segunda-feira, 28 de setembro de 2009

O caso do Doido Pioneiro


Lee e eu somos um tanto cruéis uma com a outra. As vezes objetivas demais. Mas fazemos isso de forma equilibrada, onde a sanidade e o bom senso imperam. Conversando sobre relações passadas, numa mesa de bar, já com alguns mililitros de alguma substância lícita, porém alucinógena e mortificante (Sagatiba com Absinto?) em nossas correntes sangüíneas, ela lançou-me o desafio, depois que eu afirmei ja ter superado TODOS os casos, relações e envolvimentos que tive. Num momento de crueldade típico de nossa amiga, ela desafiou-me a escrever sobre "Doido Pioneiro", que aqui chamaremos simplesmente de "Eddie". Ainda que eu diga, que eu grite e que eu "crame", ela não acredita que eu consiga falar dele com naturalidade e bom humor. Talvez seja pelo fato de eu me recusar a falar dele. Mas esse detalhe ficará esclarecido mais para o final do texto. Naturalidade eu garanto, já o bom humor... Confira!

CASO CLÍNICO: Homem, 2,05m de altura (a Lee pode comprovar), olhos castanhos claros, cabelos claros, já rareando, músico profissional (era músico de apoio numa banda famosa e tocava baixo numa Jazz Band, sem falar na formação acadêmica invejável – ele tinha feito mestrado em Berkeley). Eu frequentava o bar onde ele se apresentava aos sábados. Eu, num destes rompantes de comediante, decidi escrever num guardanapo uma música, que eu queria que eles tocassem. Eu nunca fazia isso, mas sabe lá deus o porquê, aquele dia eu estava inspirada e o destino estava pronto para tirar uma com a minha cara. Eu mesma entreguei a ele o guardanapo, escrito com letra de bêbada.

EDDIE (ao micofone): Recebemos aqui, um pedido especial. "You can leave your hat on" do Joe Coecker. Bem, devemos dizer que nós só tocamos esta com stripers. Se a pessoa que pediu estiver disposta, a gente toca!(Vale dizer , para quem não conhece, que esta música é um "crássico" dos American Bar's e Night Clubs, perdendo apenas para "Poison" do Alice Cooper.)

Ao dizer isto ele olhou para mim, riu e e fez a introdução da música, mas não tocou. Eu fiquei roxa, mordi o lábio, desviei os olhos e pensei: Eu quero este cara na minha cama! Não me julguem. Eu estava bêbada. E só tinha 20 anos. E estava bêbada. Com 20 anos. Bêbada. É.

Foi uma noite longa, eu estava com amigos, de carona, portanto fui embora. Mas voltei na semana seguinte, como eu fazia todas as semanas, oras! E mais uma vez, no meio da apresentação, ele tocou um trechinho da introdução da música e fez a seguinte piadinha interna: "Eu estou com vontade de tocar esta música faz uma semana. Mas preciso de motivação." Deu uma olhadela para o baterista, fez uma careta para mim e riu. Também ri, afinal, não sou de ferro, né? Mas não foi nesta noite que o conheci de fato. A brincadeirinha boba se repetiu mais algumas semanas, até que numa noite em um dos intervalos, ele foi até minha mesa, colocou uma palheta branca em frente ao meu copo e disse: "Preciso que você me devolva isso depois, pode ser?". Fiz que sim com a cabeça. E fui lá devolver depois da apresentação.

Eu queria dizer que ele foi um arrogante. Queria dizer que ele tinha um papo muito chato. Queria dizer que ele não tinha senso de humor. Mas eu não vou poder dizer. Após nove horas de conversação ininterrupta (sim, nós ficamos conversando por NOVE horas) eu pensei: Não preciso deste cara só na minha cama. Preciso deste cara na minha vida! E começou minha via crucis. Meses depois, eu era a namoradinha oficial do Eddie.

Queria poder dizer que eu tive dignidade e depois da quinta vez que encontrei ele aos beijos com alguma desconhecida no backstage, eu terminei e fui viver minha vida. Mas eu não fiz isso. Sou brasileira e não desisto nunca.

