domingo, 31 de maio de 2009

O caso do doido que não me queria

Fiquei pensando sobre que caso escrever esta semana e cheguei à conclusão de que queria falar sobre uma primeira vez minha também (Brid sempre lança temdemsyas). Mas essa primeira vez não foi das mais agradáveis, não. Lembro bem do dia em que recebi meu primeiro "não". Acho que dói um pouco até hoje, senão não estaria lembrando disso agora. Aliás, não foi o primeiro, mas foi a primeira bota que me fez perder o rumo de verdade.

Pelos e-mails que recebo dos leitores do blog, tenho a impressão de que alguns acabam achando que nossos relacionamentos sempre terminam por uma vontade maluca nossa. Não posso dizer que isso é mentira, mas é sempre bom lembrar que o blog é feito dos casos fail DELES, não tanto dos nossos (porque dos nossos erros nós já sabemos, beijos). Mas pra provar que temos outros tipos de história também e que já fizemos parte da mendicância, aqui está o post de hoje.


Caso clínico: homem.

Este foi o típico caso de alguém (eu) que gostava de outro alguém (ele) que não gostava de alguém (eu). E que terminou quando alguém (ele) se apaixonou por outro alguém (a outra).

Desde sempre tinha ficado combinado entre mim e ele que nosso relacionamento seria baseado em relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos, o que pra esta doutora aqui não foi muito satisfatório logo no início. Explico: a tal primeira relação-prazerosa com ele não tinha sido lá tão incrível. Mas eu sou dessas insistentes, sempre acho que o mancebo pode melhorar. Enfim, continuei saindo com ele nos meses seguintes sempre com a desculpa de que eu queria testemunhar a performance máxima do rapaz. E essa desculpa eu dava para os amigos e para mim mesma na tentativa de esconder aquilo que eu não queria reconhecer de maneira alguma: que ele tinha me levado no papo, que eu estava totalmente de quatro (uia!) por ele e que eu acreditava quando ele dizia que eu era a única na vida dele. Aham. De qualquer forma, o sexo continuava meia-boca, mas nossas conversas tinham mudado de tal forma que parecíamos dois namoradinhos. Eu achava.

Essa situação durou 8 meses. E muitos vão me perguntar: "SÓ 8 meses?!?" Sim, SÓ. Mas nos víamos praticamente todos os dias, o que foi tornando tudo intenso demais pra mim. Ele começou a fazer parte da minha vida, da minha rotina. E eu sentia falta quando não podia vê-lo, pois eu tinha me tornado dependente de tudo o que eu gostava nele: da inteligência, do bom humor, do jeito carinhoso comigo, do interesse pela minha vida, dos pequenos desabafos diários que ele ouvia, da intimidade. Poxa, pra mim isso tudo era namoro. Pra ele não. E quando ele percebeu que eu estava envolvida demais pra quem tinha aceitado sexo puro, ele me disse que era melhor a gente não se ver mais. Assim mesmo, sem muita cerimônia.

Fiz a japonesa nesse dia, fui educadíssima e fui pra casa conversar com meu travesseiro. Não sou de chorar por homem. Não que eu não sofra. Mas sempre acho que não vale muito a pena verter lágrimas por alguém que não pensa duas vezes antes de me magoar. Só que nesse dia, quando cheguei em casa, chorei por umas 4 horas seguidas; e nesse meio tempo eu liguei pra Brid, que ficou deveras preocupada comigo. Dormi, acordei, chorei. E esse ciclo se repetiu por mais alguns dias. Até que, em razão do meu pânico de histórias mal-resolvidas, comecei a fazer a mendiga mais miserável do mundo.

Liguei pra ele, mandei e-mail, mandei torpedo, tentei falar com ele pelo MSN. Nada. Pensei até em mandar telegrama, mas achei meio ridículo.

Fui até a casa dele. Fui até o trabalho dele. Liguei pra irmã, liguei para o melhor amigo, falei com a secretária dele. Nada. Pensei até em contratar aqueles serviços de mensagens por telefone. BRINCADEIRA!

