segunda-feira, 27 de julho de 2009

O Caso do Doido Moralista


Bloqueio.

Bloqueio criativo? Bloqueio intelectual? Bloqueio psicológio? Não sei. Sei que eu tenho tido sérias dificuldades em agrupar os acontecimentos, transformá-los em idéias concatenadas e depois em texto minimamente coeso. Mas eu não poderia deixar de tentar. São tantas coisas para organizar que eu acabo deixando tudo para depois. E quanto mais eu espero, mais elas vão se misturando e embaralham-se ainda mais na minha cabecinha loira. Ops, eu disse loira? Na minha cabecinha morena de Mia Wallace. Muito prazer, eu sou Bridget Jones e agora tenho cabelos pretos. Lisos, na altura dos ombros e com uma espessa franja. Não há interesse relevante nesta informação, mas eu avisei que estava difícil concatenar as idéias.

E, claro, meu novo corte de cabelo é mais relevante para mim do que meu últimos doidos.

Estando eu solteira já há algum tempo, não me furto em dizer que tenho tido minhas incursões pelo mundo das mulheres avulsas, como vocês podem ver (aqui). Desisti de freqüentar as baladinhas e resolvi aceitar convites de gente que eu já conheço, ou apresentados por gente que eu já conheço. Deste jeitinho mesmo, como uma indicação de emprego. Costumo dizer que estou aceitando até convite para quermesses de vila. Ainda vou contar aqui como foram (ou tem sido) meus encontros, já que estou numa fase de tentativas. Ou, melhor dizendo, de tentativas-erro. Mais erro do que acertos, que fique claro.

Estou tentando ocupar o lugar de "Doido Imaginário" que é aquele doido que nós mulheres começamos a construir aos 14 anos e paramos no dia em que morremos. O meu "Doido Imaginário" gosta de Seinfeld, ri (e entende) TODAS as minhas piadas, tem todos os dentes e consegue utilizá-los com eficiência nas relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos. Vocês podem perceber que meu nível de exigência é inversamente proporcional ao numero de dias em que eu não pratico relações-sexuais-sem-fins-reprodutivos. Ao invés disso, tenho comido tofu e lido OSHO.

Numa destas tentativas, saí com "Doido Moralista". Vamos ao caso:

Caso Clínico: Homem, 30 anos, engenheiro, cabelos e olhos castanhos escuros, nariz levemente adunco (acreditem, eu adoro!), 1.75m, mãos lindas e cheiro amadeirado. Era a terceira vez que saíamos e as outras duas tinham sido agradáveis. Fora o fato dele dirigir como menina (câmbio automático. Eu sou terminantemente contra câmbio automático), eu achei que tudo estava saindo como o esperado. Todo aquele "blábláblá" de praxe, comida levinha, café no Starbucks, mais "blábláblá", convite para conhecer o apartamento dele (recusado), beijo de despedida (caliente, pero no mucho), seguido por novo convite e finalmente o terceiro encontro.
(É importante dizer aqui que eu não estava animada com a possibilidade de um relacionamento. Estava apenas tentando, para não dizerem que eu perdi a fé (o que definitivamente não aconteceu, eu só estou passando por uma "apatia momentânea", segundo Amigo Gay).)

Deu-se que ao fim do terceiro encontro, estávamos indo para o desconhecido. Toda mulher sabe que quando o homem dirige para o desconhecido, ou ele está indo para a o apartamento dele (no caso dele morar sozinho, ou em um ou outro caso, no caso dos pais dele terem sono pesado) ou para a Bat-Caverna (motel, hotel ou afins). Mas a burocracia pede que antes aconteça um diálogo estúpido, só para ter certeza de que a moça vai topar. Afinal, temos 15 anos.

Doido Moralista: Vamos para casa? Podemos ver (coloque aqui o nome de um filme qualquer) no DVD. Ou então ouvir um pouco de (coloque aqui o nome de um banda, cantor, ou estilo de música qualquer). Fora que eu comprei uns (coloquei aqui o nome de um petisco qualquer) para gente comer.

