segunda-feira, 27 de abril de 2009

O caso da Doida Solteira


Sábado foi o grande dia. Após algum tempo emendando uma relação na outra, chegou finalmente o grande dia em que eu fiz minha incursão no mundo dos solteiros desimpedidos. Mas não sem antes almoçar com meu ex-Doido Coldplay, ouvi-lo dizer "eu queria muito que tivesse dado certo" num abraço fraterno. Beijou-me na testa enquanto eu murmurei "eu também" e pensei: culpa, teu nome é Bridget.

Meu sábado já não havia começado bem. Estava me recuperando de um clareamento nos dentes e meu novo dentista (que é a cara do Paul Bettany) já tinha me ligado 4 vezes para saber se eu estava "suportando" bem a sensibilidade (nos dentes). Numa destas vezes eu quase disse "não" só por curiosidade, para saber o que ele faria. Prescreveria morfina? Melhor ainda, me arranjaria morfina àquela hora da tarde, naquele mesmo dia? Antes que eu decidisse perguntar se ele não queria me chamar para jantar, chega Amigo Gay que me dá um esporro (ui!) por achar que o Dr. Bettany estaria dando (opa!) em cima (ui!) de mim. Nas palavras de Amigo Gay "toda mulher solteira cai na paranóia de que fulano está dando em cima. É o trabalho dele, Brid!". Ok. Mas fiquei pensativa, pois se aquilo não era "dar em cima", meu dentista novo trabalhava com noções de "Follow up", "Feedback" e algo que me lembrava "Pós-venda". Ligando para os clientes/pacientes para saber se tinham se recuperado bem da restauração ou se a aplicação de flúor tinha sido satisfatória. É no mínimo estranho, pensei.

A preparação:
Amigo Gay decidiu que a trilha sonora para a decoração de meu corpo com roupas e acessórios que atraíssem o sexo oposto seria Fergie. E a cada refrão ele trocava a letra de Fergalicious para Bridelicious, o que no começo me divertiu, mas no final já me dava idéias estranhas como cianureto numa obturação secreta (eu tinha de ter uma para horas como aquela).

A Bebida:
Sagatiba. Nada como se arrumar bebendo Sagatiba, já que eu não precisava e não estava mesmo tão interessada em ornar minha lingerie. Amigo Gay achou aquilo absurdo. "Vai que você dá sorte?" Hein? Pensei. Mas não disse nada. Melhor ouvi-lo e não discordar.

A escolha de trajes:
1) Vestidinho curto + bota de salto + 1,60m = SULA MIRANDA
2) Camisette do filme Trainspotting + bermuda social + scarpin + suspensório = Modernette (Dica do Mysteriousman, ja faz algum tempo, lá no Twitter)
3) Mini-saia + sapatilha + blusinha de boneca + cabelo preso = Lolita

Deu-se que ao me olhar no espelho, percebi que nenhuma daquelas era eu. Despachei Amigo Gay para se aprontar (ele passaria para me pegar mais tarde), calei a boca da Fergie e pedi ao disquejóquei que botasse um mambo bem caliente (#Heleninha Roittman). Na verdade coloquei Alanis "You Oughta Know" Morisette, só para não sair da vibe feminina. Mas agora, falando sério: como é difícil se arrumar sem saber "para quem" especificamente!
Decidi que me arrumaria para MIM, myself and Irene! Jeans, camisa social branca, botas, colarzinho, cabelo solto, maquiagem leve e um pouquinho de postura. Na verdade, a postura de sempre, só que mais relaxada (ou não). Agora sim, era eu. E enquanto isso, Alanis cantava "will she go down on you in the theatre?" Ficadúvida, Alanis. Ficadúvida.

O local:
Fomos numa destas baladinhas dançantes, pois todos queriam descer até o chão, chão, chão ao som de Franz Ferdinand e acabar a noite fazendo o cover das T.aT.u., o que eu acho muito digno. Sinto falta destes fins de noite benlôca! Chegamos, o local já estava cheio. Lá fui eu até o balcão do bar em busca de uma bebida, "sopalegrá" um pouquinho.