Ele entrou em férias e foi visitar a família em Ubatuba. Mesmo odiando praia, fui até lá pra fingir que a gente tinha se encontrado por acaso, afinal, Ubatuba é cidade turística, né? Ele me cumprimentou rapidamente num restaurante e foi embora. Pensei em ir bater na porta da família dele, mas achei que minha sogra poderia não gostar. E desagradar sogra é fatal. Finalmente, passei a forjar coincidências em festas de amigos, eventos profissionais e afins.

Reconheço que eu fiz a Heloísa em vários momentos e que sinto vergonha por várias atitudes minhas. Eu não estava no meu estado normal. No entanto, essa história serviu de parâmetro pras outras que passaram pela minha vida. Nunca mais fiz essas coisas de novo, mesmo se o doido da vez valia a pena, porque dignidade é pra ser usada.

Diagnóstico inicial: Mendicância Pura (MP) da minha parte.

Tratamento aplicado: descobri que ele estava saindo com a vizinha dele. E que estavam namorando, vejam só. Cheguei a ligar pra ele quando soube da novidade e tive de ouvir que, sim, eles estavam juntos AND muito felizes, obrigado.

Voltei para o meu travesseiro. Chorei de raiva de mim por ter sido tão ridícula. Chorei de arrependimento por ter caído na conversa dele. Chorei de mágoa por ele ter me ignorado completamente quando eu quis entender o que tinha acontecido. Chorei por ter achado que a culpa de ele não me querer era toda minha. Chorei de ciúmes da outra e por ter achado que ele tinha me trocado por uma piriguete (discurso carregado de rancor, não liguem). Chorei como uma criança mimada que ganha um jogo pega-varetas no lugar do Playstation 3. Chorei porque me senti usada (sim, ele tinha meu consentimento parcial para isso, mas e daí?!?). Chorei porque nunca ninguém tinha sido tão ruim para mim e me magoado tanto. E chorei porque eu gostava muito, muito dele e achava que tudo poderia ter sido diferente.

Depois dessa noite não chorei mais por ele nem por doido nenhum. Tá, uma lagrimazinha ou outra, mas coisa pouca.

Não adiantou virem me dizer que "tinha sido melhor daquele jeito", que "ele tinha me feito um favor ao terminar comigo", que eu "ia achar coisa muito melhor ainda", ou qualquer outro conselho desse tipo que as pessoas (me included) adoram dar pras pessoas chutadas. Porque até hoje eu acho que nossa história teria sido muito legal, apesar de todas as outras, melhores ou piores, que vivi depois. Afinal, uma história nunca substitui outra.

Como nem sempre dá pra gente ser feliz no final, esse caso acabou assim mesmo. Cada um seguiu seu rumo, conheceu outras pessoas e... the end subindo.

Para ler ouvindo "All I need", com o Radiohead em São Paulo (Brid e eu estávamos lá cantando a plenos pulmões, beijos), com "Lost", do Coldplay, na sequência (desconsiderem a dança da chuva de Chris Martin no vídeo), e tomando um chocolate quente da Ofner. Porque de amarga já basta a vida (/sabedoriapopular).


*Peço desculpas pelo post longo, mas levem em consideração o fato de eu não escrever aqui há um mês praticamente. :D

** Este doido não é Mr. Holloway, o doido namorado. Só pra esclarecer! :D


segunda-feira, 25 de maio de 2009

O caso do Doido Schumacher


Eu já fui virgem. Ei, ei, ei, não se espantem! É verdade. E como toda garota, também romantizei a minha primeira vez. Em todo caso, é bom que saibam que eu tive três primeiras vezes, com três namorados diferentes (um de cada vez, lógico), mas isso não vem ao caso e iria gerar polêmica entre eles. Portanto, não vou relatar detalhadamente a primeira vez que fiz sexo (mesmo porque não é interessante). Mas ontem, lembrei-me da primeira vez que fiz "amor". Podem me chamar de brega, retrógrada, romântica e o diabo aquático*, mas tenho comigo que foi incrivelmente mais importante do que a primeira vez que decidi "abrir os caminhos" para a vida sexual. Mais importante e mais prazeroso, diga-se de passagem.

