço) e boa aparência, o que, a priori, fez com que déssemos atenção ao rapaz.
Tínhamos ido passar o Carnaval bem longe das badalações, numa cidadezinha do interior paranaense chamada Telêmaco Borba. Imaginávamos que estaríamos salvas de "doidos-carnavalescos-sedentos-por-sexo", mas o que encontramos lá era uma versão bem parecida disso, com sotaque paranaense (que adoramos!).
- Eu dou conta de vocês três,sabiam?
Assim, fora do contexto, fora da Nova Ordem Mundial, fora Collor, fora Sarney. Ele simplesmente largou a frase no meio da roda.
LEE engasgou com o sorvete de pistache. Na verdade ela praticamente teve um acesso de tosse e quase convulsionou com o sorvete de pistache.
EU me recuperei no mesmo instante da culpa que estava sentindo por ter dito que meu nome era "Julia", que eu era poeta e que morava em Jacarezinho.
MODERNETTE ficou parada, olhando para a cara dele, acariciando (ui!) o canudo (ui, ui!) da Vaca Preta (êpa!) que tomava (ela também tomava uma Vaca Preta, é bom que fique claro.).
Neste instante, eu disse que tinha urgência em escrever alguns versos, que aquela cidade me inspirava muito e tal. Lee, percebeu a tática e já foi levantando, mas nossa amiga estava hipnotizada. Talvez pensando na capacidade do rapaz de "dar conta" de nós três. Juro que na hora, eu achei que tivesse ouvido "pagar a conta de vocês três", mas pela reação da Lee, eu percebi que tinha ouvido bem. O "telêmacoborbiano" realmente sugerira um Menáge a Catre.
DIAGNÓSTICO: FTM (Falta de Tato com Mulheres). Literalmente. Quem fala muito, pouco faz.
TRATAMENTO EFETUADO: É com revolta que temos de admitir que apesar de Lee e eu termos ido embora naquele instante, MODERNETTE ficou para comprovar as promessas de Terra Prometida que o rapaz havia feito. Ou seja, nosso tratamento não surtiu efeito e ele com certeza vai passar a vida jogando esta mesma conversa em rodinhas de moças, achando que estatiscamente, a margem de acerto é de 1 para 3.
NA: Segundo MODERNETTE, o rapaz não daria conta das três.
NA2: Eu, BRIDGET JONES não me chamo "Julia", não escrevo poesia e não moro em Jacarezinho. "Sópassabê!"
NA3: Quem puder em seus Twitters, divulgar que nós voltamos, ficamos gratas! Bloquearam (de novo) o meu aqui na empresa e a Lee não pode ficar entrando (ui!) toda hora. Mas só divulguem se gostarem, tá?
NA5: Comentem bastante, viu? Estamos super carentes de comments! Afinal, ficar todo esse tempo sem postar dá uma saudade danada!
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Bridget Jones
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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
Só mais uma semaninha!
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Bridget Jones
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
O caso das Doidas Atrasadas
Este começo de ano não tem sido fácil.
Pedimos mil desculpas pelo atraso da nossa "volta" ao normal. Na verdade, não voltamos ao normal. Ainda não. Estamos organizando tudo (inclusive a nossa vida) e prometemos que a partir de semana que vem, toda semana haverá mais um caso.
Porque são muitos.
Não percam!
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