O problema:
Por minha baixa estatura e minha cara de boa menina, as pessoas não respeitam a minha vez desde sempre. Havia muito tempo que eu não precisava abrir uma "picada" (ui!) no meio da multidão alucinada e implorar por uma dose de Sagatiba (R$10,00). Quando consegui, achei por bem trocar por um cowboy de Black Label, um Jack Daniels On the Rocks, um Hi-Fi e uma água com gás (fodam-se os dentchi!). Não enfrentaria a multidão de novo e estaria abastecida pela primeira meia hora. Pena que eu me esqueci que tal e qual Cajumon (/Bial) de Andrade, eu só tenho duas mãos. Drummond ainda tinha o sentimento do mundo, mas eu só tinha duas mãos e uma mesa me aguardando com minha bolsa em cima e uma fita do Senhor do Bonfim pra protegê-la de todo o mal. Amém!

A solução:
Eis que surge Doido Educado. Ele me oferece ajuda e pega TODOS os drinks, abrindo alas pela multidão com seu ombro largo, seu queixo proeminente de macho alpha, e seu instinto masculino de proteção. Sentou-se à mesa (?!?). Agradeci pela gentileza e aguardei sua retirada estratégica e tranquila ou então alguma pergunta do tipo: "Está sozinha?", "Qual o seu nome?" (muito importante, rapazes, ficadica!) ou algum flerte inteligente e bem humorado. Alguma fala de filme, quem sabe? Mas ele apenas trocou de lugar e sentou-se ao meu lado.

Agora, Kubrick solicitaria um close no rapaz, mais luz sobre seu rosto e diria: Ação!

Diz o Doido:

- Estou esperando pelo meu pagamento.

Antes que eu dissesse algo do tipo: "Você é michê?", o bom senso me mandou rir. Mas sem escárnio. Só rir. Sei que olhei para ele e disse: "tô sem trocado!" Ele insistiu com a história de que "um beijo paga!" Achei caro. Pedi para que ele levasse os copos de volta, mas acho que ele preferiu não cobrar a dívida.

Agora me expliquem: O que leva um ser do sexo masculino achar que é tão atraente, interessante, irressistível que me fará ter vontade de beijá-lo por causa de uma simples gentileza? Não tinha timing, não tinha feeling, não tinha idéia de quem eu era e não tinha tato. Era lindo, mas não tinha o principal: consideração. Ele nem considerou que eu talvez não tenha mais 20 anos e qualquer boca não é mais toda boca. E toda a boca que eu beijar será considerada uma boca previamente selecionada. Ainda que seja por uma única noite. Ser solteira é mais complicado do que eu imaginava.

Desculpem minha revolta. O diagnóstico de hoje eu peço que vocês façam por mim. Talvez eu esteja errada na minha concepção, o que não é difícil de acontecer, afinal, já faz um certo tempo que eu não jogo este jogo, desta forma. Juro que está sendo difícil voltar aos velhos hábitos...
Agradeço desde já para quem teve paciência de chegar até aqui! Post loooooongo!

Para ler ouvindo Let Me Try Again com o Sinatra e comendo M&M’s.


quinta-feira, 23 de abril de 2009

O caso do Blog Bloqueado


Bem, já que várias pessoas nos mandaram e-mails (muita gente mesmo, ficamos muito tocadas) perguntando o que havia de errado no blog, já que o acesso estava bloqueado, achamos por bem dar uma explicação do fato.

1. Não, nós não brigamos. Lee e eu temos uma relação (sem ideias infames, garotos!) que não se resume aos limites do blog. Pelo contrário, se algum dia alguma coisa tiver de acabar, será de fato o blog, não nossa amizade.

2. Não foi por causa de nenhum doido específico. Ou doidos. Ou grupos de doidos como nos foi perguntado. Todos os doidos que passaram por aqui (ou seja, que tiveram suas histórias relatadas) têm um lugar especial em nossas vidas (ok, tirando um ou dois). Achamos que se um dia ele foi um doido no nosso caminho, é porque neste período ou estávamos nós doidas também, ou estavam eles sãos. Ou seja, todo mundo um dia é especial para nós. E ser citado aqui é comprovação desta peculiaridade (ok, tirando um ou dois).