Vou chamá-lo de Doido Schumacher devido a semelhança do rapaz com o famigerado piloto (vocês sabem que beleza nunca é meu primeiro requisito, certo? certo!). Conhecemos-nos (pasmem!) numa balada num lugar chamado "DJ Club" eu estava "mais pra lá do que pra cá", acompanhada de Amigo Jornalista, Lee Holloway e Amiga Blogueira (não posso mesmo dizer quem é, beijos).

Não, eu não podia dizer que ele tinha bom papo. Não, eu não podia dizer que ele era inteligente. Não, eu não podia dizer que ele me atraía porque tinha bom humor. Mas ele era "akara" do Doido Maestro, que naquele dia havia me trocado por duas (ou três) groupies (ele era músico). Minha mente associativa (ou coisa que o valha) decidiu que era com ele que eu ficaria naquela noite e assim, calibradérrima, como só os pneus de Jenson Button poderiam estar, olhei para Amigo Jornalista e disse:

- Amigo Jornalista, estou com bafo? (sou sempre muito fina quando estou "no brilho" da Sagatiba)

Amigo jornalista me deu um Halls Extra-Forte, alegando que eu cheirava bêbado de esquina, e murmurou alguma coisa como "num bebe mais, porra" ou "bebe mais, porra". Não me lembro ao certo. Segui o segundo conselho e rumei até o rapaz que estava numa rodinha. Peguei-o pela mão, andei a pista de dança inteirinha com ele a tira-colo, avistei um canto vazio numa parede, parei o moço, encostei ele lá e...

....é pessoas, eu beijei o rapaz. Numa demonstração de embriagues, insensatez, "mulé fácil", ou qualquer outro tipo de adjetivo pejorativo que vocês quiserem. A única pessoa que me apoiou (e apóia até hoje, fazendo questão de me apoiar sempre, contando esta história e dizendo no final "esta mulher é minha inspiração para viver") é Amigo Jornalista. Prafrentex, teu nome é Amigo Jornalista!

Poderia dizer que o Doido Schumacher se apavorou, saiu correndo e me deixou lá falando, o que numa crise de presunção (minha) eu já poderia aqui, nesta parte da história caracterizá-lo como doido. Mas não. Ele esperou eu terminar o beijo (correspondendo a altura), sorriu, trocou de posição comigo (encostou-me na parede) e aí sim, fez o Clark Gable (com a diferença de que Doido Schumacher não usava dentadura, para meu deleite). A noite foi incrível. Conversamos muito, trocamos telefones e descobrimos que fazíamos parte da mesma instituição de ensino público. Eu na graduação e ele na pós (em áreas diferentes). Podemos dizer então que o post começa aqui.

Caso Clínico: Homem, 27 anos (na época), 1, 75m, engenheiro químico, olhos verdes, cabelos (já rareando) castanhos claros e queixo proeminente de macho alpha (adoro). Após noite de carícias inocentes e conversa agradável, fomos cada um para seu lado com promessas de novo encontro, que de fato aconteceu. E foi ótimo. E geraram conversas ótimas. Conversas, que deram origem a primeira vez que fiz amor. Faz tempo. Muito tempo.

Agora vem a parte romântica (no sentido machadiano mesmo) do texto. Preparem-se, já que nem eu estava preparada para escrever isso!
Fazer Amor é estranho. É bom mesmo sendo ruim (acreditem, isso existe). É comovente mesmo sendo cômico (não estou falando de Charlie Chaplin, beijos). Quando a situação é mais excitante que o ato. Quando tudo envolve e tudo se concentra em você e na pessoa que está ali. Quando você percebe que não está ali por estar e sim por necessidade! Quando você sente que está chegando ao clímax ("clímax" é uma palavra que adoro!) quando suas mãos estão suando agarradas as dele(a) e você morde os próprios lábios sem se preocupar em se machucar (momento Cine Privê)! É quando você ao invés de virar para o lado de exaustão após o momento máximo da relação-prazerosa-sem-fins-reprodutivos (para não usar "clímax" de novo), abraça quem está ao seu lado e respira fundo. E foi a primeira vez que eu fiz amor. Eu não amava, mas senti que havia amor ali. Era um sentimento esquisito que chegava a ter cheiro de tão palpável, mas que era assutadoramente volátil e me assustou. E me encantou. E me assustou. E me encantou de novo, e me assustou sucessivamente, naquela mesma noite, algumas vezes.

