Caso clínico:
Bem, daí que minha história com ele é dessas cíclicas. Por mais que eu tenha tentado tirá-lo da minha vida, tenho a impressão de que mesmo velhinha ele ainda estará de alguma forma perto de mim. Eu gostaria, mas não sei explicar o porquê de ele sempre querer manter contato comigo, seja por telefone, por e-mail ou por MSN.
Fiquei vários meses sem falar com ele porque sempre que eu percebia que ele me fazia mal eu dava um jeito de sumir. Não atendia ao telefone, não respondia aos e-mails e, como toda pessoa adulta (ironia mode ON), eu o bloqueava no MSN. Mas ao contrtário do que fiz com outros casos clínicos sem chance de cura, nunca tive coragem de excluí-lo da minha vida. Excluir é jogar fora, não? É achar que aquela pessoa é um lixo na sua vida e que você tem de descartá-la de qualquer maneira. Não sou assim com pessoas das quais eu gosto ou já gostei um dia, não as trato dessa forma. Obviamente isso não quer dizer que eu não revide quando fazem isso comigo porque eu não sou uma pessoa boazinha. Aliás, ontem a Brid me disse que tem gente que tem medo de mim. Sinceramente? Não quero fazer o mínimo esforço para mudar isso. De certa forma, é um escudo meu.
Voltando ao doido, embora eu não entenda o motivo de ele ainda querer falar comigo, eu sei muito bem por que eu sempre permito que ele ache uma brecha para voltar para a minha vida. Tenho consciência de todos os problemas que ele tem e que, infelizmente, ele é dodói da cabeça. Não bate bem mesmo. E é por isso que me magoou tantas vezes. Mas ele não é uma pessoa ruim, não toma atitudes pensando em machucar ninguém (tem uma piada pronta aqui, um doce para quem descobrir). Até porque eu tenho certeza de que o maior prejudicado é ele. Sempre. E é por saber que ele é assim que eu volto a falar com ele numa boa, como se nada tivesse acontecido.
Dra. Bennet teria uma síncope ao ouvir isso. Mas o fato é que, por mais que eu tenha motivos (gentem, fui até Chuí atrás dele para ser dispensada sem dó!), não consigo ter raiva dele ou alimentar um sentimento ruim por mais de uma semana.
Este blog serve também de registro das minhas raivas e mágoas momentâneas, mas eu garanto para vocês que eu adoro esse doido e não guardo nada de ruim dele. Meus dedos coçam para mandar o link do Pára-Raio, mas, como eu disse na semana passada pra ele, não vou fazer isso porque "quero manter a amizádji". Conhecendo-o tão bem, sei que ele ficaria chateado com algumas coisas que eu escrevi. Eu ficaria se ele eu fosse.
Mas alguns de vocês devem estar se perguntando:
- Mas por que raios a Dra. Lee resolveu falar de novo sobre esse caso antigo? Que post mais estranho...
Eu respondo dizendo que, apesar de o doido da história sempre ter sido ele, quem precisava de tratamento era eu, não há a menor dúvida disso. Eu tinha de entender que, por mais que eu gostasse muito dele, eu precisava sublimar isso porque nada do que eu imaginava era plausível de acontecer. E para os que acompanharam essa novela, tanto de perto quanto aqui no blog, um dia eu deveria falar que, finalmente, eu havia me curado.
E aconteceu, gatchenhos!
Diagnóstico inicial:
Tratamento aplicado:
Resultado obtido:
Com ele aprendi algumas coisas que sempre vou aplicar nos meus relacionamentos:
- Bom humor é fundamental (acho que essa foi a vez de nº 4873 que repeti isso aqui). Ter alguém constantemente emburrado ao nosso lado é uma forma de tortura (e não é desse tipo de tortura que eu gosto, beijos!).
- Se a indiferença dói em mim, quase sempre dói no outro também.
- Ir atrás para tentar resolver algo mal-resolvido nem sempre é o mais indicado.
- Algumas pessoas devem entrar na nossa vida e ficar, outras nunca deveriam ter tido essa chance. Porque, oi?, eu sou legal demais pra elas.
- O mundo fica rodando, rodando (/leilinhalopes) e um dia tudo se resolve e fica bem.
Ai, que eu me senti o Bial agora fazendo filosofia barata em discurso de eliminação do BBB.
Chega.
Alta para Dra. Lee Holloway.
Para ler ouvindo "Off he goes", do Pearl Jam (veja aqui), que eu amo e fala assim: "(...) and now he's home and we're laughing like we always did, my same old, same old friend..."
MERCHAN:
Hoje é dia de eu escrever para o Toca uma pra mim, vai! também. Mas como eu ainda tenho um trabalho da faculdade pra terminar e eu sou uma boa aluna (awn!), vou resolver minha vida acadêmica primeiro e depois escrevo para o blog. Quem tiver interesse em ler minhas baboseiras musicais, acesse o TUPMV! mais tarde que eu devo continuar falando de "Off he goes".
UPDATE:
Brid e eu gostaríamos de agradecer ao Fabricio Dolci pelo banner novo do blog (dentro da reforma ortográfica e do entendimento do Seu Houaiss) e por ele ter atendido aos nossos insistentes pedidos pra colocar um doido gatchenho nele pra gente. Ficou leendo, leendo!