segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O caso da Doida Bridget Jones


Esta semana é meu aniversário. Minha idade, não importa, de fato é o de menos. O que importa é como me sinto, o que é desastrosamente mais difícil de descrever do que simplesmente dizer quantos anos estarei completando e ponto final. Eu poderia simplesmente ignorar o fato, mas o papai Jones sempre disse que é melhor colocarmos nossos medos diante de nós. E "diante de mim" é em frente ao meu rosto, no monitor do meu PC.

Eu sempre fui uma pessoa complicada e hoje em dia, começo a entender a razão de ser um pára-raio de doido. Começou aos seis anos, com Lúcio. Lúcio era um menininho lindo, parecido com o "pequeno príncipe". Loirinho, olhinhos claros, sabia escrever e fazer continhas de adição e subtração aos 6 aninhos. Um prodígio! O exato perfil dos caras pelos quais me interesso até hoje – bonitinho na medida certa e inteligente.

Eu nunca disse que gostava dele, simplesmente porque eu já agia como ajo hoje em dia, mas só hoje em dia eu me dei conta disso: eu simplesmente não demonstro meu afeto. Eu espero que demonstrem. Minha sábia irmã diz que é "necessidade de segurança e medo de rejeição". Eu acho que é orgulho. A Lee acha que é charme e Jung acha que é "Inconsciente Coletivo". Com tanta gente querida me analisando, fica difícil não ser meio confusa. Mas eu estou tentando justificar minhas maluquices e não é este o objetivo deste post.

Parei de gostar de Lúcio em dois minutos, quando o vi conversando com Camila, uma menina loira, com os cabelinhos cacheados. Ela era bonita, mas nem sabia distinguir as "famílias" de letras. E não era um atraso natural, pois ela era adiantadinha o suficiente para passar batom da Moranguinho e pintar as unhas de rosa bebê. Eu a desprezava. E naquele exato momento, eu o desprezei também, por gostar dela (ela também tinha o dentinho da frente meio marrom, mas seria maldade demais citar o fato, então, façam de conta que não leram isso, beijos).

Eu era sábia aos seis anos. Sinplesmente mudei o foco. E aprendi a tocar flauta doce.

Lúcio me ensinou que eu sabia olhar para mim (e que talvez eu fosse uma criança megalomaníaca).

Aos 14, me apaixonei pelo Tico (este a Lee lembra bem). Ele tocava numa banda (os músicos – sempre eles) cover do Nirvana e era parecidíssimo com o Kurt Cobain. Inclusive na pseudo-vontade de morrer e na tendência para a depressão. Ainda assim, ele era o cara mais inteligente da escola. Ele era meu melhor amigo e ficamos juntos uma única vez, porque eu dizia que não era "menina de ficar".

Tico me trocou por uma japonesa lindíssima (que era "menina de ficar") e me ensinou que eu era sim, "menina de ficar"!

Aos 18 conheci meu primeiro namorado firme. Foi meu noivo. Aos 21 eu percebi que queria ser livre. Com ele aprendi que é bom ser livre.

Aos 21 aprendi a ser mulher. E a partir daí passei a descobrir coisas.

Descobri que quando a gente sofre por amor, este sofrimento é diferente para cada pessoa que passa na nossa vida. O mesmo acontece quando a gente gosta. Este é o clichê mais certo de todos. Mas nunca admitimos. Sempre achamos que um amor é maior do que o outro. É mentira. Só é único. A palavra certa seria "peculiar". Descobri também, que eu posso ser covarde e corajosa em uma mesma situação, tomando a mesma decisão. Perceber isso, dói. E a gente chora de dor, não chora? Eu choro. E fui descobrindo coisas e mais coisas. Nos livros, nos discos, nos versos exagerados do Neruda, (Leiam meu preferido Aqui) e nos casos doidos de cada doido.
(Talvez eu seja a única pessoa formada em Letras que não gosta de poetas. Eu gosto simplesmente de Neruda. E Neruda é mais que isso.)
E hoje, quando eu olho para trás, eu percebo o quanto é difícil crescer. Aliás, crescer nem tanto, porque eu nunca fui lá muito grande. Mas amadurecer é um processo difícil e leva tempo. Tempo este que eu imaginei que já tivesse perdido demais. De qualquer forma, é delicioso perceber que eu me orgulho das minhas atitudes infantis tanto quanto das maduras. E mesmo estando com medo de entrar nesta nova fase da minha vida, eu não tenho medo de ser infantil. Simplesmente porque eu sou uma mulher que erra, mas que acerta também.