Diagnóstico: Sanidade. Sanidade pura. Doido Scumacher é o meu caso mais mal-resolvido, inexplicado e sem coerência. A diagnosticada aqui, deveria ser eu. Ele se apaixonou, mas infelizmente no momento errado (eu sou toda errada). Quando descobri os sentimentos dele, tive medo (eu sempre tenho).

Tratamento Efetuado: Eu terminei com ele. Terminei sem sofrer, fui cruel, malvada, ruim e sem caráter. Por medo (eu acho). Ele insistiu. Ele sofreu. Ele cresceu. Ele se tornou uma pessoa incrível. Eu superei as bobagens que fiz (eu sempre supero). Óbvio que eu ainda não entendo (eu nunca ME entendo). Sim, nós tivemos uma relação depois disso (EU o procurei). Sim, ele estava noivo (não me julguem). Sim, ele quase desistiu (não me julguem II – A missão). Sim, ele se casou. Sim, ele é feliz. Ou pelo menos diz que é. Eu sou. E todos somos.

NE: Para quem está se perguntando "e você não lutou por ele depois?", eu até pensei em roubá-lo na igreja, no maior estilo "Mrs. Robinson" de ser (conselhos sensatos de Lee), mas como nem sou destas – que lutam, eu chorei. Uma das poucas vezes que chorei por alguém (quem não tenha sido de ódio, jurando vendetta, beijos).

A vida é assim. Cheia de encontros e desencontros. E cheia de clichês, como a frase que acabei de escrever. Clichês que sempre funcionam, mas que nem sempre nos agradam.
Este post saiu todo diferente de como eu havia planejado no começo. Mas acho que ele está exatamente como eu queria que ficasse.

Para ler ouvindo Strokes com Is this It. E bebendo cerveja preta na caneca do "A Estalagem" de Moema que tem o jardim de inverno mais aconchegante de São Paulo. Se vc disser que é meu amigo e soltar R$ 50,00 na mão do Ney, tem direito a pedir uma pizza de rúcula com tomate seco. Só hoje! Imperdível!

segunda-feira, 18 de maio de 2009

O caso do Doido Animal Planet


Caso clínico: Homem, caucasiano, 22 anos, estudante de veterinária, incrivelmente bem humorado, cabelos castanhos claros e olhos amendoados (juro que ele tinha os olhos mais lindos do mundo, e eu nem sou destas de reparar em olhos). Nos conhecemos no Pet Shop, logo depois de eu terminar meu relacionamento-moderno-quase-doentio com Doido Workaholic. Ou seja: a merda, digo, o caso é recente.

Sim, a idade do rapaz está certinha lá em cima. 22 (vinte e dois) anitchos. No começo foi tudo incrível. Não sei se é sabido mas eu possuo um canil em minha casa que conta com 3 cachorros. Um Fila de 40 Kilos, um Maltês hiperativo e um Basset Daschound temperamental. Todas fêmeas. Eu sempre levava as meninas para banho e tosa neste mesmo Pet Shop (que obviamente tem um destes nomes estúpidos como "Cão Peão"), onde elas eram bem tratadas, mas nunca havia reparado no Doido Animal Planet (achava bonitinho, mas não dava confiança – afinal ele tem 22 anos, porra!).

Eis que conversa vai, conversa vem, ele me pergunta sobre minha faculdade (espanto em saber que eu já sou formada, e eoutras particularidades da minha vida acadêmica), minha idade (gosseiro?!?) e solta um "eu te daria pelo menos uns 10 (dez!!!) anos a menos (ok, ok, ok, eu sei que apesar da minha baixa estatura e da minha carinha de coelho assustado eu não pareço ter menos de...er...18, 19 anos, mas o rapazinho soube usar bem as palavras, certo?)!"

Começamos a sair e ele passou no teste "Conheça Minha Família Maluca e Ganhe um Encontro Romântico". Não quero que pensem que já fui apresentando pais e parentes numa tentativa desesperada de "laçar" o rapaz. Mas é fato que ele já conhecia meus pais, já que nem sempre sou eu a incumbida de levar os cães para sua (deles - os cães, não meus pais) higiene pessoal. O fato é que ele se deu (ui!) bem com minhas cadelas. Brincava com a Fila com maestria. Driblava a maltês como um zagueiro do Arsenal. E por fim, conquistou a Basset que é o grande desafio. Ele também tinha cães. Uma criação de cockers.