BRID: Pode ser.

Neste momento, a batalha estava ganha. Não a guerra, mas a batalha sim! Seria inútil eu resistir aos feromônios que ele exalava e ao mesmo tempo, eu meio que merecia uma noite relaxante com Seinfeld e dentes (exatamente nessa ordem, afinal, vocês sabem que sou dessas, mas há limites para isso, especialmente quando envolve Seinfeld). Mas é óbvio que como todo homem que não é o "Doido Imaginário" ele tinha que provar que as vezes ficar em casa comendo um tofu e assistindo a Seinfeld sozinha é a melhor saída para o stress desencadeado pela falta de relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos, com esta frase:

Doido Moralista: Eu sempre te achei linda, inteligente (sim, já nos conhecemos faz tempo), sempre tive vontade de sair com você (era o momento de parar, não?). E sinceramente, acho que você foi perfeita nessas vezes que saímos, não se insinuando (??), sendo comedida (???) e acho que agora é o momento certo (?!?) para tudo (TUDO?) ser mais legal.

Diagnóstico: Falsus Moralisticus (ou galã de quinta da Era Vargas). Nem sei o que comentar sobre tal patologia, pois eu sou Junguiana, e como tal, de vez em quando, curto um "sadismozinho" só de sacanagem. Não preciso dizer que minha vontade era esbofeteá-lo gritando: "You can act like a man!" imitando a voz do Marlon Brando, mas como eu disse, sadismo, só de sacanagem. Literalmente. E eu não tinha uma chibata e nem usava roupas apropriadas, como mandaria a ocasião.

Tratamento efetuado: Ao ouvir a frase disparada pelo paciente, eu logo fiz a tradução exata em minha cabeça (que ainda era loira) e ficou assim:

- Brid, ainda bem que você não deu para mim no primeiro encontro, ou no segundo. Caso contrário, não teria terceiro (sim, as paráfrases que eu faço são grosseiras e usam palavras da fina-flor do meretrício paulista, beijos). Mas agora já chega de enrolar, né?

Respondi então prontamente:

- Eu não fui comedida, eu fui espontânea. Se nada aconteceu entre nós dois até agora, foi porque eu não me senti suficientemente atraída para que acontecesse e sinceramente estou aliviada. Pensei que o problema estava em mim. Você é um cara legal, mas sinceramente eu não consigo pensar em estar com alguém que acha louvável que eu controle minha libido só para provar que eu tenho algum valor. Por favor, vamos para a casa. Para a minha, bem entendido.

Sim, pessoas. Eu usei quase estas mesmas palavras, pois eu já ensaiei este discurso. Aliás, eu já dei este conselho mil vezes, mas nunca imaginei que eu não saberia reconhecer um "Doido Moralista" logo de cara. Na verdade, nunca achei que fosse cruzar o caminho de um deles, pois a minha pré-seleção sempre filtrou estes tipos. Percebi, sinceramente que não sirvo para isso. Aliás, o meu problema não é com o moralismo (ou a falta dele) em si, mas sim com a hipocrisia da coisa. Surge então, todo o papo de elogiar minha conduta antes de nossa suposta prima nocte. Como se eu tivesse sido uma boa menina e merecesse alguma recompensa. Eu não mereço "recompensa" nenhuma. E é bom que ele saiba que eu sou uma garota má, no bom sentido, e que isto não é necessariamente ruim (nem bom). E só não vou falar mais sobre esse assunto porque não sou daquelas que queima sutiã e não tenho vocação para ser sindicalista, ou influenciar pessoas.

Não é segredo, eu jogo! Não é errado jogar, as relações são baseadas nisso. Mas a cada ponto ganho, no meu jogo – segundo as regras que eu gosto de seguir – ganha-se o direito de ver um pouco da tal espontaneidade que (dizem por aí) eu tenho.