É a primeira vez em alguns anos que eu vou passar o meu aniversário sozinha, no sentido romântico da palavra. Mas é também a primeira vez, em anos que eu me sinto completa. Este ano, não me dei ao trabalho de organizar nenhum tipo de comemoração especial. Não precisa.

Eu tenho tudo o que eu preciso neste momento.

Tempo.

Para ler ouvindo Silent Lucidity do Queensryche. Quem me conhece sabe o quanto esta música é importante para mim. A letra é linda, a melodia é perfeita. E sim, eu choro quando ouço (principalmente quando eu lembro do episódio da "Lobismuié" da série Supernatural, que eu amo!), mas se me perguntarem, eu nego!
Update: O meu aniversário na verdade, é apenas na sexta feira, viu? Voltem todos por aqui para felicitar-me! Mas podem sijogar nos comentários sobre a minha "Midlife Crisis". Eu e Mike Patton agradecemos de todo coração!

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

O caso do Doido Encantado

Éramos namorados já fazia uns 3 meses e eu achava ele mais bonito do que eu. Esta frase já resumiria todo o meu calvário nesta relação fadada ao fracasso, mas eu sou destas que tenta. E é tentando que a gente quebra a cara, já dizia o Vovô Jones.

CASO CLÍNICO: Homem, 27 anos (na época), jornalista, ilustrador (eu adorava a parte do "ilustrador") e pseudo-poeta, estatura mediana, olhos pretos e os cílios mais lindos que eu já vi na minha vida.

Momento Confissão Inconfessável:
Antes de mais nada, devo confessar aqui uma particularidade minha: sou ciumenta. Mas eu não tenho ciúme de coisas normais e sem razão, também não sou louca, né? O meu ciúme é como um super-poder que surge após algum tipo de estímulo, como o Hulk, por exemplo, que precisa ficar com raiva para se tornar verde, forte e ter diastema nos dentes.

Eu nem chamaria de ciúme. Eu chamaria de "intolerância ao incômodo de imaginar alguém é mais atraente do que eu para o ser vivente que tem relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos sazonais com a minha pessoa". Intolerância ao Incômodo, que fique bem claro. A partir do momento que me incomoda, eu desapego da figura e perde a graça. Simples assim! Não é o caso de me chamar de paranóica, claro que não. Mas, eu já tive 20 anos de puro desequilibrio mental. Tempo bom que não volta mais!

Voltando ao caso:
Acontece que o moço em questão era, além de bonito, dado (opa!) a alguns prazeres mundanos. Um deles era assistir a apresentações de dança do ventre no restaurante de um amigo nosso. Ambiente familiar, comida boa, que mal há nisso, não é mesmo, minha gente? Nenhum mal, desde que você não seja EU e seu namorado não seja um tarado pervertido que fique babando feito um adolescente-punheteiro-que-nunca-viu-mulher-na-vida (perdão pelo vocabulário, mas nesses casos a coisa tem de ser dita de forma crua)! A moça dançava pelos quatro pontos do salão com seu cinto feito de moedinhas e ele parecia um bobo, hipnotizado, rindo a toa! Até que num determinado momento, ela veio pertinho dele, deu uma paradinha estratégica, sacudiu os quadris e virou as moedinhas na altura do umbigo. As moedinhas ficaram ali, paradinhas. Se até eu me impressionei, imaginem o Doido Encantado? Naquele exato instante, eu tive uma epifania.

Vou fazer Dança do Ventre.