Sintomas: Deu-se que, depois de quase três semanas de encontros românticos, conversas de colegial (?), e piadinhas sem graça, ele ainda me brindava com conversas do tipo "vc sabe a razão dos coalas (?) estarem em extinção (?!?)?" Eu não sabia. Adoro coalas, mas não é este o ponto. Ele sabia até o ciclo reprodutivo das minhas cadelas, mas não tinha idéia dos filmes que eu adoro, das músicas que eu ouço, dos livros que me marcaram. Era cansativo. Era infantil (e aqui, eu não quero em nenhum momento citar o fato dele ser mais jovem. Tive um namorado que jogava Playstation comigo a noite toda e adorava! Ele tinha 36 anos.).

Diagnóstico: No caso de Doido Animal Planet, a infantilidade a que eu me refiro, era uma infantilidade egoísta que mais tarde se tornaria uma compulsão por animais, pela clínica veterinária que ele falava em montar o dia todo, pela criação de cockers (que ele teimava em chamar de minhas meninas), enfim. Toda uma história se passou pela minha cabeça. E eu não pude evitar que minha neurose crônica criasse vida. Diagnostiquei como Egocentricus Aguduum (EA), com um leve toque de Juventutis Exageradibus (JE) e por fim uma patologia descoberta pelos bárbaros chamada Ideafix (IDEAFIX). E eu não teria estrutura (não naquele momento) para tratar do moço.

Tratamento Efetuado: Eu não sou destas que magoa os rapazes, certo? Ainda mais quando eles tem 22 anos, e toda uma carreira de meninas para magoar. Precisava pensar em algo menos elaborado, porem mais efetivo do que "sou apaixonada por um escritor moçambicano e vou para a Africa alfabetizar adultos para ficar com ele". Ao mesmo tempo o famoso "O problema sou eu e não você" também não iria funcionar. Ele era jovem, mas era inteligente (requisito básico dos doidos da tia Bridget. Ficadica!). Foi então que num destes passeios em seu boooooooooom carro, eu tive a brilhante idéia de achar um cabelo loiro AND curto no banco da frente. Meu cabelo na época estava castanho e longo. Fiz a Heloísa (#Mulheres Apaixonadas) e "soltei os cachorros", figuradamente, claro!

- Mas Brid, pelo amor de deus! Isso é pêlo de uma das meninas!

Nem quis ouvir. Afinal de contas, ele depois poderia sair por aí dizendo que eu era uma ciumenta neurótica, maluca, que não via nada pela frente quando enfiava algo na cabeça. Assim, eu acabaria afastando os doidos por algum tempo, até colocar minha cabeça no lugar. O resultado foi dos melhores. Continuamos amigos e eu ainda o culpo pela infidelidade e fim da nossa "promissora relação". Não me julguem. Com certeza o ego do rapazinho está nas alturas e eu ainda posso levar meu cães para banho e tosa com alguém que conheça bem até o cio delas. Afinal, eu tenho que confiar em quem vai cuidar das "minhas meninas".

Para ler ouvindo Troque Seu Cachorro Por Uma Criança Pobre de Eduardo Dusek e comendo empanada de carne seca lá no Bar Empanadas na Rua Wizard. Falem com o garçon que responde por Beto. Ele tem o fino hábito de cumprimentar as "freguesas" de forma muito cortês. Ficadica!

Queria me desculpar por não ter respondido a todos os comentários do post anterior. Nem vou falar de tempo escasso, pois é chover no molhado. Mas prometo ser menos relapsa, ok?

Quem tiver nos linkado e por alguma desventura do destino, não está linkado aqui do lado, por favor, nada de mágoa de cabocla! Ao invés de nos "deslinkar" e depois sair colocando nosso nome na boca do sapo, eu sugiro que nos enviem um e-mail para drabridgetjones@gmail.com que nós linkamos na mesma hora!