Queria poder dizer que depois do milésimo porre que ele tomou e eu tive que levá-lo para casa, dar banho, e por para dormir, eu decidi deixá-lo. Mas eu não fiz isso. Dignidade é para os fracos. E eu era praticamente o Conan da força interior. Dignidade pra quê?

Segui nesta vida. Briguei com a Lee por causa dele, afinal, "ele tinha idade, mas não era maduro. Eu precisava ajudá-lo, estar perto. Ele era brilhante, um gênio (de fato era, sem ironia), só que tinha este dois defeitinhos pequenos que eu iria consertar: Mulherengo (mas ele era músico, então, não conta) e bebia (mas ele era músico então não conta)." Sim, este parágrafo foi recheado de sarcasmo, beijos!

Certo dia, depois de quase um ano nesta vida de "Sid & Nancy", ele quis falar comigo. E disse estas palavras:

"Bridget, eu já tenho 36 anos, sou um cara que gosta da vida que tem. Eu não pretendo parar com os meus vícios, não pretendo ser pai, não pretendo me casar, não pretendo ter uma vida ortodoxa, eu gosto do que sou e gosto do que eu vou me tornar. Você tem 20 anos e tem estes sonhos, eu sei que tem. Toda menina da sua idade tem. E eu estou impedindo você de conhecer alguém que queira tudo isso com você. Blá, blá, blá garota mais incrível do mundo. Blá blá blá nunca vou esquecer como você é. Blá blá blá vai ser melhor para você."

Poderia apenas ter dito: "O problema sou eu e não você!" Eu teria entendido da mesma forma. Eu teria reagido da mesma forma. Eu não teria escutado, da mesma forma. Só anos mais tarde eu entendi exatamente o que ele quis dizer. E ele estava certo.

DIAGNÓSTICO: Como já fizemos aqui algumas vezes, vou dignosticar-me. Não precisa ser o Doutor House para saber que não era lupus. Era só a primeira vez que eu amava alguém, e como toda a primeira vez a gente nunca sabe como agir. Potencializa as sensações. Acha que é eterno. Acha que é o último. Acha que é. Só acha.

TRATAMENTO EFETUADO: Eu o apaguei da minha vida, até conseguir apagá-lo da minha mente, o que veio a acontecer algum tempo depois com um pouco de condicionamento. Ele virou uma espécie de assunto proibido. Não foi fácil, afinal foi a primeira vez que eu me condicionei a apagar alguém da minha vida (sim, este é um método que utilizo ainda hoje – recomendo.) Nesta época, eu ainda tentei substituí-lo o mais rápido possível, de forma aleatória e desenfreada o que não agravou e nem ajudou o processo. Fica a dica.
Nunca mais o vi. Teoricamente.

A grande revelação vem agora e por esta, aposto que nem a Lee esperava. Eu superei o Eddie, alguns meses atrás quando decidi vê-lo tocar, no mesmo bar, talvez sentada na mesma mesa de sempre. Vesti-me de forma simples, tomei um calmante, um remédio para labirintite, uma Neosaldina e fui. Fazia bastante tempo que não nos víamos, mas eu já tinha retomado contato por e-mail. Ele sabia que eu estaria lá. Quando cheguei ele foi me receber e o fez da forma mais legal possível – um abraço, longo e apertado! E fez também a mesma piada do strip tease, desta vez apontando para mim, lá do palco. Ele riu, eu ri e naquele momento eu tive certeza absoluta que não o queria mais na minha cama, sequer na minha vida. Talvez na minha mesa, quando eles terminassem de tocar. Apenas para rir de novo da piada do mamute. Ou para que ele me chamasse mais uma vez de "Pequeno Polegar" e eu rebatesse chamando-o de "Chewbacca". Como nos velhos tempos.

Talvez agora até pudéssemos ser amigos, talvez não. Depois dele, eu encontrei muita gente interessante. Muito, mas muito mais interessante e não faço mais tanta questão da amizade de alguém hoje em dia, tão distante. Daquela época, a única coisa que ficou foi a referência. Ele foi meu primeiro padrão de "homem ideal".