Eu teria que ver os olhos dele brilhando daquele jeito. Era algo pessoal. Eu, que na época já estava as voltas com uma arte não muito feminina chamada Paintball, decidi largar as camuflagens e encarar uns véus e uns cintos de moedinhas. Não deveria ser mais difícil do acertar meu inimigo com uma arma de tinta, deveria? Pois é. Mas era.

Matriculei-me. Eu precisava virar as moedinhas no umbigo! Aquilo passou a ser um objetivo de vida. Um obessão! Não pelo doido, mas por mim mesma! Eu ia nas aulas, mas também fazia todos os exercícios em casa. Depois eu passei a fazer todos os exercícios também durante o trabalho. Não podia ver um espelho, um vidro, um reflexo que fosse que já estava eu, paralisando os ombros e mexendo os quadris discretamente. Dava aquela olhadela furtiva para certificar-me de que não havia ninguém olhando e fazia o "oito" com a cintura. Acreditem, eu fechava os olhos para "sentir" o movimento. Eu exercitava os quadris na cama, para cima e para baixo, na posição mais erótica e patética que se possa imaginar (sim, esta posição, quando executada sozinha e ao ritmo de Tarkan é patética). Treinava os "olhares" no espelho. Treinava o "serpentear" da cintura e dos braços o tempo inteiro. E por fim, comecei a andar por aí com o tal cinto de moedinhas por baixo da roupa, para poder treinar na fila do banco ou do supermercado.

Passaram-se meses.

Nesses meses, descobri que cada vez que eu via o Doido Encantado babando no "Ali Babar" (sugestivo, né?), assistindo as meninas dançarem, minha libido diminuía. Acreditem, ele me deixava totalmente de lado. Isso me constrangia de verdade! As relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos foram ficando metódicas, frias, regradas e cada vez mais raras. Ele não fazia idéia de que eu estava lá dando duro (êpa!) para virar as tais moedinhas. O namoro ia. Lembro-me que a Lee achava "linda" esta minha "devoção" pela dança. Principalmente porque "a Brid não é muito de pensar em realizar o desejo do outro". Palavras dela. Eu sou sim! Desde que também seja o meu desejo, oras!

O caso é que eu acabei ficando boa naquilo. Aprendi a "Dança dos 7 véus" e por fim, aprendi a virar as moedinhas no umbigo. Com paradinha estratégica, sem paradinha estratégica, com candelabro na cabeça e com espada equilibrada no baixo ventre (não tentem visualizar, beijos!).

O grande dia havia chegado. Eu iria dançar para ele. Fomos para o apartamento dele, ensaiamos algumas preliminares na sala e eu pedi para esperar (normal. Eu sempre peço para escovar os dentes antes da relação-prazerosa-sem-fins-reprodutivos). Parapetei-me, tomei um calmante, um remédio para Labirintite, uma Neosadina e fui. Dancei, minha gente! Dancei, dancei (/Cauby Peixoto), como num musical da Brodway! Num ritual de dança deste tipo, o homem não toca a mulher, só olha. Ele conhecia bem o ritual e estava paralisado, hipnotizado, encantado, e... bem, ele estava bem mais do que isso.

Pausa para explicações & DIAGNÓSTICO: (eu sei que o post está longo, mas todas as minhas ações são contextualizadas e não quero ninguém me xingando de doida desequilibrada, sem saber do terço todo. Depois, podem mandar ver!): No decorrer do meu namoro, descobri que Doido Encantado era mau. Muito mau. Mau mesmo.
Fim da pausa para explicação.

TRATAMENTO APLICADO: Sei que era chegada a hora do Gran Finale. A música já estava no fim. Foi quando eu cheguei bem pertinho dele e fiz!

A virada das moedinhas no meu umbigo.
O movimento da barriga, perfeito.
A paradinha e a última jogadinha de quadril para o lado direito.
Antes que ele parasse de respirar, eu olhei para ele e disse:

Viu? Eu também consigo!

Vesti minha calça jeans surrada, calcei o All Star e fui direto para o Paintball. Afinal, é delicioso atirar bolinhas de tinta nos outros. Relaxa e descarrega toda a raiva e sede de vingança.

Deixei lá o cinto de moedinhas.

Nunca mais dancei.