3. Por incrível que pareça, não foi um stalker. Nossos stalkers têm o comum hábito de nos brindar com suas presenças de forma muito breve. Nada contra as coisas rápidas, acho ótimo (/Leila lopes).

4. Não estamos com crise de identidade, carência afetiva, falta de sexo, nem precisando de "alguém que faça vocês se sentir mulher" (sic). Gractas por perguntar, de qualquer forma!

Precisávamos dar uma ordem básica na casa e demos. Vocês podem perceber a diferença ou não. É sutil, somos sutis. Nada foi modificado de fato, mas agora tudo está no lugar certo. E nós esperamos de todo o coração que continuem nos lendo, nos comentando e nos ajudando a exorcizar os nossos pensamentos de raiva, de angústia, assim como a compartilhar as coisas incríveis que acontecem conosco, como acontecem na vida de todo mundo.

Amamos isto aqui. Amamos cada história, amamos todas as vezes que recebemos a história de seus doidos(as) pelo e-mail, solicitando um diagnóstico nosso. Mas somos tão pesquisadoras quanto todos os que entram aqui identificando-se com nossas agruras. E é delicioso quando alguém nos escreve dizendo ficar triste pelo final do meu namoro ou feliz pela história de amor(/clichê) tão legal que a Lee vive neste momento.

Portanto, agradecemos a preocupação, os convites, as palavras bacanas (/gíria idosa) e os pedidos para que pudessem nos ler, caso o blog estivesse com acesso restrito. Não estava. Na verdade, estava. Mas só acessávamos Lee e eu (que estávamos longe e não tivemos como fazer o "trabalho" em pouco tempo). E agora, de volta ao normal, ficamos felizes pois percebemos que somos queridas. E muito.

Para ler ouvindo I’ll be loving you forever (Aqui) do New Kids on the Block. E tomando caldinho de feijão (preto ou carioca) no "Quitandinha", sendo atendidos pelo Grego, que diz que "no Ceará o saco (ui!) de gelo não consegue chegar no freezer sem derreter".

segunda-feira, 13 de abril de 2009

O caso do doido espelho

Caso clínico:
Homem, 1.75m, 80 kg, grandes olhos castanhos. Na época, estudante de Psicologia com algum emprego na área.

Tudo começou numa discussão de mesa de bar. Ele era amigo de um colega meu da faculdade e estávamos falando sobre um filme que tínhamos acabado de ver. Fale com ela, eu acho. A conversa começou bem tranquila e terminou com a gente quase se pegando no tapa e nossos amigos com vergonha alheia. Reconheço que eu me excedi um pouco, mas, poxa, nada do que ele dizia fazia sentindo pra mim. E a recíproca era mais do que verdadeira.

Mesmo com todo esse choque de opiniões, acabamos saindo outras vezes e ficando juntos muitas outras. Não era um namoro, pois achamos inviável algo mais sério, mas era praticamente uma relação-estável-sem-fins-românticos. De certa forma, a maneira com que ele defendia suas opiniões e tentava impô-las era um grande atrativo pra mim. Desafiador. E eu sempre entrava no jogo dele pra ver quem convencia quem. Podem falar o que quiser, mas eu achava isso delicioso (fetiche mode sendo ativado).

Nosso relacionamento era, às vezes, tenso, mas sempre resolvíamos nossas divergências pelo método físico. Funcionava porque convivíamos bem, apesar dos pontos de vista diversos e dos gostos meio destoantes. No entanto, depois de um tempo ele passou a querer oficializar um namoro e a tentar provar pra mim que poderíamos dar certo. Foi aí que o grande problema começou.

Em vez de ele me convencer de que nossas diferenças seriam positivas para um futuro namoro, ele começou a (tentar) se interessar por aquilo que eu gostava. Ele não gostava de teatro, por exemplo, mas fez questão de me acompanhar nas apresentações do Teatro da Vertigem (super recomendo, veja aqui) em hospital, presídio desativado e igreja. Pior: ele foi às apresentações comigo, comprou o livro sobre a Trilogia Bíblica (aqui) PRA ELE e se declarou fã incondicional. Até aqui, ok.