Pois é.

Para ler ouvindo "For No One" (link aqui) dos Beatles. Coincidentemente, a letra tem tudo a ver com o texto que está mais longo do que o normal, mas é um daqueles textos que são como filhos, sabe? Eu li, reli, apaguei, desisti, voltei atrás, cortei duas páginas e agora ele está aí! Foi difícil.

Nota das Autoras: BRID está sem Twitter. Bloquearam o Twitter na empresa dela e até que ela consiga subornar o rapazinho de TI, ela ficará sem este canal de comunicação, tão importante para a divulgação dos posts (apesar de já termos lido que divulgar o próprio post no Twitter é contra as regras de etiqueta twitteira). Então, caso você tenha lido (e curtido) pode divulgar para a gente, né? A Lee vai tentar divulgar o máximo que ela puder, mas contamos com o apoio de vocês e com a certeza de que temos leitores fiéis.

"Eddie" é um nome fictício. Qualquer semelhança com fatos e personagens é mera coincidência. A não ser que você seja EU.

Lembrando também que podem continuar mandando histórias de doidos/doidas para nós. A partir da semana que vem, nós voltamos a contar casos se leitores. A não ser que a Lee tenha coragem de contar o caso do "Doido Patão". Sim, Lee – é o meu desafio para você!

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

O caso do doido cobra-cega

Hoje contarei a história da Josyê, nossa leitora já há algum tempo. Escolhi este caso clínico pra dar continuidade ao tema “doidos-das-relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos” lançado pela Brid na semana passada. Josyê chamou este doido de “sexualmente excêntrico”, mas eu achei pouco preciso, visto que o buraco era mais embaixo (trocadilho infame).
Caso clínico:
Homem, 23 anos, moreno claro, olhos castanhos, saradíssimo. Lindo e lutador de vale-tudo. Pausa dramática nº 1: ok, nada contra a profissão, acho ótimo. Nossa leitora mal acreditou quando conseguiu, finalmente, sair com este Vítor Belfort melhorado.
Eles se conheceram em um chat de voz, do tipo Disk Amizade, Chatline e afins. Pausa dramática nº 2: Josyê, amiga, saia dessa vida. Ok, eles mantiveram conversas bastante frequentes pelo telefone antes de partir para o real. As conversas eram picantes, mas eles não faziam sexo (foi a Josyê que pediu para deixar isso claro). E pelo conteúdo desses telefonemas, nossa leitora ficou bem interessada no rapaz. Ele era, além de lutador de vale-tudo, um professor do séquisso. Ulalá.
Pois bem, resolveram marcar um encontro depois de algum tempo . E, já que nenhum dos dois era bobo nem nada, foram logo para a batcaverna. O doido foi buscá-la em casa com uma moto superpotente e nossa leitora começou a aumentar suas expectativas.
Chegando ao motel, o moço resolveu começar as preliminares com um bom vinho. Achei chique. E engatou um papo sedutor? NOT. Ele queria falar de suas aventuras como lutador de vale-tudo e das histórias sangrentas que havia presenciado. Conversa ideal para quem quer fazer sexo com alguém.
Depois de certo tédio inicial de nossa leitora, o moço resolveu mostrar serviço. Pausa dramática nº 3: Josyê ficou um pouco preocupada quando viu o “membro” (a palavra “membro” é tão pudica! E eu nunca a uso!) do rapaz, pois era, de fato, grande. Só que na hora do vamuvê, foi aquela coisa: ajeita de um lado, ajeita de outro e nada do rapaz introduzir o “membro” na nossa leitora.
Ele ficava fazendo movimentos em cima do clitóris dela, o que, num primeiro momento, agradou muito a Josyê. E é legal mesmo, né? Porém, ele ficou ali por um tempo demasiadamente prolongado e, certa hora, nossa leitora disse que ele fazia movimentos como se quisesse encaixar seu amigão por ali mesmo. Como se houvesse uma entrada ali!
Josyê tentava se mexer de modo que o rapagão entendesse que o buraco era mais embaixo, mas ele insistia em ficar no local errado! Nem a orientação gestual de nossa colega fez com que ele entendesse. Isso continuou por tanto tempo que nossa leitora começou a divagar sobre o passado sexual do doido. Seria ele virgem?!?
Diagnóstico:
Acho eu que o doido da Josyê sofria de Paus Cegus (PC). Prefiro acreditar que o probleminha do doido estava no seu próprio "membro" grandão e desengonçado. Por que, né? O cara acreditar que é ali em cima que a coisa entra é complicado. Vamos pensar que a patologia estava no amigão bobão dele e não na cabeça. A de cima.
Ah! E caso ele estivesse em dúvida, eu aproveito a oportunidade para esclarecer: no canal urinário feminino não entra nada, beijos. Pelo menos eu nunca vi.
Tratamento aplicado:
Josyê deu uma de dominatrix. Jogou o rapaz na cama e passou para o comando da situação. Ela diz que o ato foi satisfatório, embora a cena com o doido cutucando, tentando empurrar seu “membro” no lugar errado, não tenha saído de sua cabeça o resto da noite.
Depois desse encontro, nunca mais se viram. Josyê é destas: impaciente com amigões grandões e bobões.
Tratamento que eu indicaria:
Caso nossa leitora quisesse repetir o doido, acho que teria tratamento para o caso dele: Adestramentus Penianus – opa! – (AP).
Acho que seria o único jeito. Com muito treino e muita paciência de nossa leitora, acho que o garotão chegaria lá sozinho. Ou não.
Eu tive um doido que TODA VEZ pedia para eu encaixar o "membro" dele em mim. E eu achava aquilo desanimador. Sério, pra quem gosta de ser dominada, um doido assim, meio preguiçoso, não funciona. Não segui adiante com o relacionamento por causa disso. E, como diz a Brid, não me julguem. Desejei uma boa vida a ele e bola pra frente! (Brid, tem uma piada interna aqui.)
Para ler ouvindo “Live alone”, com o Franz Ferdinand. A música não tem nada a ver com este post, mas é uma homenagem à organização do show deles aqui em SP, na próxima semana, que não nos deixou comprar dignamente os ingressos pra apresentação e nos fez vender o corpo, digo, mendigar os convites prozamigo. Gractas.