Outra reclamação latente é a nossa "não visita" aos blogs que por acaso nos citam. Nós visitamos todos os blogs que nos comentam e sempre que nos avisam de citações, estamos lá, presentes, porque adoramos! Achamos pura ostentação, loosho e riqueza fazer parte de outros textos. Mas pedimos que sempre nos avisem, combinado?

segunda-feira, 11 de maio de 2009

O Caso dos Doidos Inesquecivelmente Esquecidos


Esses dias eu estava me lembrando do quanto eu já fui feliz com meus doidos. Sinceramente, eu não posso citar nenhum deles com mágoa ou coisa parecida (ok, tirando um ou dois). Afinal, eu também sou destas que tem neuroses, rompantes de loucura, volubilidade aflorada e etecétera (tomem por etecétera toda a sorte de bizarrices catalogadas. Gracta!). Porém , alguns deles não marcaram a ponto de virar um post, mas também não foram assim tão irrelevantes que não valessem um único parágrafo. Decidi então fazer um medley com os melhores da década. São eles:

Doido Odontopediatra: Filho de japoneses, gordinho (adoro!), nerd (adoro!), era louco por crianças, era louco por mim, era louco pela profissão e era louco pela família. Sexo tranquilo. Trocou-me pela opinião da família dele, que achava que ele seria muito mais feliz ao lado de alguém com os "mesmos interesses". Definitivamente eu não pretendia virar assistente-intrumentadora-recepcionista da clínica deles. Casou-se com uma assistente-intrumentadora-recepcionista alguns meses após terminar comigo. Apelidei a garota carinhosamente de Jaspion. Não citarei o motivo aqui, por razões óbvias.

Doido Piloto: Inglês, piloto de Fórmula Opel, nos conhecemos num evento em Guaporé. Era apaixonado por miniaturas de carros antigos e travamos uma conversa interessantíssima sobre pneus slick (?) e pneus biscoito (?). Foi um fim de semana agitado, regado a Moet Chandon, promessas de amor eterno, ciúme, intrigas e despedida cinematográfica. Òbvio que nunca mais nos falamos. Mas foi intenso e veloz. Como uma corrida de carros.

Doido Engenheiro: Tinha uma beleza padronizada, não chamava a atenção. Mas este foi uma conquista difícil. Além de ser focado em outros assuntos não ligados ao sexo, ele era apaixonado por outra. E ela era imbatível, eficiente e atendia pelo nome de "calculadora científica HP". Desta vez eu terminei. Era impossível disputar com a Hewllet. Aquela bruxa!

Doido Químico: Admito que não sei nem balancear uma fórmula simples. Mas como a vida adora me pregar peças, apaixonei-me por um químico. E aprendi a nunca mais apaixonar-me por químicos. Sem mais detalhes, beijos!

Doido Jornalista: Vamos deixar uma coisa bem clara? Eles tem contatos. Nunca digam a um jornalista o quanto você já não aguenta mais olhar para a cara dele, sequer ouvir a voz dele (ainda que seja verdade). Principalmente se ele tiver como difamá-la com um artigo anônimo no jornal do campus onde você estuda. Porque o jornal, no outro dia estará embrulhando peixe, certo? Errado! Informação impressa, ainda que falsa (principalmente se falsa) fica gravada na memória das pessoas. Ficadica! Sem mais.

Todos eles marcaram, de uma forma ou de outra. Cada um deles teve seu valor e foi especial. Cada experiência fica registrada e faz com que a gente aprenda a não cometer os mesmos erros de antes (ao menos, não da mesma forma) e nós seguimos com os planos de encontrar alguém que seja parecido conosco, diferente de nós, tenha os mesmos planos, seja completamente avesso aos nossos planos, só para que a nossa vida desvirtue um pouco. Isso depende de cada fase. Eu por exemplo quero descobrir alguém em mim que eu não conheço ainda. E para isso, seria legal alguém que se "desconheça" tanto quanto eu. Essa é a parte difícil. Ninguém se "desconhece" tanto quanto eu.

Mas tem um detalhe nisso tudo que apesar de complicado, é o que faz tudo ser instigante. Seria tão bom se fosse fácil? Tenho certeza que não.