Começou a querer roubar o lugar das minhas amigas no cinema quando eu ia assistir a alguma comédia romântica. Forçado demais. Assim... Nada contra os homens que gostam, acho ótimo. Mas, definitivamente, ele não curtia filmes da Cameron Diaz e da Drew Barrymore. Mas tudo ok ainda.

Passou, então, a fazer compras comigo. Supermercado, 25 de março, Liberdade, Mercado Municipal, lojas de roupas, lojas de calçados, banca de pastel na feira, Sebo do Messias, armazém do Seu Zé, Livraria Cultura. No começo eu gostava da companhia, mas chegou um momento em que eu ansiava por escolher um par de meias sozinha. Até aqui, tudo mais ou menos bem.

Não contente, ele renovou os CDs e DVDs da própria estante. Tínhamos gostos palpavelmente distintos, portanto, imaginem minha surpresa ao encontrar ali aquele filme Chocolate, com o Johnny Depp. E Footloose, A primeira noite de um homem, Ata-me! e La Dolce Vita. Fora os álbuns de Peter Gabriel, Loreena McKennitt, Enya (até a ENYA!!!) e Faith No More que eu achei no quarto dele.

No entanto, o ápice foi quando ele me disse que estava querendo mudar de curso na faculdade: trancar Psicologia pra fazer Letras. No, no, no eu teria cantado se eu tivesse um álbum da Amy na época.

O doido tinha virado "eu". Ele era a Lee e a Lee era a imagem e semelhança dele. Siameses, praticamente, dividindo o mesmo cérebro e (quase) os mesmos sentimentos, porque ele passou não só a ter os mesmos gostos que eu, mas também a querer pensar como eu e a concordar comigo. Ficou irritantemente chato, monótono, sem graça, desestimulante, "bocejante".

Diagnóstico:
Mal de Monge Copista (MMC), com probabilidade moderada de Déficit de Personalidade (DP - uopa!) por conta de uma Paixão Desencadeadora (PD).

Tratamento aplicado:
Sinceridade intravenosa nele.

Eu disse que não conseguia mais me relacionar comigo mesma. Eu precisava de alguém minimamente diferente pra ser meu contraponto, pra brigar comigo quando eu merecia, pra me mostrar coisas novas, pra me convencer, pra discordar de mim, pra me ajudar a construir alguma coisa, qualquer coisa, pois qualquer coisa seria melhor do que construir apenas uma cópia minha. Basta uma Lee Holloway no mundo, né?

Como estudante de Psicologia, ele tinha de saber que as diferenças (mínimas que sejam) são fundamentais para relacionamentos amorosos. São saudáveis, construtivas, complementares. Ao contrário, quando o eu se transforma no outro, estabelece-se uma relação de poder, não de amor ou coisa parecida. E, nessa relação de poder, quem ama ou gosta menos sempre sai vitorioso.


Para ler ouvindo: The winner takes it all (aqui), do Abba. BRINCADEIRA. Vejam e ouçam Everyday I love you less and less (aqui), com os Kaiser Chiefs.


segunda-feira, 6 de abril de 2009

O caso do Doido Coldplay

É como eu sempre digo: para que serve o anonimato, além de me dar o benefício da liberdade de expressão? Bem, além disso ele me dá o direito de falar da minha vida pessoal às vezes. Doido Atual veio e se foi. Vou chamá-lo de Doido Coldplay, já que não há motivos para chamá-lo de Doido Atual e ele gostava de Coldplay at all. Ouviu-se pouco sobre ele. E agora que é passado, pode figurar por aqui. Já vou avisando que sou ré confessa. E agradeço desde já pela compreensão.
Era de se imaginar que não daria certo pois:

1. Ele era amigo dos meus primos. E todos os outros amigos de meus primos que "tentaram a sorte" no "campo minado" que vos fala falharam.

2. Eu o achava mais atraente do que eu, o que nunca é saudável. Pelo menos não quando a ex-namorada-exu é tão linda que você acaba tendo receio até da voz da fulana.