Para ler ouvindo Tarkan, (o homem mais lindo dazarábias) cantando "Bounce" e Shakira com "Ojos Asi". Porque dança do ventre é "crássico", mas eu sou pop.

Upadate: A pedidos, então - vou contar porque ele era mau. Ele estava tendo relações-prazerosas-e-libidinosas-sem-fins reprodutivos com a minha melhor amiga (não, não era a Lee). Foi a primeira vez que eu me decepcionei com alguem que eu gostava muito. No caso, ela.


Observação, créditos e agradecimentos:

1. Show do Faith No More. Eu me senti novamente com 15 anos. Assim que apareci em frente à minha mãe e perguntei se a saia pregueada e o coturno estavam bonitos, ela disse: "Você tá ridícula!", eu tive certeza de que eu estava perfeita! Encontrei por lá Doido Pioneiro, saracoteando sua credencial de "Banda" e sendo gentil. Nota Mental: não pensar sobre isso. Ah, e é claro, desta vez eu pude cantar "Midlife Crisis" (aqui) com propriedade. Porque eu ainda não tenho trinta e poucos, mas gritei, pulei e bati cabelo como se já tivesse. Antes eu cantava porque era uma adolescente rebelde.

2 . Esta história era para ser uma das primeiras do blog, lá no comecinho, quando ninguém nem nos lia direito. Mas eu fui deixando, deixando, deixando. Um pouco porque eu tinha vergonha de admitir que sou ciumenta, outro pouco porque eu não queria dizer porque o Doido Encantado era mau (e nem vou dizer), e outro pouco porque esta coisa de dança do ventre nem é minha cara. Mas todo mundo já fez alguma coisa que não tivesse nada a ver com a gente, por algum motivo maluco e sem explicação razoável, né?

3. A Jaqueline fez outro post citando um dos meus doidos dentistas. Vale a pena dar uma chegadinha lá no Dentistas Online. Está cheio de diquinhas de saúde bucal. Acho útil. E tem também as piadinhas do Doutor Maikel que divertem e instruem. Prestigiem!

4. Queria agradecer a dona Luciana, que é fá do Franz Ferdinand, dos Strokes é gatinha e tem dinheiro na caixinha. Ela que me passou os links que estão aí em cima! Adicionem a menina, gente!
5. Agradeço também ao meu amigo Mysteriousman que além de muito phynno, dá a dica para as musicas dos posts, que eu sempre acato quando não são exageradamente sarristas. Desta vez, ele sugeriu El Arby do Khaled. Porque hoje o post foi todo Pop, né? Nada Cult. Na-di-nha!

domingo, 8 de novembro de 2009

O caso dos doidos amigos

Como muita gente sabe, no sábado os paulistas puderam rever o Faith No More no Maquinária Festival. Brid e eu estávamos lá, num clima de pura magia e sedução na área VIP. Quase pudemos tocar naquele ser bizarro e gostoso chamado Mike Patton quando ele desceu do palco pra gritar bad words com a galera. Ok, eu sei que “quase” não vale nada, mas, enfim, fiquei a um metro daquele que foi meu ídolo na adolescência. E fã se contenta com pouca coisa mesmo. Até com um beijinho, muá, jogado de longe. :D
Bem, mas eu disse tudo isso porque durante o show do FNM eu acabei me lembrando de uma história, e me deu vontade de contá-la aqui.