Agora, se isso é bom ou ruim, cabe ao jogador descobrir no decorrer da partida e desistir (ou não) de jogar. A partir do momento em que eu não posso ser espontânea, não é mais o jogo adequado. Torna-se "dissimulação" e eu não sou destas, beijos!


Lembretes e notas mentais:

1. Nunca pedir para um amigo músico-sensível "ir lá na frente e tocar uma música que tenha a minha cara". Sempre há o risco dele tocar "Hard Woman" dos Rolling Stones. E isso pode não ser muito legal, considerando a letra da música (Aqui).

2. Tatuagens, sempre em número ímpar.

3. Acabei de ler "Nana", um mangá/shoujo. Nunca fiquei tão "tocada" com um mangá. Exceto por Death Note (sim, eu sou destas - que lê mangá).

Para ler ouvindo B.B. King com "Just a little bit of love", num cantinho obscuro do Bourbon Street, num dia daqueles. Mas daqueles mesmo, pois B.B. King requer "circunstância".

domingo, 19 de julho de 2009

O caso do doido babão

Caso clínico:
Homem, 28 anos, moreno, alto para os meus padrões, bonito. Faltou o “sensual”. Publicitário e podólatra. Eu o conheci quando fui a uma festa fetichista aqui em São Paulo. Pra entrar na tal festa, eu deveria seguir o dresscode, então caprichei no vinil preto e na sandália de salto.
Logo de cara o doido encarnou em mim. Bateu o olho nos meus pés e foi paixão à primeira vista pelas minhas unhas e solas. Aproveitando um momento em que eu já estava cansada de ver algumas encenações meio ridículas ele se aproximou. Estava muito bem vestido, com um terno preto impecável (Ricardo Almeida?!?), e trazia uma bebida pra mim. Começamos uma conversa até agradável naquele lugar estranho. Ele quis, então, ver meus pés mais de perto. Achei tranquilo. Ele tirou minhas sandálias e fez uma massagem muito boa até a hora de eu ir embora. Acabei dando meu telefone pra ele, mas achei que ele nem me ligaria visto que eu fiquei miguelando contato físico maior com ele a noite toda.
Apesar da previsão pessimista, ele me ligou e saímos uns dias depois pra jantar. Ele me parecia normal apesar de querer ver meus pés a cada pausa de diálogo. Achei obsessivo. No entanto, eu já estava ali com ele e não me custava muito aproveitar o fetiche do doido (e meu... cof, cof). Do restaurante nós fomos para o apartamento dele e aí passei a comprovar realmente quão fetichento o moço era.
Sim, toda a atenção dele estava nos meus pés. Ele até brincava com o “resto do meu ser” em alguns momentos, mas ele não esquecia da tara dele. Ele lambia meus pés, beijava, bebia vinho neles, passava leite condensado, lambia, lambia, lambia, mordia, passava no rosto e blá, blá, blá, tudo isso num ciclo infindável. Chegou num ponto em que eu estava com nojo dos meus pés de tanta baba que havia neles. Eu sempre gostei de carinhos podólatras, mas aquilo era demais pra mim. No, no, no.

Diagnóstico inicial:
Podolatria crônica (PC), Ideia Fixa (IF), Salivação Desregulada (SD).

Tratamento aplicado:
Aproveitei que ele achou que eu era A DOMINATRIX e mandei o doido parar com aquilo. Mais: ordenei (ho-ho-ho) que ele lavasse bem os meus pés e não tocasse mais neles pelo resto da noite. Funcionou, viu? Ele ficou naquele dilema imenso entre obedecer à Domme (eu! ui!) e continuar satisfazendo seu próprio fetiche, mas preferiu ser um “bom menino” e seguir à risca as minhas ordens. Lavou demoradamente (humpf!) meus pés e não mais mexeu com eles.

Depois desse episódio, não me encontrei mais com o babão. Mas meus pés não precisaram de hidratação por um bom tempo (ugh!).