3. Ele era de peixes. Não acredito em horóscopo, mas agora acho que não mais tentarei arrulhar-me com homens de peixes.

4. Ele tinha terminado um relacionamento com a namorada de 7 anos (o relacionamento tinha 7 anos, não a namorada). O que é ruim, pois eles ainda tinham um vínculo forte e ele quer mesmo é se dar ao desfrute e blá, blá, blá.

Ditos todos estes detalhes, também tenho que dizer que algumas coisas eram favoráveis ao nosso enlace-temporário-para-relações-prazerosas-sem-fins-reprodutivos. São elas:

1. Ele era amigo dos meus primos. Blá, blá, blá, por mais que eu diga eu sempre acabo ouvindo as vozes do além e me metendo (ui!) com os amigos dos meus primos.

2. Ele era bonito. Eu gosto de homens bonitos. Isso é pecado? Então não me recrimine. Ficar com homens atraentes requer um certo sangue frio, mas a gente sempre acha que tem.

3. Eu sou de sagitário. E segundo o "João Bidu", sou destas que adoram se aventurar em relacionamentos fadados ao fracasso. C'est la vie.

4. Ele tinha terminado um relacionamento com a namorada de sete anos (o relacionamento tinha 7 anos, não a namorada). O que é bom, pois ele estaria disposto a recomeçar com alguém e blá, blá, blá.

É de se chocar um público mais exigente se eu disser que demorei 19 dias para beijá-lo. Não que ele não tivesse tentado. Mas eu estava saindo de uma relação-SEMI-prazerosa-COM-fins-destrutivos, ou seja, tinha medo. Típico. Mas como eu sou destas que amargam apenas doze horas seguidas de fossa, fui saindo com ele, até que demos os primeiros beijos aredentes numa romântica noite de sereno ao som de "Smoke Gets in Your Eyes" (era Coldplay, não lembro a música, ele não fuma e o vidro do carro estava de fato embaçado, então serenava – eu acho). Cerca de um mês depois tomei o primeiro café da manhã servido por ele. Decidimos não sair com outras pessoas e pronto.
Era o começo do fim.

Imagina-se que terminei com ele sem motivo aparente. Vindo de mim (que já terminei um namoro porque o dedo mínimo do pé da criatura era torto) nem seria assim tão espantoso. Mas, desta vez, não é somente minha a culpa (eu acho – ou pelo menos estou tentando me convencer disso). Os motivos são estes:

1. Ex-namorada-exu ligava para ele todos os dias. Como descobri não importa. Como jamais disse Maquiavel "os fins justificam os meios". Nesta última investida, ela chorou, e ele foi "resolver" as coisas, me deixando num sábado à noite sozinha, "ferida e com frio", como diria Renato Russo.

2. Eu tentei fazer um strip tease certa feita (de brincadeirinha, sabe? Eu nem sou destas que fazem estas coisas e tal). No segundo minuto, quando eu estava tirando a presilha do cabelo, não era mais necessário fazer nada (vocês entenderam). Ou eu era muito boa nisso, ou muito ruim. Ficadúvida.

3. Ele dirigia muito rápido e tinha uma habilidade fora do comum para ultrapassagens perigosas. Tenho inveja de quem dirige rápido e é bom em direção defensiva. Simples assim (tenho que admitir que no começo isso me excitava. Sem malícia!).

4. Acabou o encanto inicial. E eu acho que sou um tanto que viciada nisso, neste "encanto inicial". Por que aquele frio na barriga da gente não continua para o resto de nossos relacionamentos, até que definitivamente o tédio nos separe?

Gracta pela atenção de todos. E prometo que não ficarei brava com nenhum tipo de pitaco. Eu mereço algum "punishment" (nada a ver com fetiches, beijos!). Mas quem achar que tenho razão, não se furte de dizer. Sou destas que precisam SE convencer das coisas. Sempre fui.

Para ler ouvindo "Smoke Gets In Your Eyes", ou então "Trouble" do Coldplay. Era essa a música!

P.S.: Lembro-me que um leitor me pediu o B-Side "Missing You" do Franz Ferdinand semana passada e eu sem querer apaguei o e-mail. Seja bonzinho e mande de novo que a musiquetta vai ainda hoje. Prometo.