Caso clínico:
Homem, 21 anos, estudante, cabelos e olhos castanhos, fã de Faith No More.
Mulher, 19 anos, estudante, cabelos loiros e olhos castanhos, fã de Faith No More.
Eles se conheceram nos corredores da faculdade, no dia em que ele usava uma camiseta do Faith No More. Conversar sobre a banda foi só um pretexto pra ela se aproximar dele. Ela sempre o via na faculdade e o achava estranho. Um estranho interessante. Tímida, ela precisou recorrer ao Mike Patton e a Epic quando o viu sozinho no corredor. Não, ele não parecia o Mike Patton (pena...). Mas ele se lembrava do vídeo de Epic que passava todo dia no Clip Trip, da TV Gazeta.
Ao contrário do que ela imaginou, o doido não era tão estranho, mas demorou algumas semanas até convidá-la para sair. Enquanto isso, continuaram as conversas de corredor, agora não mais só sobre o Faith No More, mas sobre as várias coisas que tinham em comum. Não sabiam muito bem precisar o que sentiam, mas eles se gostavam em algum nível entre gostar-pra-conversar e gostar-pra-beijar.
Um dia ele convidou a doida para conversar enquanto tomavam algumas cervejas, e ela, feliz, aceitou. Eles se beijaram no bar, conversaram, se beijaram, e ela dormiu na casa dele. Depois desse dia, começaram um jogo que até hoje não se sabe quem ganhou.
Ele não queria namorar. Ela queria namorar, só que nunca disse isso pra ele porque tinha medo de assustá-lo, já que ele não queria namorar. As conversas continuaram, mais frequentes até do que antes, mas os dois jogavam na defensiva. Difícil saber qual dos dois era melhor zagueiro.
Vez ou outra ficavam juntos, mas os dias seguintes sempre eram preenchidos pelo distanciamento de quem não queria que o outro achasse que as coisas estavam ficando sérias. Então voltavam a se falar como bons amigos. E eles funcionavam bem como bons amigos.
Às vezes ela tinha vontade de dizer que sentia saudades dele nos fins de semana, mas essa vontade sempre passava quando o doido dizia a ela que havia conhecido uma menina incrível no sábado.
Às vezes ela dizia a ele que tinha um carinho grande por ele, mas ele retribuía com um “eu também” e um beijo no rosto.
Um dia, cansada de esperar algo do doido, ela começou a sair com outro rapaz. Quando o doido soube, disse que ficava feliz por ela. Mas ela não ficou feliz por ele ficar feliz por ela.
Quando ele contou a ela que estava saindo com outra menina da faculdade, a doida disse que achava “legal” e que torcia para que o relacionamento deles desse certo. À noite, em casa, ela chorou baixinho no ombro do seu travesseiro.
Enquanto as conversas de corredor continuavam, os relacionamentos de ambos com outras pessoas começaram a ficar sérios. Feliz, o doido apresentou a namorada à doida. Não querendo ficar por baixo, a doida também apresentou o namorado ao doido e se mostrou, também, muito feliz. Existia praticamente uma disputa entre eles pra ver qual felicidade era maior.
Até que chegou a formatura e o fim das conversas no corredor. Eles tentaram ainda continuar os diálogos pelo telefone e pela internet, mas saber que ele estava bem ao lado da namorada deixava a nossa doida egoísta muito triste. Então, ela preferiu se afastar sem dizer que um dia tinha gostado dele e que esse gostar, numa escala que ia do gostar-como-amigo ao gostar-como-namorado, sempre tinha ficado no grau máximo.
*****
Anos depois, ela descobriu que, na época, o doido também gostava muito dela e tinha vontade de tê-la não só como amiga. Mas quando ela soube disso o mundo já havia girado demais.
Diagnóstico inicial:
Os dois sofriam de Covardia Aguda e Terminal (CAT), Excesso de Autopreservação (EA) e Fobia de Rejeição (FR), associados ao desenvolvimento de uma Síndrome do Não-Quero-Ficar-Por-Baixo (SNQFPB).
Tratamento indicado:
Se na época eu pudesse ter indicado um tratamento a eles, eu teria recomendado a Sinceridade Kamikaze (SK).
Não gosto de coisas não-ditas, embora hoje eu ainda tenha uma porção delas.
Anotações posteriores:
Ela não encontrou o doido no show do Faith No More, mas tem certeza de que ele estava lá com uma camiseta da banda.
*****
Para ler ouvindo Faith No More, claro, em São Paulo. Os vídeos não são nossos porque a chuva e a multidão não nos deixaram gravar nada. Mas dá pra ter uma ideia do que vimos de pertinho.
Música para os doidos deste post: Epic (aqui).
Alguns dos momentos incríveis do show:
- Reunited (aqui);
- Easy (aqui);
- Stripsearch (aqui); e
- Digging the Grave (aqui).