Para ler ouvindo Cat Power, The Greatest, que é uma das músicas mais conhecidas da Chan Marshall. Fui com Mr. Holloway ao show dela no sábado e saí do Via Funchal babando (opa!) por ela.

domingo, 5 de julho de 2009

O caso do meu doido mais antigo (one more time)

Caso clínico:
Homem, 31 anos, 1 metro e 70 e poucos (como ele jura ter), magro, falante, lindos olhos castanhos. Achei que eu já tivesse falado suficientemente dele (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui; ufa!), mas ele sempre consegue fazer algo digno de post.
Na semana passada, eu estava “DE aniversário”, como disse Mysterious Man. Um dia leendo, tranquilo, cheio de presentes fofos (Brid, Dra. Bennet, Mr. Holloway: love you!), mensagens, e-mails e telefonemas de pessoas queridas.

Pois bem, saí do trabalho e fui para casa me arrumar para a festchenha. Eis que, quando chego em casa, me deparo com uma caixa do Correio cujo remetente era o “Doido Mais Antigo” e o endereço era “Chuí”. Nos meus aniversários ele sempre lembrava de mim e me ligava para desejar parabéns e implicar um pouco comigo. Dessa vez foi diferente. Gelei, tremi e abri a caixa numa velocidade ninja.

Na caixa havia uma cartinha (awn), um presente que ele comprou há tempos e que eu vivia pedindo para me mandar, um rosa vermelha e uma PASSAGEM para a cidade dele. Bege fiquei. Era o meu presente dos sonhos! Mas o presente dos sonhos até um ano atrás, quando eu ainda gostava daquele tranqueira.

Li a carta. Ele dizia coisas lindas a meu respeito, pedia desculpas por tudo que fez de errado comigo e pedia que eu fosse à cidade dele no fim de semana para comemorar meus vinte e poucos anos com ele. Naquela caixa estavam todas as coisas com as quais eu sonhei por quatro anos: o carinho e a lembrança representados pelo presente e pela rosa; a vontade de que eu estivesse com ele pela passagem; o que ele sentia por mim e o pedido de desculpas pela carta.

Eu não sabia o que fazer. Claro que não iria até lá por diversos motivos (o principal porque estou namorando e feliz, beijos!), mas achei que deveria responder de alguma forma sem magoá-lo porque eu o adoro e não queria que ele duvidasse disso. Ele acabou se transformando numa pessoa fundamental na minha vida, mas como amigo. Converso com ele quase diariamente sobre tudo, de bobagens cotidianas a devaneios que só nós dois entendemos, e, naquele momento, eu não sabia o que dizer a ele. Fui para o banho e deixei que algumas lágrimas insistentes se misturassem com a água.

Diagnóstico inicial:
O doido cujas inúmeras patologias já foram apontadas nos posts anteriores agora sofria de Arrependimentus Cronicus (AC), Sinceridade Tardia (ST), Dolores de Cotovelus Agudas (DCA) e de Paixão Quase Repentina (PQR).

Tratamento aplicado:
Eu tinha de falar com ele, mas eu estava muda. Sou péssima na arte de dispensar pessoas. Prefiro sempre deixar que o doido entenda que nossa história acabou e me dê um tchau a ter de fazer isso. Términos são tristes pra mim, mesmo que eu não sinta mais nada pelo doido (ou que eu nunca tenha sentido nada).

Continuei muda sobre aquele assunto, fui encontrar meus amigos e dar muitas risadas com eles. Só que meu celular tocou no meio da festchenha. Era ele. Mr. Holloway me fez um sinal com os olhos dizendo que eu deveria atender. Ok, respirei fundo.

Disse ao doido que eu tinha adorado os presentes, que ele realmente tinha conseguido me surpreender e que eu não esqueceria jamais do gesto dele. Mas disse, também, que eu estava namorando e não poderia aceitar a viagem até a cidade dele. Então, foi a vez dele de ficar sem palavras como eu imaginei que aconteceria. Afinal, ele sabe que estou namorando agora, mas esse assunto era, talvez, o único sobre o qual não falávamos nunca. Nunca mesmo. O doido prefere acreditar que meu doido namorado não existe e eu respeito isso. Só que eu não tinha como não falar sobre isso naquele momento, pois era tudo o que eu conseguia dizer.