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

O caso do Doido Narciso


Para quem não sabe a Lindura é uma das minhas melhores amigas de blog, mas eu não escolhi a história dela só por ser incrivelmente doida. O doido que figura no caso, é um dos mais doidos que eu já vi. Confira:

CASO CLÍNICO: Homem, quarenta e poucos anos, alto, profissão irrelevante, porém, bom papo, o que já é meio caminho andado. Conheceram-se, lógico, na Internet, também conhecida como o Anticristo, ou o local onde a gente se acha antes mesmo de se perder. O papinho foi indo, a Linds foi se interessando, mas é claro que como toda boa moça, nada superficial que é, ela não se importava muito com fotos (erro grave, amigas – ficadica!). Deu-se que, quando recebeu uma foto do rapaz, não o achou lá grande coisa, mas já não fazia muita diferença: a curiosidade de Linds em conhecer o mancebo era maior do que a sanidade dela mesma (outro erro, mas quem não erra, não é mesmo, minha gente?). Toda essa curiosidade, vinha de e-mails calientes que eles trocavam. Linds mostrou-me alguns deles. Acreditem, eu também ficaria curiosa, beijos!

Não demorou muito, eles marcaram o encontro. Como a Linds, não é boba nem nada (/Dona Jura), rumaram para uma Bat Caverna da moda (Guia Playboy nota: 8). Linds já havia reparado que a foto não fazia jus ao rapaz. Era uma foto de corpo inteiro, mas meio desfocada (eu vi a foto). Pelo retrato (/gíria idosa), ele era "digerível". Mas meus amigos, é necessário dizer que o rosto do homem era o mapa da Lua, cheio de crateras e buracos negros. Praticamente o Lúcio Mauro. E feio. Leitores, não sou uma pessoa superficial (nem a Linds), mas havemos de concordar que existem pessoas feias neste mundo. Até aí, belezêra – a gente foca na personalidade e corre para o abraço! Era o que Linds pretendia fazer, pois ela é destas, que não faz desfeita. Teve uma boa educação. Admiro.

