Eu detesto términos por não saber lidar bem com eles.
Nunca substituí pessoas na minha vida. Sempre acumulei: um doido nunca preencheu o lugar de outro. Ao contrário do que dizem por aí, achar um novo amor pra esquecer outro jamais tinha funcionado comigo. Os novos doidos iam sendo encaixados nos espaços não ocupados pelos anteriores e os doidos anteriores permaneciam lá de alguma forma.
Talvez por não gostar de términos, os fins de ano sejam tão torturantes para mim. Eu gosto de começos. Ou, pelo menos, de durantes. Claro, essa frase não se aplica a tudo em minha vida.
Mas neste ano que passou muita coisa aconteceu com Dra. Lee e ela teve de aprender na marra a dizer “adeus” sem que isso significasse um “até breve”, pois o “até breve” não cabia mais em sua vida. Ela aprendeu que nem sempre dá pra deixar as pessoas adormecendo dentro dela até que uma reviravolta aconteça. Coisas incríveis só acontecem com os personagens de filmes da Sessão da Tarde. Assim, Dra. Lee deixou de colocar vírgulas na história com seu Doido Mais Antigo (aqui) e escreveu o capítulo final.
OK, tudo isso que escrevi não foi nada animador. Devo estar sob influência ainda do último filme que vi. (500) Dias com Ela. Vocês já assistiram? Pois assistam, é um filme muito verdadeiro sobre o amor. E acho que isso que estou escrevendo fará um pouco mais de sentido depois que vocês conhecerem a história de Summer e Tom.
Só que não foi apenas de términos e aprendizagens forçadas que foi feito o ano de Dra. Lee. Assim como a Summer do filme, Dra. Lee acordou um dia, lá no finalzinho de 2008, e percebeu que o doido que estava ao lado dela era alguém muito especial e esse doido se tornou seu namorado. Agora, no finalzinho de 2009, essa história completou um ano. Durante 2009, o romance de filme que ela e Mr. Holloway viviam em fevereiro (vejam o post aqui) começou a ficar mais parecido com a realidade.
Eu descobri, por exemplo, que o Doido Namorado se atrasa para todo e qualquer compromisso, o que, acreditem, me deixa absurdamente irritada. Brid sabe bem como é. O Doido Namorado nasceu 30 minutos atrasado e tenta descontar esse tempo sempre que vamos a algum lugar. E eu detesto perder o começo dos filmes no cinema.
Por outro lado, o Doido Namorado descobriu que eu canto muito mal. Nas competições de Rock Band que acontecem no apartamento de um casal amigo, nós sempre perdemos por minha culpa. Eu não sei tocar nenhum tipo de instrumento. Musical. Então me resta cantar. E cantando eu consigo ser pior do que a Cameron Diaz na famosa cena do filme O casamento do meu melhor amigo (veja aqui). Ao contrário dela, não tenho a menor vergonha de cantar em público, mas eu deveria. Brid também sabe bem disso. Ah! E o Doido Namorado detesta perder no Rock Band.
Escrevendo esse monte de bobagens, eu só queria dizer que aprendi a descer um pouco das nuvens em 2009 e passei a viver um amor de verdade. Isso implica conhecer os defeitos do outro e tolerar (juro que estou tentando superar os atrasos, assim como ele tem dito que meu vocal é terrível, mas que me adora mesmo assim). São exemplos fúteis, claro, mas que servem para ilustrar um pouco do que anda acontecendo. E é isso o que fica da minha retrospectiva sentimental.
*****
Eu adoraria ter feito um post de fechamento engraçado como a Brid faria. Mas eu sou a própria Drama Queen e, quase sempre, me sinto mais à vontade escrevendo assim. Desculpem-me.
Obrigada a todos pelos comentários deixados, pelas participações especiais, pelos e-mails, pelas histórias que alguns compartilharam com os leitores do Para-raio. Não teria sido um ano tão legal aqui se não fossem todos vocês.
Para vocês lerem ouvindo Green Eyes (aqui), do Coldplay, que Brid e eu adoramos. E é a música que o Doido Namorado diz ser nossa (minha+dele). Awn.
Green eyes
You're the one that I wanted to find
And anyone who tried to deny you must be out of their mind
Bom Natal pra quem é de natal.
Feliz 2010 para todo mundo.
Em janeiro a gente volta.