Depois de um tempo em silêncio, ele falou:

- Vou cancelar as passagens. Mas te mando de novo um dia. Beijo.

E desligou sem esperar resposta.

Para ler ouvindo Hurt, com Johnny “The Legend” Cash.
*************************************
Para Mr. Holloway:

Eu sei que estou quebrando nosso acordo, mas eu tinha de dizer: lembrarei sempre do que fez durante toda a semana do meu primeiro aniversário com você na minha vida.
Pra você, recomendo Não me deixe só, com a Vanessa da Mata.
TVB. E é MUITO.

quinta-feira, 2 de julho de 2009

To Lee with Love!


Oi? Tem alguém aí?

Todas as segundas feiras eu falo com todo mundo, mas hoje, nesta quinta especial, eu quero falar com você, em segredo, só nós duas. Você é aquela branquinha linda, com jeitinho de nórdica e pose de fidalga? Aquela que diz as coisas mais certas nas horas mais apropriadas ("Claro que você consegue, Brid! Você não é burra!"), que me salva de todos os perigos da vida em que eu teimo em me meter (ui!) e que sempre faz com que eu me sinta a mulher mais linda do mundo, ainda que eu esteja um trapo? É, você faz tudo isso.

Você sabe que eu não sou a amiga que você merece ter. Eu queria muito ser mais. Queria ser mais protetora, mais sensata, mais gentil, menos egoísta. Queria poder te dar aquela máquina de fazer massagem nos pés, mas só consigo te apresentar doidos malucos que querem devorar seus dedinhos. Queria poder te apresentar um doido parecido com o Johny Deep, mas a única coisa que eu consigo é bancar a Sra. Wonka e te dar chocolate. Sim, porque você adora chocolate. Amargo.

Queria poder adivinhar o que se passa na sua cabeça como você adivinha o que se passa na minha ("Brid, admita! Você e fulano estão de rolo, né?"). Queria poder te dar os bons conselhos que você sempre me dá ("Brid, sai dessa vida! Você vai quebrar a cara!"). Queria poder te apoiar como você me apóia, mesmo discordando das minhas decisões estúpidas ("Talvez não dê certo, mas se por acaso isso acontecer, eu tô aqui!") e você está sempre certa. Queria ser com você a amiga que você é.

Eu queria te dar um pedacinho de mim. Só a parte boa. Mas como eu não posso, eu me dou inteira. A parte boa e a ruim. O pacote todo. E aqui embaixo, eu queria listar alguns momentos felizes, que nunca vão voltar, mas que ficarão para sempre na minha memória:

* Quando conseguimos juntas nosso primeiro emprego. E tudo dali para frente pareceu mais fácil.

* Quando você me deu o primeiro conselho sensato ("Não termina com ele não. Ele te ama, Brid!"). E ele de fato me amou por 4 anos.

* Quando passamos no Vestibular. E eu liguei chorando para contar para tua mãe. Do balcão da locadora em que eu trabalhava.

* Quando colamos grau. Juntas. E tiramos fotos do nosso diploma.

* Quando nos reunimos pela primeira vez em nossa vida com um professor para discutir um projeto. Meu livro estava cheirando perfume, lembra? Aquele homem foi nosso amor platônico aquele ano inteiro.

* Quando pela primeira vez enchemos a cara. Era seu aniversário e não conseguíamos nem subir as escadas do Centro Acadêmico. Era vinho da pior qualidade. Servido no copo de "prástico", mas e o garçon? Ah, o garçon a gente não vai esquecer nunca.

É super pessoal tudo isso, mas eu estou falando baixinho com você. Ninguém vai ouvir.

Eu te amo. Mesmo. E amanhã é tarde para te dizer isso. Eu digo hoje. Agora. Sempre.

Para ler ouvindo Ask Me do Smiths. Você sabe a razão.