O que não foi dito aqui é que, do pescoço para baixo, o homem era um deus grego, esculpido em pedra sabão. Um Adonis, todo trabalhado na ginástica e na musculação. Sarado como um modelo dos clipes do Pet Shop Boys (clipe aqui). Segundo Linds (não há fotos para ilustrar de fato essa parte), dava para ver cada músculo de seu corpo, e seus glúteos perfeitos.

O então "Raimundo", não se fez de rogado (/Conto Erótico), e sem perder tempo (talvez com medo de que Linds mudasse de idéia) já foi logo tirando as roupas dele e dela (imagino a cena desesperada). Linds comenta que ficou com um certo receio de seus musculozinhos escondidos e tímidos por baixo de sua pele. Mas tal e qual Xuxa em "Amor, Estranho Amor", ela era "macia", mas ele não percebeu isso. Sabem o porquê? Ele estava interessado no próprio traseiro, meus caros leitores – literalmente. Linds começou a perceber que ele a agarrava de forma desprovida de senso, apenas para ver melhor seu lindo corpo nos espelhos espalhados por todo o quarto. Era algo meio polvo, meio lula, meio Dr. Octopus, olhando sempre para os espelhos, para ver em que ângulo ele ficava melhor. Puxava a moça em movimento de vai-vem, mas não necessariamente "copulando". Era um vai-vem maluco e desengonçado, de pé, uma espécie de esfrega-esfrega sem critério. Tive pena de Linds quando ela relatou-me tal fato e garantiu a veracidade da coisa.

DIAGNÓSTICO: Narcisismus Cronicus (NC), Autoestimaecumm Deturpacione (AD), Coitus Apressaduum (CA). E acne grau V. Para este caso, a gente recomenda peeling com uns 70% de ácido retinóico. Eu fiz quando tinha 13 anos. Super resolve – Ficadica!

TRATAMENTO EFETUADO: Num momento específico da "pegação" (se é que podemos chamar assim), ela disse que ele parecia a garota do filme "O Exorcista", tamanho era o esforço do moço para ver a própria bunda no espelho que ficava atrás dele. Nesta hora, Linds soltou um impropério forte (CENSURADO) mas que dava e entender que era melhor ele fazer justiça com sua própria bunda. Achei fino, até! Linds ergueu sua cabeça (a dela, lógico), vestiu suas roupas e tal e qual Scarlet O’hara, jurou nunca mais passar fome! Foi embora da Bat Caverna com sua honra intacta e fez uma plantação de pepinos gigantes genéticamente modificados em seu quintal. Ela, inclusive, sempre nos manda fotos. São lindos pepinos.

Conta a lenda que no outro dia, ele enviou um e-mail, reclamando de ter ficado lá sozinho e ter de arcar com todas as despesas da cara e dispendiosa Bat Caverna. O que além de tudo, só agrava o diagnóstico, colocando ele também na lista de doidos "canguinhas".

Nota da Autora: Lee e eu fomos a uma baladinha na sexta feira e ela estava com seu visual Sula Miranda (sainha e bota de montar – ui!). Eu estava com as minhas famosas botas de vaqueira e casaco xadrez. Esta informação é irrelevante, claro. Mas por motivos pessoais precisávamos postá-la. Perdemos uma aposta.

Para ler ouvindo "Zero" do Yeah Yeah Yeahs que, quem me conhece sabe: eu amo! E para deixar bem claro que Linds nem se abalou com o Doido Narciso, que na verdade é um zero na vida dela. Confira (aqui)!