Agora preciso ir. São 23h30 e o Doido Namorado está buzinando freneticamente lá no portão. Ah, claro, a gente tinha marcado às 23h. :D
Nunca substituí pessoas na minha vida. Sempre acumulei: um doido nunca preencheu o lugar de outro. Ao contrário do que dizem por aí, achar um novo amor pra esquecer outro jamais tinha funcionado comigo. Os novos doidos iam sendo encaixados nos espaços não ocupados pelos anteriores e os doidos anteriores permaneciam lá de alguma forma.
Talvez por não gostar de términos, os fins de ano sejam tão torturantes para mim. Eu gosto de começos. Ou, pelo menos, de durantes. Claro, essa frase não se aplica a tudo em minha vida.
Mas neste ano que passou muita coisa aconteceu com Dra. Lee e ela teve de aprender na marra a dizer “adeus” sem que isso significasse um “até breve”, pois o “até breve” não cabia mais em sua vida. Ela aprendeu que nem sempre dá pra deixar as pessoas adormecendo dentro dela até que uma reviravolta aconteça. Coisas incríveis só acontecem com os personagens de filmes da Sessão da Tarde. Assim, Dra. Lee deixou de colocar vírgulas na história com seu Doido Mais Antigo (aqui) e escreveu o capítulo final.
OK, tudo isso que escrevi não foi nada animador. Devo estar sob influência ainda do último filme que vi. (500) Dias com Ela. Vocês já assistiram? Pois assistam, é um filme muito verdadeiro sobre o amor. E acho que isso que estou escrevendo fará um pouco mais de sentido depois que vocês conhecerem a história de Summer e Tom.
Só que não foi apenas de términos e aprendizagens forçadas que foi feito o ano de Dra. Lee. Assim como a Summer do filme, Dra. Lee acordou um dia, lá no finalzinho de 2008, e percebeu que o doido que estava ao lado dela era alguém muito especial e esse doido se tornou seu namorado. Agora, no finalzinho de 2009, essa história completou um ano. Durante 2009, o romance de filme que ela e Mr. Holloway viviam em fevereiro (vejam o post aqui) começou a ficar mais parecido com a realidade.
Eu descobri, por exemplo, que o Doido Namorado se atrasa para todo e qualquer compromisso, o que, acreditem, me deixa absurdamente irritada. Brid sabe bem como é. O Doido Namorado nasceu 30 minutos atrasado e tenta descontar esse tempo sempre que vamos a algum lugar. E eu detesto perder o começo dos filmes no cinema.
Por outro lado, o Doido Namorado descobriu que eu canto muito mal. Nas competições de Rock Band que acontecem no apartamento de um casal amigo, nós sempre perdemos por minha culpa. Eu não sei tocar nenhum tipo de instrumento. Musical. Então me resta cantar. E cantando eu consigo ser pior do que a Cameron Diaz na famosa cena do filme O casamento do meu melhor amigo (veja aqui). Ao contrário dela, não tenho a menor vergonha de cantar em público, mas eu deveria. Brid também sabe bem disso. Ah! E o Doido Namorado detesta perder no Rock Band.
Escrevendo esse monte de bobagens, eu só queria dizer que aprendi a descer um pouco das nuvens em 2009 e passei a viver um amor de verdade. Isso implica conhecer os defeitos do outro e tolerar (juro que estou tentando superar os atrasos, assim como ele tem dito que meu vocal é terrível, mas que me adora mesmo assim). São exemplos fúteis, claro, mas que servem para ilustrar um pouco do que anda acontecendo. E é isso o que fica da minha retrospectiva sentimental.
*****
Eu adoraria ter feito um post de fechamento engraçado como a Brid faria. Mas eu sou a própria Drama Queen e, quase sempre, me sinto mais à vontade escrevendo assim. Desculpem-me.
Obrigada a todos pelos comentários deixados, pelas participações especiais, pelos e-mails, pelas histórias que alguns compartilharam com os leitores do Para-raio. Não teria sido um ano tão legal aqui se não fossem todos vocês.
Para vocês lerem ouvindo Green Eyes (aqui), do Coldplay, que Brid e eu adoramos. E é a música que o Doido Namorado diz ser nossa (minha+dele). Awn.
Green eyes
You're the one that I wanted to find
And anyone who tried to deny you must be out of their mind
Bom Natal pra quem é de natal.
Feliz 2010 para todo mundo.
Em janeiro a gente volta.
Agora preciso ir. São 23h30 e o Doido Namorado está buzinando freneticamente lá no portão. Ah, claro, a gente tinha marcado às 23h. :D