Para ler ouvindo The Scientist do Coldplay. Comendo doce de feijão na feirinha de variedades da Liberdade.
PS: Alguém aqui lia o Mundo Símio? Caso algum de vocês saiba por onde andam Dom Gustavo ou Dom Paulo, por favor me envie um email (drabridgetjones@gmail.com), pois eu preciso usar um texto deles e não sei como creditar!



domingo, 3 de maio de 2009

O caso do doido sem tempo

Caso clínico:

Homem, bonito, loiro, 34 anos, 1m95, músculos, muitos músculos, lutador de judô. Pela descrição (loiro e alto) acho que já deu pra perceber que este caso clínico não é meu. O prontuário dele faz parte dos arquivos de minha colega Dra. Bennet.

Pois então, eles se conhecem há bastante tempo, sempre foram amigos e tal. Até que de uns meses pra cá o doido começou a insistir num papo mais colorido com Dra. Bennet pelo MSN (sempre ele, o MSN do demonho). Nossa colega, que nem é boba, saiu com ele umas duas ou três vezes pra conversar e dar umas bitocas, mas o estranho é que sempre tinha de ser no carro DELA, NUNCA aos fins de semana e SEMPRE em horários meio alternativos, tiposki depois das 23h30, por causa do trabalho dele. Aham, Cláudia, senta aí (/xuxa). Mas nesses encontros o doido nunca propôs um local mais reservado para eles.

Até que num dia desses, ele convidou nossa colega para mais uma saída. No carro dela, numa quarta-feira, às 23h. Dra. Bennet, boa moça que é, sugeriu que eles fossem a um cinema, pra variar um pouco, né? Mas, vejam só, o doido disse a ela que não estava com muito tempo, que o filme poderia ser longo demais, que ele tinha de voltar cedo pra casa e blá, blá, blá. Então, indicou um caminho que os levou até um drive-in (!) que ficava num bairro distante. Dra. Bennet, phynna como é, já começou a achar aquela história meio furada e a preparar algo para o doido. AR-DI-LO-SA.

Lá no drive-in, conversaram, beberam um vinhozinho comprado numa loja de conveniência qualquer e se pegaram (mas não pra valer). Daí Dra. Bennet foi vendo mão aqui, mão ali, boca aqui, boca lá e, ops!, viu o relógio também. Fazia quase duas horas que estavam juntos. Tempo para um filminho, não? E, assim, o doido pergunta:

- E aí? Vamos? (ele se referia à relação-prazerosa-sem-fins-reprodutivos)

Diagnóstico inicial:
Certeza de que ele estava meio perdido no tempo, não sabia direito contar minutos, horas e afins, nem sabia inventar histórias para dizer “não quero sair de namoradinho, quero te comer”. E, pra mim, ele tinha outro probleminha: Namorada Corna (NC). Pra não querer ser visto em público em dias e horários mais tranqüilos, boa coisa ele não devia estar fazendo.

Tratamento aplicado:
Dra. Bennet, impiedosa, achando que não valia tanto a pena uma cópula com o doido ali naquele drive-in e naquele carro apertado, e incomodada com a cara-de-pau do mancebo, disse:

- Vamos, vamos embora. Já faz duas horas que estamos aqui mesmo. Perdi a vontade.

Pausa para cara de ué do doido. Carro na portaria, pagamento do drive-in, cara de incrédulo do doido deixado na porta de casa.

Anotações posteriores:
Achei a situação do doido meio fim de feira. Porque, né? Disfarce, poxa vida. Quando já está previamente acordado entre as partes que o encontro é puramente sexual, acho digno que o cara seja direto. Ninguém vai se magoar. Quando esse acordo prévio não existe, não custa nada o cara queimar um pouco a mufa pra deixar a situação mais interessante para a mulher também. Porque existem aquelas mulheres que não se importam em saber que o cara só quer sexo, mas existem também aquelas que não gostam que essa situação seja tão explícita. Homens, tato (opa!) e discernimento são tudo nesta vida. Em caso de dúvida, sempre sejam criativos nessas situações.


Para ler ouvindo The Kooks, Naive (aqui), que estarão aqui em junho pra nossa (Brid+Lee) alegria.

******
Talvez eu demore um pouco para responder os comentários porque amanhã volto a ter um trabalho decente (oba!). Mas comentarei todos ASAP.