Quem quiser conhecer melhor a Lindura, carinhosamente chamada por nós de Linds, pode segui-la no Twitter (aqui). Ela dá dicas de cultivo de pepinos gigantes, manda fotos deles e até amostras para os mais chegados. É puro brilho e esplendor. E se você ficou curioso, também pode lê-la (aqui) no blog "Os viúvos do BBB". Estou sempre por lá, dando (ui!) o ar da minha graça.

Sijoguem nos comentários, que eu estou ansiosa para saber se vocês curtiram!

terça-feira, 8 de setembro de 2009

Contagem Regressiva


Uma semana se passou e desde então, tenho a impressão de que "Madame Bovary são vocês!". Impressionante como cada caso que recebo é ainda mais hilário, emocionante, dramático e cinematográfico que os nossos. Recebemos desde uma garota que só se apaixona por gays, até a mocinha que namora um americano e é apaixonada por alguém que nunca viu (não, eles não são a mesma pessoa). Casos extremamente interessantes e que merecem muita atenção mesmo! Estamos adorando esta vida!

Lee e eu fizemos uma "reunião de pauta". Como todas as nossas reuniões de pauta, houve Sagatiba (agora acompanhada de Listerine Mint Advanced Super Control, que é meu novo vício), cremes para o corpo, hidratação capilar, sushi e nossos roupões roubados de um hotel no Chuí. Este ritual é sagrado e nos ajuda a pensar melhor nos casos (iríamos incluir strippers no plano, mas foi decidido que isso iria nos desviar a atenção da razão principal da reunião, que eu já nem lembro mais qual é, beijos).

Bem, o principal motivo desta reunião era discutir casos clínicos de vocês e o formato dos textos, já que vários leitores (adoramos a colaboração dos meninos nesta nova fase) tinham dúvidas de como deveriam enviar as histórias. Simples: Façam como quiserem! Escrevam um resuminho básico do caso ou então, se a história for mais complexa, escrevam um folhetim rodrigueano, não importa! Não precisam se preocupar com os "moldes" do blog, porque é aí que entram as doutoras aqui. Nós tranformamos sua história em caso clínico. Também percebemos a preocupação em diagnosticar os doidos, analisá-los e dar um tratamento digno. Pois querem a boa notícia? Deixem isso pra gente também, é nosso trabalho (se é que se pode chamar de "trabalho" duas garotas darem pitaco na vida alheia)!

Teremos também uma sessão nova, criada pela necessidade. A sessão ainda não tem nome e aceitamos sugestões, mas trata-se de um espaço em que responderemos perguntas simples sobre os doidos ou doidas, uma espécie de "oráculo" mais simplificado, onde daremos uma opinião abalizada sobre seu problema, ainda q ele seja simples demais para ser um "caso". Pedimos que para esta seção, vocês coloquem no assunto do e-mail: CONSULTORIA. Fica mais fácil para nós.

Continuem mandando suas histórias, seus pedidos, suas fotinhos (adoramos!), bombons Godiva, amostras de sabonete íntimo, flores, sugestões de leitura, convites de casamento, enfim! Estamos abertas (ui!) a todo tipo de manifestação.

Aguardem a semana que vem com um o primeiro caso de leitora (sim, já escolhemos e ela é mulher). Esperamos que todos vocês gostem e deem suas opiniões, inclusive (e principalmente) se não curtirem alguma coisa. As doutoras agradecem.

Estamos muito ansiosas para esta nova fase do blog. O blog não acabou, muito pelo contrário. As histórias também não acabaram. (Eu mesma ainda tenho histórias para escrever por um ano todinho sem repetir o doido, escrevendo 3 vezes por semana, beijos), mas falar de si, as vezes é cansativo. Principalmente quando as coisas estão meio paradinhas por causa de uma relação estável, ou meio agitadas demais, por algum outro misterioso motivo que não é minha culpa, oras! Eu sou confusa.

Para ler ouvindo "Evidence" do Faith no More, que embalou (adoro esta palavra) nossa bebedeira, digo, "reunião de pauta" durante toda a madrugada de sexta para o sábado. Não citaremos "Easy" por motivos de força maior.

Gractas.

LEE and BRID